Dyxel e Trilha da Educação lançam o curso Character Design para Games

A Dyxel Game Publisher, publicadora brasileira de jogos digitais focada em diversidade, por meio de uma parceria exclusiva com a Trilha da Educação, acaba de lançar o curso Character Design para Games. À frente do curso está o publicitário Alvaro Gabriele, que discutirá neste primeiro módulo criatividade, com foco na criação de personagem para games. O curso já está disponível no site da Trilha da Educação.

Ao adquirir o curso, o aluno recebe uma apostila digital e tem acesso a seis videoaulas, divididas em: ideia original, pesquisa e referências, combinabilidade, desejos dos jogadores, sentimentos dos jogadores e brainstorming. Quanto ao objetivo do curso, Alvaro explica que é discutir o conceito por trás do desenho dos personagens. Para ele, há pouco cursos com esse viés, pois a grande maioria se foca na arte em si.

“A ideia não é ensinar a desenhar o personagem, até vamos passar um pouco por isso, mas o foco será no conceito pré-desenho, na etapa anterior à arte. Em games, a interação com os personagens é muito grande, por isso sua construção demanda um cuidado acurado. É um curso que vai ajudar a tirar a ideia da cabeça e ir para o papel e, depois, do papel pro jogo”, explica Gabriele.

Um dos diferenciais do curso é relacionar a narrativa com a mecânica, ou seja, pensar em quais características do personagem é possível combinar com a mecânica e com outras áreas do design e do level design para enriquecer a experiência do jogador. Alvaro enfatiza que é preciso pensar mais nas dinâmicas do que apenas na mecânica.

O público-alvo do curso são gamedevs, membros de estúdios independentes, estudantes e pessoas interessadas em jogos digitais. Especialmente para aqueles que já atuam na área, o curso pode, ainda, abrir novas possibilidades profissionais. Com um conhecimento mais aprofundado sobre criação de personagens, é possível, por exemplo, pensar em propostas de editais para buscar investidores para suas iniciativas.

Trabalhando com a indústria brasileira de games independentes, a Dyxel Game Publisher fez esta parceria com a Trilha da Educação após perceber que muitos estúdios e gamedevs procuram a publicadora visando obter mentoria para seus projetos. “Os cursos tendem a agilizar esse processo, trazendo um conhecimento de ponta na área, sempre respeitando as peculiaridades da nossa indústria”, afirma Érika Caramello, CEO da Dyxel.

O lançamento de outros cursos e consultorias estão programados para os próximos meses. Também em parceria com a Trilha da Educação, os temas dos próximos módulos do curso de Character Design para Games vão envolver questões relacionadas aos arquétipos, jornada narrativa de herói e heroína e aspectos visuais de personagens. Para acompanhar o lançamento dos próximos módulos, acompanhe as novidades no site da Dyxel e da Trilha da Educação.

 

Universidade Federal do Espírito Santo usa jogos de tabuleiro para ensinar química a detentos

Durante o período de pandemia muito tem se falado de projetos voltados a ressocialização da população carcerária. Um dos projetos vem diretamente da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que acaba de desenvolver um método para ensinar química em instituições penitenciárias utilizando jogos adaptados para a população adulta. O trabalho, desenvolvido por estudantes de química, foi apresentado em fevereiro deste ano no Simpósio da Organização Internacional para Educação em Ciência e Tecnologia (IOSTE, na sigla em inglês), na Coreia do Sul, realizado em formato online.

As autoras do projeto são Iara Koniczna e Larissa Feitosa, que cursaram química na Ufes. Elas usaram jogos feitos de material de papel para ensinar a tabela periódica e as combinações entre elementos químicos, entre outros conteúdos. O trabalho, desenvolvido durante o estágio de Iara no Complexo Penitenciário de Xuri, em Vila Velha, foi apresentado na conclusão da graduação, em 2019. A experiência direcionou a carreira de Iara, que segue lecionando para pessoas privadas de liberdade.

A ideia surgiu diante dos desafios que Iara observou durante as aulas que acompanhou no Complexo Penitenciário, que possui uma série de restrições. Não é possível, por exemplo, fazer experimentos químicos.

Em algumas unidades, segundo Iara, os presos não podem sequer levar os livros para as celas para estudar, nem ter acesso a lápis fora dos horários de aula. “Tem sempre o mesmo problema, o esquecimento. Com o jogo, eles acabam fazendo mais conexões e conseguem ter melhor aprendizado e melhor memorização a respeito do conteúdo trabalhado”, diz Iara.

As estudantes basearam-se no jogo de tabuleiro Tabela Maluca, desenvolvido em pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para explicar os conceitos e propriedades dos elementos químicos. Outro jogo usado foi Batalha Naval, para ensinar dados dos elementos químicos, como período, números atômicos e raio atômico.

“Aplicamos um questionário com perguntas abertas sobre a tabela periódica e as respostas dos alunos foram muito frustrantes. Na outra semana, utilizamos os jogos e, depois, aplicamos o mesmo questionário. As respostas foram gratificantes”, conta. Ao final, 98% dos estudantes disseram que gostaram da aula.

Durante a pandemia, a educação foi afetada como um todo. Nas prisões, no entanto, a internet não é uma opção para a educação. “Nós selecionamos os conteúdos e fazemos um questionário para eles responderem. A gente nota uma dificuldade muito grande porque eles não têm muito recurso, têm dificuldade de entender”, diz, Iara. Segundo o Depen, até o final de março foram confirmados 46.889 casos de covid-19 no sistema prisional, com 143 óbitos em decorrência da doença.

Games e Inglês, uma combinação imprescindível para quem quer entrar na indústria

Muita gente ainda não sabe, mas é possível aprender outro idioma através dos videogames. O inglês é a língua-mãe de boa parte dos jogos e, apesar de alguns programadores já investirem em traduções, ainda é um tabu tanto para jogadores quanto para o público que os acompanha. Inclusive no Brasil há muitos jogadores que só adquirem jogos se estiverem dublados.

No Brasil, cerca de 140 milhões de pessoas são consumidoras de conteúdos sobre jogos, considerando apenas o Twitch (plataforma internacional de streaming). Por meio da plataforma, é possível acompanhar grandes nomes em streaming no país, como: Gaules, Alanzoka, Nobru, Babi, Yoda, entre diversos outros. E acompanhando as transmissões feitas por eles podemos ver que o inglês é sempre usado, seja em gírias voltadas a jogos ou até mesmo em tradução simultânea para que seus seguidores entendam o que está acontecendo nos games. Deste modo, é fácil associar que quem está inserido no mundo dos games acaba consumindo muito de outro idioma.

Para quem busca seguir nesta área, seja como jogador ou em profissões relacionadas ao desenvolvimento de jogos, o investimento na fluência do inglês se torna necessário para poder conquistar ainda mais espaço nas plataformas de streaming. Uma das empresas que aposta nos games é a InFlux English School escola de idiomas que garante o domínio do inglês em dois anos e meio, que inclusive conta com módulos gamificados.

Para Ricardo Leal, CEO da inFlux, o aprendizado de um segundo idioma é essencial, principalmente se há interesse no setor de eSports. “O crescimento do mercado dos games é notório, podendo até virar modalidade nas Olimpíadas, futuramente. O investimento na língua inglesa é primordial, basta ver os grandes streamers que temos hoje em dia: todos têm ao menos um pouco de conhecimento da língua”, aponta Leal.

“Observamos o crescimento desse mercado mesmo durante a pandemia. Para quem está na luta por um espaço neste meio, posso dizer que o inglês ajuda a conseguir o tão sonhado reconhecimento nacional e quem sabe internacional. Há diversas plataformas e campeonatos mundiais para isso”, acrescenta Leal.