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Jaguareté: O Encontro – RPG brasileiro foca nos primeiros contatos entre europeus e indígenas

Um dos períodos históricos mais importantes da história foi o descobrimento do Brasil pelos europeus, não por acaso é um dos temas mais estudados por historiadores e pesquisadores de centenas de universidades país afora. É justamente esse contato entre os nativos e os colonizadores que deram o pano de fundo para Jaguaretá: O Encontro, livro de RPG criado por estudantes da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que acaba de ser lançado.

Jaguareté: O Encontro” é ambientado no período do primeiro contato entre os europeus e os povos nativos ocupantes do território que viria a ser chamado de Brasil. Diferente de outros RPGs que já abordaram o assunto, o material produzido pelo Museu inova por focar a visão de mundo das etnias indígenas que aqui viviam e pelo rigor acadêmico do conteúdo. A ideia é que os leitores possam entender mais sobre a cultura indígena.

O projeto recebeu bastante atenção dos membros envolvidos no desenvolvimento, a fim de trazer fidelidade histórica. Tanto é que para a construção do cenário e dos personagens os alunos realizaram um amplo trabalho de pesquisa com fontes etno-históricas e etnográficas. O objetivo foi recriar tão aproximada quanto possível, das cosmologias e práticas sociais dos diversos grupos étnicos presentes no Brasil Colonial. Assim, animais, seres míticos, corporalidades, faces, vestimentas, armas, habitações, enfeites, práticas curativas, encantamentos, remédios e venenos foram cuidadosamente pensados, desenhados e narrados em suas relações cotidianas neste livro.

Segundo Fábio Marcolino, idealizador e produtor cultural de Jaguareté, o RPG é uma ferramenta pedagógica para a imersão em uma cultura diferente da nossa, pois possibilita enxergar o mundo com outros olhos. O jogo foi desenvolvido por alunos bolsistas de graduação das áreas de ciências sociais, história, design e artes visuais participantes de projetos de extensão universitária do MAE, orientados pela então chefe da Unidade de Etnologia do MAE-UFPR e professora do Departamento de Antropologia da UFPR (DEAN-UFPR) Laura Pérez Gil (atual diretora do MAE) e pela historiadora do MAE-UFPR Bruna Marina Portela.

“Apesar de esse encontro [entre europeus e indígenas no século XVI, onde está ambientado o jogo] ser um encontro interétnico, nós tentamos dar uma ênfase à perspectiva indígena. Como estes indígenas estão no mundo? Como se relacionam com os outros? Como é o ambiente no qual eles vivem? Nós tentamos trazer um pouco desta perspectiva que geralmente não está presente na escola.” disse a professora Laura Pérez Gil, durante o lançamento do Jaguareté em 2014.

Além da versão física, é possível baixar e ler online gratuitamente o Jaguareté: O Encontro pelo Issuu e também baixar gratuitamente na página da Editora o PDF.

 

Serviço: “Jaguareté: O Encontro” disponível para venda

Valor: R$ 100,00

Como Adquirir: http://www.editora.ufpr.br/portal/livros/jaguarete_o_encontro/

Plague Inc. – Conheça o game que desafia o jogador a espalhar vírus por todo o mundo

Um vírus surge em uma pequena cidade do interior da China, as pessoas seguem suas rotinas sem que suspeitem que algo esteja ocorrendo. Rapidamente a virose infecta centenas de pessoas e, ainda sem notificação pública, aviões exportam a doença para outras regiões do mundo. Logo em seguida, o vírus evolui, torna-se mais facilmente transmissível e mortal. As autoridades se dão conta do que está ocorrendo, mas qualquer ação parece tardia. O vírus infectou e matou milhões de pessoas em todas as partes do mundo. Parece o roteiro tirado da vida real, mas trata-se do pano de fundo de Plague Inc. o jogo lançado em 2012 pela Ndemic para dispositivos mobile e que voltou a lista dos mais baixados da App Store graças ao surto da Covid-19.

Plague Inc. trata-se de um RTS que desafia o jogador a plantar uma endemia em qualquer lugar do mundo, transmiti-la por todos os continentes e evoluí-la até que se torne a maior doença que o mundo já viu. O objetivo é aniquilar toda a vida humana antes que cientistas desenvolvam a cura. Sua endemia pode ser uma bactéria, um fungo, um vírus ou até um parasita. O macete é usar os pontos de DNA para tornar sua praga mais adaptada a diferentes ambientes e tornar-se mais mortal.

O título já foi baixado mais de 85 milhões de vezes desde seu lançamento e conseguiu um novo boost com a recente pandemia, assim como ocorreu durante o surto do Ebola em 2014. O interessante mesmo é que a jogabilidade é simples, e bastante viciante, mas com um tom de dificuldade acentuada. Você pode passar horas tentando fazer uma nova doença destruir os governos de todos os países.

Em tempos de Covid-19, há quem imagine que Plague Inc. pode parecer de extremo mau gosto, entretanto, o game pode até se mostrar educativo ao passo que conta com dinâmicas realistas para mostrar como um vírus se espalha. Basta observar que em países com população maior e com aeroportos movimentados as doenças tendem a se espalhar mais facilmente. Além disso, o game conta com notificações das medidas que os países estão tomando para combater a infecção. Algumas se mostram extremamente eficientes, tais como fechar aeroportos e impor medidas que restringam a livre circulação entre as pessoas.

Plague Inc. é uma ótima pedida para tempos de quarentena e que você quer mais informações sobre como doenças se proliferam. Uma forma de aprender brincando. Ao menos aqui você pode espalhar um vírus de maneira rápida e segura. Infelizmente nem todos pensam assim, tanto que o game foi banido na China. O título está disponível para iOS e Android. Há ainda uma versão melhorada para Steam.

Abaixo você vê um trailer de Plague Inc.:

 

Illis – Estudantes da Fatec Carapicuíba criam game contra feminicídio

O Brasil é um dos campeões em feminicídio em todo o mundo, portanto cada iniciativa para combater a violência contra mulheres é bem vinda. Uma das iniciativas veio de dois estudantes do curso superior tecnológico de Jogos Digitais da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba na forma de um jogo eletrônico. Illis coloca personagens de um livro de ficção para atuar na vida real, ou melhor, na vida “virtual”, a fim de combater a violência contra as mulheres. Basicamente trata-se de um game em realidade aumentada para despertar nos jovens a consciência sobre a necessidade de enfrentar o triste desafio social.

Illis vem do latim e significa “por elas”. Idealizado pelos estudantes Tayla Caroline Dantas e Mario Henrique Silva, o título foi apresentado no final de 2019 como trabalho de conclusão de semestre na faculdade. A trama envolve a história de duas personagens, Marie e John, protagonistas do livro Queimem as Bruxas, um livro lançado também pelos alunos. A dupla sai do livro e percebe que após séculos de caça às bruxas, as mulheres ainda continuam sendo perseguidas sem nenhum motivo. A partir daí, o casal passa a fazer parte do jogo e precisa avançar pelos cenários salvando as vítimas de ataques dos inimigos.

Cada página do livro corresponde a uma aventura diferente. A pessoa joga com a câmera do celular apontada para o livro. Ao virar a folha, o cenário muda junto. Tayla conta que a proposta surgiu como uma forma de expressar o descontentamento dos alunos diante da escalada da violência.

“Presenciamos casos de agressões envolvendo mulheres conhecidas. Essas situações nos incomodavam, então resolvemos agir utilizando a ferramenta que trabalhamos no nosso dia a dia: a tecnologia”. De acordo com Tayla, o objetivo do game é chamar as atenções para crimes e abusos contra mulheres. “Utilizamos a linguagem figurada para chamar a atenção das pessoas para que possam intervir e denunciar os crimes”, diz Tayla.

De acordo com os autores, Illis deverá estar disponível para Android ainda neste ano e o livro também poderá ser baixado gratuitamente na internet.

Startup cria game inédito e gratuito sobre o novo Corona Vírus

A essa altura você já sabe que o Covid-19 não é brincadeira, entretanto é possível aprender mais sobre ele jogando! Pelo menos é isso que o pessoal do estúdio Play2Sell, empresa de storytelling e gamificação voltada para vendas, pensou ao desenvolver o game mobile Corona Vírus, teste seus conhecimentos. Basicamente ele se apresenta na forma de um quiz para que o jogador aprenda mais sobre como se prevenir e evitar contaminação pelo vírus.

“Nossa intenção é, de uma forma leve e agradável, organizar o conhecimento que precisa ser veiculado neste momento”, conta Felipe dos Santos, CEO da Play2Sell. O jogo para celular é gratuito, se chama Corona Vírus, teste seus conhecimentos e pode ser acessado nas lojas Apple Store e Google Play. Outro aspecto interessante é que o jogo é uma opção de lazer educativo individual, em um momento de preocupação com encontros presenciais e aglomerações.

O título é bem simples: basicamente são lançadas perguntas de verdadeiro ou falso e o jogador deve responder as perguntas sobre a pandemia que assola o mundo. “Corona Vírus, teste seus conhecimentos” trata da definição, prevenção, sintomas, atitudes práticas e como distinguir notícias falsas – as famosas fake news – de verdadeiras. Quem conduz a narrativa é um médico, Caio, que convida o jogador a fazer uma viagem pelo mundo do Corona Vírus.

“Nossa vantagem é usar uma linguagem ágil e intuitiva, que facilita a fixação de conteúdos. A Play2Sell quer mostrar que é possível utilizar essa linguagem em um momento tão sensível da sociedade”. Felipe lembra que o conteúdo foi pensado para adolescentes a partir de 12 anos e que ele complementa o conteúdo escolar. “Em meio a tanto conteúdo disponível na TV e Internet, nós optamos pelo formato interativo. Como o jogador se envolve, ele fixa as informações e pode jogar em grupo, o que aumenta ainda mais a troca de informações.”

O título é bastante indicado para quem quer aprender a se prevenir e instruir as crianças a como evitar o contágio. A iniciativa é muito bem vinda e pontual para esses dias em que a desinformação e o pânico se espalham tanto quanto o próprio Corona Vírus.

Anunnaki – game indie faz crítica social e política do Brasil 2020

O destaque do dia vai para um jogo de RPG por turno com uma pegada retrô, uma trama envolvente e muitas referências ao Brasil de 2020. Trata-se de Anunnaki, um game indie em fase de desenvolvimento pelo desenvolvedor Luiz Rasielson e que está em campanha de crowdfunding pelo site Vakinha.

Basicamente você conhece uma realidade alternativa em que uma religião surge com base nos deuses sumérios e esse culto envolve-se com a política, ditando as regras de toda uma sociedade. De acordo com o desenvolvedor, há uma clara crítica social à mentalidade e ideologia retrógrada das pessoas que governam o nosso país. Anunnaki conta com aproximadamente 25 à 30 horas de “gameplay” e 4 finais diferentes. 

O game está em fase de polimento, e estima-se que em menos de 2 meses esteja concluído. O trailer disponível mostra que a inspiração veio de clássicos da geração 16 bits, considerada por muitos como a era de ouro dos RPGs de turno. Os gráficos são bastante oitentistas, porém a trilha sonora não segue o estilo chiptune, o que pode destoar do resto do projeto.

A campanha de Anunnaki pretende arrecadar R$ 4 mil, valor para cobrir custos do desenvolvimento e de publicação na Steam. Uma boa notícia: toda contribuição a partir de R$ 5,00 dará direito a uma cópia do jogo quando ele for publicado. Por fim, vale dizer que o projeto busca conscientizar as pessoas ao passo que as diverte!

Abaixo você confere o trailer de Anunnaki:

https://youtu.be/qNiQWPuG8ms

Novo trailer de Ponami mostra detalhes do Deserto de Indorur

Há três anos o estúdio Jogos Aurora conquistava destaque no cenário nacional com o game Ponami, um RPG épico com enredo arrebatador, agora chegou a vez dos fãs voltarem ao mundo fantástico para novas aventuras com a sequência Ponami Deserto de Indorur. Com data de lançamento marcada para 3 de março, a sequência promete melhorias gráficas, novos pets, equipamentos e novos cenários.

O game é para mobile conta a história da arqueira Ponami, uma guerreira que cresceu no povoado da Cordilheira de Sajor – mundo onde se passa a primeira parte do jogo -, uma civilização próspera que foi atacada por criaturas míticas chamadas Talástrias. Cabe ao jogador explorar a região e destruir a ameaça iminente.

Um dos destques de Ponami é sua jogabilidade simples, porém viciante, cenários abertos e batalhas viscerais. Não por acaso o título conseguiu bater mais 500 mil downloads na Play Store, sendo um dos jogos indie brasileiros mais bem sucedidos da plataforma. Ponami está disponível para download gratuitamente na Play Store, os fãs poderão atualizar no dia do lançamento do novo mundo.

Abaixo você confere o trailer de lançamento oficial de Ponami – Deserto de Indorur:

https://www.youtube.com/watch?v=Rs18QZR9tKM&feature=youtu.be

Conheça Space Bomb, o novo game do Diverte Games

Imagine a cena: um jovem astronauta é sequestrado por alienígenas e forçado a batalhar em arenas espaciais contra outros prisioneiros se quiser sobreviver. Para piorar, todo esse espetáculo é para o divertimento dos extraterrestres, inclusive sendo televisionado. Parece o roteiro do planeta Mojo, mas é o conceito do jogo Indie Space Bomb, um “Game Party” do estúdio Diverte Games.

Basicamente você e outro cinco amigos devem tentar se destruir utilizando bombas enquanto desvia de obstáculos ou utiliza upgrades para ter alguma vantagem. Space Bomb tem inspirações claras em Bomberman e outros games party competitivos. É possível jogar online ou offline. Vale lembrar que o game esteve presente nos eventos Game XP 2019 e BGS 2019, onde conquistou interesse dos jogadores.

O título acaba de iniciar uma campanha de financiamento coletivo através do Catarse para a finalização do jogo, incluindo o “Modo Aventura”, que conta a História de Marcos, um astronauta que foi capturado por aliens e forçado a lutar no evento Space Bomb. O objetivo principal da campanha é entregar brindes especiais a quem participa, como personagens desbloqueáveis dentro do game e miniaturas feitas em impressora 3D.

De acordo com os desenvolvedores, o nome do protagonista é uma pequena homenagem ao astronauta Marcos Pontes (até mesmo da para ver o símbolo do Brasil no peito do personagem), atual Ministro de Tecnologia. A ideia é que o game conte com vários outros personagens e skins. Space Bomb tem potencial para se tornar um grande hit nacional.

Abaixo você confere o trailer de Space Bomb:

Conheça Dog Duty, novo game indie de estratégia para todas as plataformas

Hoje o destaque vai para mais um jogo indie da SOEDESCO, que chega no segundo trimestre desse ano. Trata-se de Dog Duty, um RTS em tempo real para PS4, Xbox One e Switch, que desafia os jogadores a derrotar o exército do terrível comandante Octopus em uma série de ilhas. O grande diferencial é que o título conta com bastante humor e batalhas difíceis contra os chefões.

Desenvolvido pelo estúdio Zanardi & Liza, Dog Duty oferece aos jogadores tiroteios épicos e uma boa dose de batalhas épicas contra chefões. O macete é que cada missão demanda de táticas elaboradas. Ou seja, não adianta repetir velhas fórmulas, pois cada fase requer sua própria estratégia.

“É ótimo trabalhar com a SOEDESCO Studios no desenvolvimento de Dog Duty ver o trabalho para outras plataformas. Sinto firmeza com eles, por conta do progresso do port. A versão console tá bonita, tem boa jogabilidade e mal posso esperar pelo lançamento.”, disse Leonardo Zimbres, fundador do estúdio de desenvolvimento Zanardi & Liza.

Durante seu período no Early Access da Steam, Dog Duty recebeu muitos grandes updates. Com o feedback da comunidade, Zanardi & Liza trabalhou duro nas melhorias de Dog Duty, adicionando mais personagens jogáveis e inimigos. Jogadores podem montar esquadrões de 3 membros, a partir de 8 personagens possíveis.

O estúdio Zanardi & Liza também mudou a UI completamente, adicionando mais diálogos e encontros com NPCs amigáveis e duvidosos. Com um novo sistema de abordagem, jogadores podem adentrar postos inimigos e-ou conquistados. Por exemplo, jogadores podem agora receber mensagens hostis dos postos inimigos não-conquistados. A versão para Nintendo Switch, PS4 e Xbox One também sairá com estes updates.

Abaixo você confere o trailer de Dog Duty:

BIG Festival 2020: já estão abertas as inscrições para jogos independentes!

Atenção, desenvolvedores de jogos brasileiros: já estão abertas as inscrições para participar do BIG Festival 2020, o maior evento de jogos independentes da América Latina. As inscrições são gratuitas e vão até 10 de maio, às 23:59. O evento tem como tradição revelar jogos espetaculares e conquistar investidores para os novos projetos.

A 8º edição do BIG acontecerá em São Paulo, de 15 a 19 de julho, no Centro de Convenções Frei Caneca. De acordo com a organização, o BIG Festival aceita jogos desenvolvidos para todas as plataformas, (computadores, tablets, smartphones, consoles e dispositivos de realidade virtual), publicados ou não. Os jogos finalistas de cada categoria, serão exibidos em uma exposição de 5 dias. Na edição de 2019, o BIG Festival recebeu mais de 20 mil visitantes para ver os 75 jogos selecionados. Para fazer a inscrição, basta se inscrever no site do evento e torcer para seu projeto ser um dos selecionados.

Além da mostra de jogos, o BIG ainda conta com um fórum de negócios bastante propício para conquistar investidores e patrocínios. Segundo a organização, anualmente o evento atrai mais de 2 mil profissionais. Em 2019, foram mais de 100 palestras com participação de profissionais internacionais e nacionais. Todas as atividades do BIG são gratuitas, com exceção das rodadas de negócios.

Outro diferencial do evento é que há um espaço para profissionais brasileiros da economia criativa inscreverem suas sugestões de palestras. As palestras sugeridas pelo público terão 30 minutos ou 1 hora de duração e cada candidato poderá inscrever 1 palestra. A ideia é revelar novas perspectivas da indústria criativa, incluindo pesquisas, divulgação

Jogos brasileiros estarão em Miami para o Kidscreen Summit 2020

A produção audiovisual brasileira é extremamente criativa e de alta qualidade. Não por acaso uma comitiva de produtoras nacionais participará do Kidscreen Summit, em Miami, um dos principais eventos entre os profissionais de conteúdo do entretenimento para o público infantil.

O evento ocorre entre os dias 10 a 13 de fevereiro. Para se ter ideia da importância do evento, a última edição atraiu mais de 2 mil pessoas de 50 países. Trata-se de uma grande oportunidade de angariar parcerias internacionais.

A delegação oficial brasileira representa a indústria nacional da produção audiovisual para crianças, que vem crescendo a cada ano no país e atrai cada vez mais investidores no mundo. O grupo é comandado pelo Brazil Games, realizado pela Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais), e pelo pelo Brazilian Content, programa de exportação da BRAVI – Brasil Audiovisual Independente, e ambos em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Com o objetivo de fortalecer a indústria brasileira de jogos digitais no Kidscreen, o projeto Brazil Games levará as empresas Akom Studio, Rockhead Studios, Webcore Games, Petit Fabrik e PushStart, sendo as duas últimas também associadas ao Brazilian Content.

“Vamos destacar os cases transmídia da Rockhead Studios, que fechou no Kidscreen 2019 uma coprodução com o Sardine Studios do Canadá para fazer uma série animada do game Starlit Adventures; e o caso do Timo, da Webcore Games, um game baseado em um HQ Brasileiro. O Timo foi um dos 4 games brasileiros selecionados para o programa Indie Games Accelerator do Google em Singapura em 2019”, explica Eliana Russi, Gerente do Brazil Games.

A Rockhead Studios pretende expandir suas parcerias comerciais este ano. Segundo Christian Lykawka, CEO da empresa, o objetivo agora é abrir novas possibilidades de coprodução com estúdios de diferentes países, além de prospectar compradores de seus conteúdos, como canais de TV e VOD.

As empresas que estarão Kidscreen pelo Brazilian Content são: 2DLab, Alopra Estúdio, Animaking, Apiário Estúdio Criativo, Belli Studio, Boutique Filmes, Bromelia, Chatrone América Latina, Combo Estúdio, Content Blue, Copa Studio, Dogs Can Fly, Druzina Content, Forest Comunicação, Ghost Jack Entertainment, Hype, Mono Animation, Petit Fabrik, Pinguim Content, PushStart, Sato Company, sBusiness, Split Studio, Story Productions, UP! Content Co. e UP Voice.