Mayday: The Survival Island chega à Steam em novembro

O estúdio brasileiro independente Pequi Studios anunciou que Mayday: The Survival Island será lançado para PC, via Steam, em 2 de novembro de 2026. O jogo de sobrevivência em mundo aberto também recebeu uma demonstração gratuita na plataforma, permitindo que os jogadores conheçam parte da experiência antes do lançamento.

Ambientado em um arquipélago após um acidente, o título coloca o jogador em uma jornada de sobrevivência que envolve coleta de recursos, criação de itens, agricultura, culinária, exploração e combate. A progressão também permite desenvolver novas formas de utilizar os recursos encontrados nas ilhas, incluindo a produção de poções e a criação de animais.

Mayday: The Survival Island
Mayday: The Survival Island

Um dos principais diferenciais de Mayday está na construção do mundo. Em vez de utilizar geração procedural para criar o mapa, a equipe desenhou manualmente as 24 ilhas em pixel art vista de cima. Apesar do cenário ser elaborado à mão, elementos como a distribuição de recursos e a localização das ilhas possuem variações entre as partidas, criando diferentes condições para cada jornada.

A exploração está diretamente ligada à narrativa. Conforme o jogador avança pelo arquipélago, novas áreas e caminhos são desbloqueados, enquanto tesouros, locais escondidos e outros mistérios ajudam a revelar o que aconteceu antes e depois do acidente. A origem do protagonista e os acontecimentos que o levaram à ilha também fazem parte dos enigmas da campanha.

Mayday: The Survival Island
Mayday: The Survival Island

O projeto é desenvolvido pela Pequi Studios, equipe independente formada por três pessoas e sediada em Goiânia (GO). O estúdio também realizou testes do jogo com estudantes do SESI Goiânia como parte de suas iniciativas de aproximação com a comunidade local de desenvolvimento de games.

Mayday: The Survival Island terá suporte para um jogador e contará com localização em inglês e português do Brasil. A demonstração já está disponível na Steam, onde o título também pode ser adicionado à lista de desejos.

Abaixo tem o trailer de Mayday: The Survival Island:

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Jogo de ação narrativa “Koshmar: The Last Reverie” é anunciado para PC

A desenvolvedora independente Purple Ray Studio revelou o jogo Koshmar: The Last Reverie, uma experiência de ação com foco narrativo ambientada em um cenário sombrio. O título será lançado para a plataforma Steam, ainda sem data definida.

A trama acompanha Violet, filha de um agente funerário, que vive à margem da sociedade e possui a capacidade de transitar entre o mundo real e o universo dos sonhos. A protagonista se vê diante de uma crise quando uma estranha praga mergulha a cidade em um sono profundo, desencadeando manifestações ligadas a pesadelos.

Koshmar: The Last Reverie
Koshmar: The Last Reverie

A história se passa na cidade fictícia de Radwan, onde diferentes regiões apresentam impactos distintos da doença. O jogador poderá explorar áreas variadas, como bairros periféricos e zonas industriais, em um ambiente marcado pela decadência e pela presença constante de ameaças.

Entre os principais sistemas do jogo está uma mecânica de sanidade que se altera conforme as decisões do jogador, influenciando tanto a aparência quanto o estado psicológico da protagonista. As escolhas feitas ao longo da jornada determinam o desenvolvimento de Violet e o rumo da narrativa.

Koshmar: The Last Reverie
Koshmar: The Last Reverie

O combate será baseado em habilidades ligadas a sonhos e pesadelos, organizadas em diferentes árvores de evolução, permitindo estilos variados de jogo. Além disso, fendas espalhadas pelo cenário funcionarão como portais para desafios específicos, alguns gerados de forma procedural, oferecendo recompensas e contribuindo para o avanço da história.

Segundo a desenvolvedora, a proposta é entregar uma experiência marcada por elementos sobrenaturais, exploração vertical e uma narrativa que mistura realidade e ilusão, levando o jogador a descobrir a origem da praga e suas consequências para a cidade. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.

Abaixo tem o trailer de Koshmar: The Last Reverie: