Golpes contra gamers roubam contas e itens raros para revendê-los, alerta Kaspersky

Em tempos de pandemia muitos cibercriminosos estão aproveitando que muitos jogadores estão em casa para atacar suas plataformas de jogos para roubar suas contas e revender seus itens no mercado paralelo. Isso é o que revela uma análise feita pela Kaspersky, que identificou ao menos quatro famílias de malware capazes de coletar as credenciais dos jogadores em sites como Battle.net, Origin e Uplay. Por atuar de forma silenciosa, esses arquivos atacam os dispositivos das vítimas sem que elas percebam.

Conhecidos como stealers, os trojans programados para roubar dados fornecem aos criminosos diversos tipos de informações salvas nos aparelhos atacados. Tokens de sessão de jogos, logins ou senhas, por exemplo, são capturados e posteriormente revendidos. A monetização dos hackers, porém, não se limita ao comércio das contas roubadas: senhas de bancos digitais também estão na mira.

Durante a análise, a Kaspersky identificou quatro famílias de trojans direcionados aos jogadores de plataformas online. Um deles, o Kpot Trojan, além de roubar arquivos de cookies e contas de aplicativos de mensagens, fornece aos criminosos tokens de sessão de jogos, o que possibilita a captura e revenda de atributos a outros usuários dessas plataformas. Outras amostras como Okasidis e Thief Stealer se concentram em roubar arquivos específicos de pastas relacionadas a jogos no computador infectado.

O BetaBot, por sua vez, atua como recuperador de senha do navegador. De acordo com os especialistas da Kaspersky, esse malware segmenta várias plataformas populares de jogos da seguinte maneira: se um usuário visitar um endereço web que contenha palavras-chave específicas, o malware ativará a coleta de dados dessas páginas. Isso permitirá que as senhas e os logins inseridos na página caiam nas mãos dos criminosos.

Um detalhe importante: todos os trojans observados atuam de forma silenciosa, sem emitir alertas ou solicitação para a vítima, fazendo, assim, com que o proprietário do dispositivo nem sequer perceba que está sendo atacado. Os especialistas da Kaspersky também ressaltam que os malware mencionados não exploram nenhuma vulnerabilidade da plataforma, concentrando-se apenas na coleta de dados dos aparelhos infectados.

“Existem inúmeras ameaças focadas em games, de arquivos falsos a jogos piratas para poder usá-los sem pagar, e muitos ataques de phishing . Entretanto, para proteger os dados, o usuário precisa estar ciente de que está sendo atacado – o que não é o caso dos stealers, que são muito difíceis de ser identificados. É por isso que os games precisam se precaver contra esses ataques. Além de tomar medidas seguras, é indicado também usar sempre uma solução de cibersegurança confiável, que impeça o computador de ser infectado. Indico o Kaspersky Internet Security, pois oferecemos a função ‘modo gamer’, que congela as tarefas rotineiras para que o processamento seja totalmente dedicado ao jogo”, comenta Santiago Pontiroli, analista de segurança da Kaspersky na América Latina.

Para proteger as contas de jogos dos diferentes tipos de malware, incluindo stealers, a Kaspersky recomenda aos usuários os seguintes cuidados:

  • Configure a autenticação de dois fatores. Dessa forma, mesmo que seu login e senha tenham sido roubados, essas informações não serão suficientes para que o criminoso tenha acesso à sua conta;
  • Use somente fontes confiáveis – lojas e sites oficiais – para baixar as atualizações dos jogos;
  • Tenha instalada uma solução confiável de cibersegurança, como o Kaspersky Security Cloud , capaz de identificar stealers e impedir o roubo dos dados;
  • Jamais desligue o programa de segurança enquanto estiver jogando. Algumas soluções, como o Kaspersky Security Cloud, possuem um modo especial para games, que reduz a carga no computador durante o tempo de execução e não afeta a qualidade da experiência de jogo.

Spheres: The Ancient Fuses – indie brasileiro lembra clássicos de plataforma da Rare

Hoje o destaque é para o jogo indie produzido pela Vira-Lata Game Studio que busca inspiração nos jogos de plataforma da geração 32-64 bits. Trata-se de Spheres: The Ancient Fuses. O título presta homenagem especial para os jogos da Rare para o Nintendo 64, uma vez que contém muitos momentos de ação, combates e resolução de puzzles.

Em Spheres, o jogador deve controlar um pequeno robô que se junta à uma missão para salvar o universo enquanto explora diferentes planetas em busca de fusíveis ancestrais! Durante a exploração, o pequeno robô se depara com diferentes tipos de cenários, que vão de mesas de sinuca até montanhas de gelo. O título é desenvolvido por apenas dois desenvolvedores, e tem o propósito de combinar elementos de vários gêneros.

Neste universo você controla dois personagens: um cientista que fugiu da Terra e um robô alienígena em formato circular. Quando você coleta os fusíveis pra ajudar o robô recuperar sua memória, você possibilita que o cientista decifre um pouco mais do software codificado presente no droide, revelando mistérios e liberando novas habilidades.

A mecânica gira em torno de se transformar para ganhar novas habilidades. O robô Spheres, tem a habilidade de se transformar em qualquer objeto esférico que ele encontra no cenário. O robô saca a arma de transferência do topo de sua cabeça, ele então atira em um objeto esférico e se transforma nele, mudando sua localização, cor e tamanho para os da esfera atingida. Além das mecânicas de quebra cabeça e de plataforma, este jogo também tem um certo foco em combate. As armas principais de Spheres são suas luvas flutuantes. Alterne entre os ataques leve e pesado para executar diferentes combos! Sim, há missões e chefões que demandam habilidades de luta e resolução de quebra-cabeças extremamente inventivos.

O game é bastante colorido e a trilha sonora é bem animada. Não tem como não lembrar de Conker ou de Banjo-Kazzoie. A intenção parece ser apelar para jogadores mais saudosistas, pois até o estilo gráfico remete a essa época.

Spheres começou como projeto de uma competição de uma game jam ocorrida em Goiânia, cujo tema era “uma forma geométrica”. O jogo “Bola Robô” (como o jogo foi chamado durante a competição) acabou por ganhar o primeiro lugar na jam. Após isso, o título ganhou reconhecimento do público e da mídia por onde passou. Ainda que não esteja concluído, Spheres já possui uma versão demo na Steam.

Abaixo você confere o trailer de Spheres: The Ancient Fuses:

Prévia – ROCK OF AGES 3: MAKE & BUILDER

Rock of Ages é uma franquia iniciada em 2012, onde em 2017 ganhou o seu segundo jogo e agora vem para o seu terceiro, a formula é muito simples de jogar, mas difícil de lidar. O objetivo do jogador é controlar uma rocha que sai rolando pelo cenário, o jogador deve passar por difíceis obstáculos e lidar com uma física bastante punitiva.

Além disso, existe o modo Tower Defense onde o jogador deve colocar os seus próprios obstáculos no trajeto a fim de evitar que o adversário destrua a sua base. Fora isso, temos um modo de corrida, contra a rocha adversária e o modo Humpty Dumpty cujo seu objetivo é controlar um ovo (já assistiu Gatos de Botas? Então é aquele ovo) até a linha de chegada, a tarefa parece fácil, mas não é, graças aos obstáculos absurdos e física que exige que o jogador manipule o ovo com bastante cuidado.

Mas o grande diferencial de Rock of Ages 3 é a possibilidade de criar o seu próprio cenário, o modo Make promete ser muito atraente, pois é ali que o jogo promete se prolongar. Criar e usar os cenários da comunidade promete ser extremamente divertido, pois assim como jogos como Mario Maker, Rock of Ages 3 traz uma ferramenta bastante vasta para esta funcionalidade. A interface é bem intuitiva e permite modificar os cenários de diversas formas, como elevar o terreno, acrescentar obstáculos, inclinar a pasta entre outras coisas.

Jogamos a beta que possui um polimento bastante aceitável, o jogo em configurações médias rodou de forma bem fluida, apresentando pouquíssimos bugs, porém eles existem e é bem capaz de serem corrigidos até a sua versão final.

Foi possível verificar um pouco da campanha principal através desta beta, nela podemos ver que o foco é o humor, onde a história é praticamente revisitada com muito humor e animações de qualidade.

Um dos pontos ruins é a falta de clareza quanto as ferramentas do modo Tower Defense, não deixa muito claro o que cada coisa faz, fazendo com que a forma mais ideal de se aprender seja jogando os cenários e observando o que cada objeto faz na pratica, não é algo tão absurdo, mas na minha experiencia precisei perder algumas vezes para pegar o jeito e ter a noção dos objetos.

E a versão testada está em inglês, espero que até a finalização tenhamos o nosso idioma como opção de linguagem.

Rock of Ages 3 pode ser a versão definitiva desta franquia, tem tudo para ser algo muito agradável e que fará os jogadores passarem horas criando os seus próprios cenários para desafiar os mais habilidosos de seus jogadores.

 

Texto: Victor Cândido