Beast of Reincarnation é lançado para PC, PS5 e Xbox Series X|S

A Game Freak, em parceria com a publisher Fictions, lançou oficialmente Beast of Reincarnation, novo RPG de ação ambientado em um Japão pós-apocalíptico. O título já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC via Steam e também integra o catálogo do Xbox Game Pass para consoles e Windows.

Na aventura, os jogadores acompanham Emma, uma exilada que perdeu suas memórias e emoções, ao lado de seu fiel companheiro canino, Ko. Juntos, eles enfrentam um mundo devastado por uma misteriosa pestilência enquanto buscam respostas sobre o próprio destino.

Beast of Reincarnation
Beast of Reincarnation

A jogabilidade combina combates em tempo real, exploração e progressão baseada na relação entre os protagonistas. Conforme Emma e Ko avançam pela jornada, o vínculo entre os dois evolui e desbloqueia novas habilidades para superar os desafios de um cenário em constante transformação.

O mundo do jogo apresenta um Japão tomado pela destruição, onde florestas surgem sobre antigas áreas devastadas e a ameaça da pestilência molda o ambiente e os perigos encontrados durante a exploração.

Beast of Reincarnation já pode ser adquirido para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam, com preço sugerido de R$ 199,99. Para as últimas atualizações da Fictions, acesse o site oficial.

Abaixo tem o trailer de Beast of Reincarnation:

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Demo de DEEP DIVER é destaque no Steam Bullet Fest 2026

Os estúdios independentes PEGAX Studios e PlaySimulation Studio disponibilizaram uma demonstração gratuita de DEEP DIVER durante o Steam Bullet Fest 2026. O título, que tem lançamento previsto para o terceiro trimestre de 2026 no PC via Steam, aposta em uma combinação de ação, sobrevivência e elementos roguelike ambientados nas profundezas do oceano.

No jogo, os jogadores exploram um ambiente submarino hostil e cada vez mais perigoso, enfrentando hordas de inimigos enquanto buscam aprimoramentos, habilidades e novos equipamentos para prolongar sua sobrevivência. A progressão acontece por meio de expedições sucessivas a regiões mais profundas, onde a visibilidade é reduzida e as ameaças se tornam mais agressivas.

DEEP DIVER
DEEP DIVER

Um dos principais diferenciais de DEEP DIVER é seu sistema baseado em oxigênio. Para continuar explorando, o jogador precisa retornar periodicamente à superfície para reabastecer o suprimento de ar. No entanto, cada retorno aumenta permanentemente a dificuldade da partida, tornando os inimigos mais rápidos, perigosos e numerosos.

A mecânica cria um equilíbrio constante entre risco e recompensa. Permanecer mais tempo submerso permite obter melhorias mais valiosas, mas também aumenta significativamente as chances de ser derrotado antes de conseguir voltar à superfície.

DEEP DIVER
DEEP DIVER

A demonstração apresentada no evento oferece acesso antecipado aos principais sistemas do jogo, incluindo combate, progressão, gerenciamento de oxigênio e exploração dos cenários submarinos. Já a versão completa promete expandir a experiência com novos ambientes, inimigos, habilidades e opções de evolução para os personagens.

Com foco em alta rejogabilidade, DEEP DIVER busca desafiar os jogadores a adaptar suas estratégias a cada partida, enfrentando ameaças que evoluem constantemente conforme a exploração avança. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.

Abaixo tem o trailer de DEEP DIVER: