Vela Escola de Comunicação lança curso para quem quer desenvolver roteiro de games

Pense nos melhores jogos em seus respectivos gêneros. Ocarina of Time, Silent Hill 2, Metal Gear Solid 4. Todos eles têm uma coisa em comum: um ótimo roteiro. Quem trabalha com games sabe que o roteiro é a alma do jogo e irá delimitar a forma como o público irá recepcioná-lo. A Vela Escola de Comunicação está com inscrições abertas para quem quer aprender os macetes de como desenvolver um roteiro de game do zero.

A Escola, que traz uma proposta inovadora no mercado, unindo experiência, prática e muito conhecimento técnico de forma acessível, lançará no dia tem o início previsto para o dia 06 de novembro o curso: “Bootcamp: Roteiro para Games com Vini Cassol”.  Vini Cassol é primeiramente, gamer, Doutor em Ciência da Computação e possui mais de 15 anos de experiência como professor e consultor no mercado de desenvolvimento de games e produtos digitais, e membro convidado da Comissão Especial de Jogos da Sociedade Brasileira da Computação. Além disso, Cassol também é participante ativo na organização do SBGames, o maior simpósio interdisciplinar com foco em games na América do Latina.

De acordo com a Vela Escola, serão 15 horas de conteúdo, divididas em cinco módulos. Cada módulo será um encontro on-line ao vivo aos sábados. E prevê a participação de convidados especiais para elevar ainda mais o nível da troca. O tema central: um bom game é também resultado de um roteiro. Nesse curso Vini Cassol vai compartilhar conceitos, técnicas e ferramentas para construção de histórias que engajem e desafiem os jogadores. Passo a passo: desde a concepção da ideia inicial até a entrega do Documento de Design do Game (GDD). Em módulos que equilibram teoria, prática e mercado.

Abaixo você confere o conteúdo programático do curso:

 

MÓDULO 1: INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES – 06/11 às 9h30

      • O que é um bom roteiro de game?
      • Game Concept
      • Do roteiro para dinâmica do jogo
      • Desconstruindo exemplos bem sucedidos

 

MÓDULO 2: DESENVOLVENDO A NARRATIVA – 13/11 às 9h30

      • O storytelling e a jornada do herói
      • Narrativa interativa
      • Narrativa transmídia
      • Técnicas e ferramentas

 

MÓDULO 3: CONSTRUINDO AS PERSONAGENS – 20/11 às 9h30

      • Construção do game concept
      • Os personagens e o mundo do jogo
      • O storyboard e o GDD (Documento de Design do Game)
      • Workshop de criação I

 

MÓDULO 4: CRIANDO E TESTANDO – 27/11 às 9h30

      • Workshop de criação II
      • Qualidade do jogo
      • Teste de aceitação do mercado

 

MÓDULO 5: APRESENTANDO E ESCUTANDO – 04/12 às 9h30

      • Pitches
      • Feedbacks finais

Mais informações sobre os cursos e os eventos promovidos pela Vela estão disponíveis no perfil da Escola no Instagram: https://www.instagram.com/velaescola/. Ah, para conseguir um desconto de 20 % no curso, basta utilizar o cupom de desconto “GameReporter” no ato da inscrição.

 

E Se… Silent Hill voltasse?

Desde meados de 2020 a comunidade gamer se depara com um novo rumor sobre a volta da franquia Silent Hill. Em março de 2020, a IGN Brasil noticiou a possibilidade de um “reboot” de Silent Hill. O retorno da série se daria com uma possível reunião de Masahiro Ito (designer de criaturas dos quatro primeiros jogos), Keiichiro Toyama (diretor e roteirista do Silent Hill de 1999) e Akira Yamaoka (compositor de grande parte da franquia). Além de um soft reboot, os desenvolvedores estariam ressuscitando o natimorto Silent Hills. Para aquecer ainda mais os boatos, uma conta oficial e verificada de Silent Hill foi criada no Twitter, em julho de 2020.

Pois bem, entra ano, sai ano e as promessas de um novo Silent Hill ficam para o vento. Mas não custa nada conjecturar: e se a Konami trouxesse mesmo a franquia de volta? O que gostaríamos de ver? Como o jogo seria?

 

KONAMI FARIA POR AMOR, NÃO POR DINHEIRO (AH TÁ)

Silent Hill não tem o potencial de vender horrores depois de tantos anos ausente. E ninguém vai querer microtransações para resolver puzzles!

Antes de responder as outras perguntas, é necessário primeiro investigar se há público para que a Konami decida investir em um novo jogo. Como sabemos, a franquia nunca foi uma super campeã de vendas quando comparada com outras franquias de terror. Estima-se que todos os jogos da franquia venderam juntos cerca de 9 milhões de unidades. Para se ter ideia, apenas Resident Evil 7 vendeu 10 milhões de cópias mundialmente.

Deste modo, é certo afirmar que na hipótese de a Konami estar preparando um novo jogo, seus acionistas e diretores estão cientes que a “salvação” da Konami não se daria através de um Silent Hill. Não sabemos qual a situação financeira da empresa, mas nos últimos anos a empresa sofreu perdas consecutivas de receita. Os investimentos na área de games certamente tem alguma relação. Ainda assim, a venda de cartas de Yu-Gi-OH e as máquinas pachinko parecem estar segurando as pontas.

Assim, vamos imaginar que a empresa estivesse interessada em fazer um novo Silent Hill para satisfazer os fãs ao invés de encher os cofres da empresa. Vale lembrar que apesar de ter uma legião de fãs fiéis, mesmo a saga Silent Hill não demonstra ser capaz de vender mais de cinco milhões de unidades nos dias de hoje. Em nossa análise não há hipótese do estúdio trazer a franquia de volta esperando que um caminhão de dinheiro estacionaria na porta da empresa após o lançamento.

 

Uma história totalmente nova

Se for pra voltar a cidade enevoada, que seja com sapatos novos.

Agora que estabelecemos que a Konami reuniria seus produtores para um último game Silent Hill, vamos conjecturar como ele seria. A primeira coisa é que os jogos antigos devem ficar no passado. A história mostra que os fãs de Silent Hill tendem a se interessar mais por histórias inexploradas, tal como foi a transição de Silent Hill 1 para o 2, ou do 3 para o 4. Quando a Konami pensou Silent Hill 2 como a antagonista do jogo, ao invés de voltar para as histórias de seitas e demônios que permearam o primeiro jogo, abriu-se um leque de possibilidades. Assim,não haveria estranhamento para a introdução de uma história nova com um personagem totalmente novo.

A trama de Alessa, James, Heather ou mesmo de Henry são interessantes e boas o bastante, mas francamente? Um novo Silent Hill deve ter uma história nova, personagens novos, ambientes novos etc. Isso não quer dizer que não se pode utilizar easter eggs, mas para o bem do próprio jogo,seria mais saudável que ele andasse com suas próprias pernas ao invés de se apoiar no que foi feito no passado.

 

Esqueçam Kojima e o P.T

Os fãs de Kojima não estão prontos para isso, mas vou dizer: Silent Hills não volta.

Sim, eu sei. Todos queríamos ter a possibilidade de pôr as mãos em P.T, aquele formidável teaser jogável produzido por Hideo Kojima. O que digo é que Silent Hills ficou em 2014. Já faz sete anos que o título foi cancelado. Não creio ser possível retomar o projeto de maneira satisfatória. Kojima e o próprio P.T são páginas passadas. Talvez um novo projeto possa sim se inspirar nas ideias trazidas da época e em elementos do terror fantasmagórico vivenciado na casa.

Mas esperar apenas pela finalização daquele projeto é pedir pouco. A Konami não pode ter medo de ousar com essa franquia. Seu principal concorrente mostrou que não é necessário temer fugir as próprias raízes. Um Silent Hill totalmente em primeira pessoa pode sim funcionar, uma vez que pode inserir o jogador em uma experiência de terror totalmente pessoal.

 

Menos enfermeiras, por favor

Se fosse um jogo do Mario você esperaria ver o Mario, certro? O game chama-se Silent Hill, não “Nurses from Silent Hill”

Quando você pensa em Silent Hill é fatal que vá imaginar o Pyramid Head, cães raivosos em carne viva, enfermeiras e a neblina onipresente. Pois bem, com exceção da neblina, nenhum outro elemento é indispensável. Todos adoramos o Pyramid Head, mas ele só faz sentidono segundo game mesmo, uma vez que ele personifica angústias do personagem. O mesmo pode ser dito das enfermeiras ou dos manequins. Um jogo novo não precisa desse fan service descarado. Vejam que Silent Hill 4 trouxe toda uma gama de novos monstros e de longe foi o que teve as criaturas mais assustadoras da franquia, mesmo tendo suas próprias enfermeiras…

 

Um único estúdio para a todos governar

Que tal um pouco da loucura da Remedy?

Desde a dissolução do Team Silent a Konami colocou diversos estúdios para produzir Silent Hill. Apesar de cada um ter suas próprias qualidades ficou evidente que faltou um elo de encaixe nos jogos. Tal elo é o que se chama entrosamento no futebol. Para que a franquia volte aos tempos de glória, faz-se necessário que um único estúdio concentre as diferentes produções por vir. Os filmes da Marvel funcionam bem como universo compartilhado justamente porque falam a mesma língua, são geridos pelo mesmo grupo de pessoas. Assim, entendemos que Silent Hill só terá relevância novamente como franquia se os próximos jogos tiverem elementos em comuns, pequenas pinceladas que só podem ser dadas se o artista for o mesmo sempre.

E aí fica a sugestão: caso não for possível trazer o Team Silent de volta, quem sabe um convite para a Remedy não cairia bem? Afinal, esses caras já mostraram eficiência para elementos de terror e suspense.

 

Silent Hill é mais sobre melancolia, não ação

O infame Book of Memories de PSVita. Não é de todo ruim, mas não tem nada a ver com Silent Hill.
O infame Book of Memories de PSVita. Não é de todo ruim, mas não tem nada a ver com Silent Hill.

Por fim, a Konami certamente já caiu na tentação de usar mecânicas de outros estilos em Silent Hill. Vejam que Silent Hill já teve game em point and click, visual novel e até dungeon crawler. O fiasco desses games se dá por uma razão bem simples: o público que consome Silent Hill de verdade não está interessado na ação em si, mas sim na trama, na melancolia, no que está por vir a cada chiada de rádio. As mecânicas podem ser elaboradas, mas jamais pensadas que Silent Hill deve rivalizar com o próximo Call of Duty. O público aqui quer sentir medo, não sentir-se como Rambo numa cidade enevoada. O segredo do sucesso é simples: coloque uma história triste, um personagem quebrado, canções melancólicas, um pouco de piano e pronto!

A pandemia na vida dos gamers – Websérie gamer é indicada em três categorias no Rio Webfest

Durante a pandemia de coronavírus, muitas pessoas passaram por situações difíceis. Os games tiveram papel importante para essas pessoas, a fim de mitigar a solidão, uma vez que conectados, os amigos puderam se reunir para se divertir. É justamente esse o tema da websérie “A pandemia na vida dos gamers”, produzida pelo fotógrafo especializado em games Marcos Hunger, do canal Eai, Pai Gamer.

A websérie acaba de ser indicada a três categorias do festival internacional Rio Webfest, tornando-se a única representante do tema gamer a competir no evento. Para quem não assistiu, a série reúne diversos acontecimentos na vida de dez gamers. O primeiro episódio estreou dia 18 de junho com os relatos de Bryanna Nasck, Fer Sicuro, JRG, Willi Weiss e Bernardo Dias. Já o segundo ficou online no dia 25 e traz os depoimentos de Ricardo Juarez, Beatriz Goiss, Duda Rejas, Gabriel Faria e Frank Pereira.

Os destaques ficam para a emocionante história do rapper JRG, que perdeu a mãe para a covid-19 e seu último presente recebido dela foi justamente um jogo de PS4; tem também a locução do ator/dublador Ricardo Juarez no texto introdutório da temporada; há relatos de quem voltou a jogar para desestressar no isolamento, quem começou a fazer streaming porque perdeu o emprego e várias outras histórias diferentes e emocionantes.

Websérie “A pandemia na vida dos gamers” conquista o mundo

A websérie começou a rodar o mundo sendo indicada para o festival italiano Apulia Webfest e para o Festival de Cine Latino Americano – Texas, nos EUA. No Brasil, foi indicada para o FestCine Pedra Azul, no Espírito Santo, e agora teve a surpresa de três indicações em um dos maiores festivais de websérie do mundo, o Rio Webfest.

As indicações foram para as categorias Melhor Série de Variedades, Melhor Vlogger e Melhor Roteiro Não Ficção. O anúncio dos vencedores será dia 28 de novembro. A websérie é a única representante sobre gamers. Para assistir a série, clique aqui.