Medo do Escuro: game brasileiro de plataforma retrata as sensações da nictofobia (medo de escuro)

Hoje nosso destaque é um jogo desenvolvido e apresentado como trabalho final de mestrado no curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais da Pontifíca Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Trata-se de “Medo do Escuro”, criado pelo desenvolvedor José Carlos Buesso Junior, sob orientação do Prof. Dr. David de Oliveira Lemes, que você deve conhecer de um certo blog de games independentes 😉.

Em poucas palavras, o game busca de forma imersiva explorar o pavor da escuridão (nictofobia) do qual sofrem muitas crianças e adultos. A ideia é mostrar situações imaginadas por quem sofre dessa fobia, como, por exemplo, o medo do desconhecido, de ser atacado por “bicho papão”, por fantasmas ou monstros. Para isso, o título bebe de inspirações vindas de filmes e jogos de terror, como Limbo, Inside e Little Nightmares.

Em Medo do Escuro você acompanha Bianca, uma menina de 6 anos que precisa explorar uma casa mal-assombrada em uma jornada para resgatar sua coelhinha de pelúcia chamada Apep. O problema é que a casa é mal iluminada e a pequena Bianca sofre de nictofobia. Assim, ela deve superar seus medos para resgatar sua companheira.

Medo do Escuro possui uma mecânica baseada em plataforma 2D de Ação/Aventura, com estética sombria. Ao longo do caminho você deve explorar plataformas, passagens secretas, resolver puzzles e enfrentar monstros de sombra e fantasmas com sua lanterna. O estilo de arte privilegia as cores e as personagens, que possuem arte em cartoon, o que deve agradar os jogadores mais jovens.

O demo jogo Medo do Escuro está disponível em duas versões, Android e Web/Navegadores (Unity WebGL). Também há um vídeo promocional com o gameplay do jogo.

Abaixo você confere o vídeo com a Gameplay do jogo:

Alunos da Fatec São Caetano do Sul criam ferramentas para desenvolvedores de games

Quanto mais fácil melhor, pelo menos no que tange o desenvolvimento de jogos digitais, certo? Foi pensando em facilitar a rotina de colegas que atuam na produção de games de luta e de ritmos musicais que dois estudantes do curso superior tecnológico de Jogos Digitais, da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) São Caetano do Sul, decidiram elaborar duas ferramentas para auxiliar outros desenvolvedores: o Hamoopi e o Rhythmator.

O Hamoopi é um programa em código aberto para elaboração de jogos de luta. O software é resultado de cinco anos de trabalho para criação de uma plataforma voltada ao desenvolvimento de jogos de luta. No início de agosto, o estudante da Fatec Daniel Moura, disponibilizou a ferramenta gratuitamente para ajudar profissionais e entusiastas do mundo dos games a produzir seus jogos sem se preocupar com programação.

“A partir de ilustrações feitas pelos próprios usuários, é possível criar personagens, cenários, golpes, efeitos e animações. Em questão de minutos, as imagens são reconhecidas e os lutadores ganham vida. Não há limite para quem quiser lançar uma nova narrativa e alterá-la como desejar, pois é um software colaborativo com código fonte aberto”, explica Daniel.

Já o Rhythmator é um módulo de extensão para simplificar a sincronização de efeitos sonoros. A ideia surgiu quando Victor Branco percebeu que sincronizar efeitos sonoros pode levar muitas horas ao escrever linhas de códigos funcionais. A ideia foi elaborar seu próprio plug-in para fazer a sincronização de forma mais flexível e organizada na plataforma Unity.

“Sempre tive muita dificuldade para alinhar o ritmo das músicas nos meus trabalhos utilizando os poucos recursos existentes”, conta Branco, conhecido como Rotciv, entre os gamers. “Então, resolvi arriscar a criação do Rhythmator, uma ferramenta simples, intuitiva e de maior utilidade, que pudesse também se transformar em um produto para outros desenvolvedores.”

Para o coordenador do curso de Jogos Digitais da Fatec São Caetano do Sul, Alan Carvalho, a iniciativa dos estudantes revela que a ascensão da área de games está trazendo novas oportunidades em diferentes campos de atuação.

“É um mercado muito dinâmico com novidades surgindo a todo momento. Os desenvolvedores anseiam por ferramentas que os ajudem a aumentar a produtividade. A busca por soluções neste sentido abre ainda mais o leque de opções de carreira para os profissionais”, ressalta.

Cinco passos para ser um desenvolvedor indie de sucesso

É comum que muitas pessoas que são “viciadas em videogame” já tiveram, em algum momento da vida, vontade de desenvolver seu próprio jogo. Com o avanço da tecnologia, fazer seus próprios games está se tornando cada vez mais fácil e acessível, e você pode desenvolver aventuras incríveis na sua casa.

No entanto, desenvolver é bem diferente de jogar, já que este último pode representar apenas uma “diversão sem compromisso”, enquanto o desenvolvimento demanda tempo, esforço, ideias, e muita energia criativa.

É trabalhoso, muitas ideias que parecem ótimas não funcionam na prática, o que pode levar a frustrações; há a escassez de recursos; a ausência de habilidades em uma determinada área, que pode ser um impeditivo; além de que um desenvolvedor indie, geralmente, tem pouco (ou nenhum) dinheiro para investir em seu projeto. No entanto, mesmo com tantos obstáculos, é capaz do resultado final te dar a satisfação que você planejava desde o início.

Caso você tenha o sonho de desenvolver seu próprio jogo, nós selecionamos aqui cinco passos para você iniciar sua carreira com algum parâmetro para ser bem sucedido. Confira!

1 – Inove, mas com cuidado

Os desenvolvedores de jogos indies têm mais liberdade criativa quando comparado aos jogos mainstreams, até mesmo porque  é a criatividade e a inovação que dará o diferencial para o seu game. No entanto, tome cuidado para não exagerar e “reinventar a roda” e fazer algo completamente desinteressante somente em nome da inovação.

A grande sacada é pegar um estilo que já existe e que as pessoas já conheçam, porém fazendo de modo completamente inédito. Um bom exemplo é o jogo Undertale, que usa o sistema de RPG tradicional, com batalhas em turnos, mapas, coleta e compra de itens, porém inova ao não ser necessário lutar contra ninguém, você pode resolver tudo na base da conversa, além de ter um roteiro inovador.

O diferencial pode ser em uma arte que ninguém explorou ainda, um sistema na jogabilidade que até então ninguém teve a ideia. Seu mantra será: qual o diferencial do meu jogo indie?

2 – Tenha metas realistas

Evidente que todos os desenvolvedores indies querem que seu game seja bem sucedido e se torne um hit mundial. No entanto, a quantidade de games que conseguem uma grande projeção é bem reduzida, sendo tão raro quanto ganhar na Mega Sena, e é importante que a pessoa tenha o “pé no chão” e pense no retorno sobre investimento de modo realista.

Defina objetivos, considere suas possibilidades e a da equipe que trabalha contigo (se tiver uma equipe), seu tempo disponível. Quanto mais bem planejado, melhor. É importante você ter metas, como uma quantidade “X” de jogos que serão distribuídos. No entanto, se preocupe mais com a qualidade de seu título. Se o seu game for divertido, mesmo que ele tenha poucos recursos, ele tem tudo para alcançar o estrelato.

3 – Utilize mecanismos  já disponíveis

Hoje em dia é possível baixar as engines pela internet, muitas delas até gratuitas, sendo que as mais populares são a Unreal Engine 4, Unity, CryEngine e Lumberyard. No entanto, é importante definir que tipo de jogo você quer e quais as suas habilidades com as ferramentas.

Caso você queira fazer um RPG, por exemplo, uma engine bastante conhecida é o Rpg Maker, que já rendeu diversos jogos bem sucedidos como é o caso de To The Moon. O Game Maker já rendeu o Undertale citado anteriormente. O já famoso Araní, jogo sobre uma índia que enfrenta inimigos mitológicos, por exemplo, é feito com Unreal Engine.

4 – Estude!

A fórmula que vale para todos os pontos da nossa vida também é importante para o desenvolvimento de jogos independentes. Atualmente há diversos cursos de games onlines, tanto gratuitos quanto pagos, além de que o próprio YouTube tem uma série de tutoriais que ensinam a você mexer nas engines, te dão dicas etc. Basta ter vontade de aprender.

Caso queira se aprofundar mais ainda, há diversas instituições que oferecem graduações em jogos digitais. Por fim, vale a velha recomendação: “fuce” o programa para desenvolver suas habilidades.

5 – Persistência

Já diria Henry Ford “Pessoas não fracassam, elas desistem”, e isso vale para todos os pontos da vida, incluindo o desenvolvimento de jogos indies. Nós não lutamos “para dar certo”, ficamos na guerra “até dar certo”.

Se não deu certo de um jeito, tente de outro; se o primeiro game fracassou, comece novamente. Se o seu jogo não está do jeito que você quer, procure fazer diferente. Se ao longo do desenvolvimento, um membro da equipe foi embora, procure outro, ou comece a estudar você mesmo para substituí-lo.

As pessoas erram, e os erros fazem parte do processo de desenvolvimento. O objetivo é aprender com eles. Ame o que você faz. Essa é a energia que te dará “mana infinita” para o desenvolvimento de seus games.