Aoca Game LAB é uma das selecionadas do programa da aceleradora Qintess

Como todos sabem, a Qintess, uma das dez maiores empresas de tecnologia do país anunciou recentemente as startups escolhidas para participar da aceleração. O projeto conta entre as empresas selecionadas com startups da Vale do Dendê, centro de inovação para as periferias de Salvador. A seleção é fruto da parceria entre a organização e a Qintess, que tem como objetivo aumentar o número de profissionais da diversidade no ecossistema da tecnologia, onde a presença de profissionais afro-brasileiros ainda é muito limitada.

Entre as startups selecionadas está a Aoca Game Lab, desenvolvedora de games idealizada por um grupo de jovens de Salvador que criou a premiada série de survival games para PC, ARIDA: Backland’s Awakening. A série que tem como o cenário o sertão nordestino narra a jornada de Cícera, uma garota aventureira que batalha pela sobrevivência na seca. Na trama, os jogadores entram em contato com ferramentas típicas da região, e que exigem estratégias para enfrentar os obstáculos.

A franquia ARIDA é um grande sucesso entre americanos e alemães, e concorreu em 2019, a quatro categorias no SBGames, uma das principais premiações da América Latina. A produtora Aoca Game Lab, é membro do Comunidades Virtuais, grupo de pesquisa do curso de jogos digitais da Universidade Estadual da Bahia (Uneb).

Além da Aoca Game Lab, o Qintess Ignite Startups selecionou a AfroSaúde, TrazFavela e Infleet, também criadas por jovens das periferias de Salvador. A meta da Qintess é investir R$ 10 milhões para incluir diversidade no mercado de tecnologia, onde a presença de profissionais afro-brasileiros ainda é muito limitada.

Para Nana Baffour, CEO, Chairman & Chief Culture Officer da Qintess, a escolha da Aoca Game Lab para o programa é o primeiro passo da empresa dentro do setor de games, que será um dos investimentos da marca até 2021. “As startups oriundas da Vale do Dendê resolvem problemas que não encontramos em outras startups pelo fato de vivenciarem com empatia uma realidade que outras “das capitais” não imaginam. Além do fato de que a Aoca Game Lab se conecta a nossa visão estratégica de entrar no segmento de games até 2021”.

As empresas selecionadas terão suporte completo da Qintess, com direito a sessões de mentoria de executivos internos e externos, suporte a desenvolvimento tecnológico especializado, suporte em marketing, financeiro e jurídico e, ainda, espaço de trabalho dentro do novo escritório central da Qintess, em São Paulo, e também em New York/EUA.

Abaixo você confere o trailer de Arida: Blackland’s Awakening:

Número de mulheres triplica na indústria de games e cursos se tornam uma boa jogada contra o desemprego

A cada novo estudo cobre o mercado de jogos eletrônicos comprova-se um fato: as mulheres estão cada vez mais atuantes no mercado de tecnologia. Desde a idealização e produção até o monitoramento de público. Do último censo do Ministério da Cultura, divulgado em 2014, para o atual, deste ano, a participação delas na indústria dos games passou de 15% para 20,7%, um crescimento de 38%. Representando apenas um quinto do total. Para virar o jogo, contra o público masculino que ainda é maioria na indústria, elas estão investindo o tempo no aprimoramento profissional com cursos.

Segundo um estudo realizado pela empresa Homo Ludens e apresentado pelo Ministério da Cultura, o número de mulheres na indústria de games brasileira triplicou nos últimos 6 anos. A pesquisa também mostra que há pouca diversidade de gênero e etnia entre os estúdios. Dos 2.731 trabalhadores da indústria, menos de 10% são negros (234), 0,8% são indígenas (24), e 0,4% são pessoas trans (12). Dos 375 estúdios nacionais levantados pelo estúdio, apenas oito tem mulheres negras como sócias.

De olho nesse cenário, a Full Sail University aposta na formação do público feminino voltada para o mercado de games e entretenimento. Para isso, tem como referência no Brasil, desde 2016, a Community Outreach Director, Carol Olival. A especialista em gerar resultados e promover mudanças na vida das pessoas tem realizado, desde o início da pandemia de Covid-19, lives com grandes talentos do setor de games, com o intuito de inspirar novos profissionais e dar um gás naqueles que já atuam no mercado de tecnologia e entretenimento. Para Carol, com ou sem isolamento, a indústria de tecnologia criativa seguirá se reinventando.

Carol Olival

“O setor de games sempre vai criar conteúdos inovadores para entrar em contato com os gamers por diferentes canais, aumentando, cada vez mais, a demanda e, consequentemente, as vagas e oportunidades de negócios”, conclui Carol Olival.

A instituição oferece uma vasta programação de serviços gratuitos como tour ao vivo pelo campus da universidade, que acontece todas às segundas-feiras, às 19 horas, além de lives diárias sobre jogos digitais, plataformas de redes sociais, mercado de publicidade e propaganda e storytelling. Mas é no webinar com a Carol Olival que é possível entender as plataformas digitais, e também aprender como usá-las na criação de um post com a utilização da ferramenta Spark, da Adobe.

VII FAEL está com inscrições abertas

Possui algum projeto de pesquisa ou produto lúdico? Pois bem, estão abertas as inscrições para o VII FAEL, o Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos. Essa é uma oportunidade ótima para pesquisadores e desenvolvedores independentes. Afinal, a maioria dos artigos apresentados no FAEL vai para publicação.

O macete é que o evento (assim como o Concurso Rebeldias) é organizado pela REBEL, que tem como objetivos contribuir para a pesquisa e produção do conhecimento lúdico. A equipe da REBEL, inclusive, ministra cursos exclusivos para o público geral e para empresas, além de realizar consultoria para interessados em implantar gamificação.

E para dar uma mãozinha para quem vai submeter um artigo pela primeira vez no FAEL, a REBEL criou um pequeno tutorial em vídeo, que você confere logo abaixo. Além disso, no site da REBEL você encontra um guia dos itens que um Relato de desenvolvimento deve ter. Os melhores textos poderão ser publicados na Revista de Estudos Lúdicos, a REVEL. As inscrições podem ser feitas aqui.

Como encaminhar seu trabalho no VII FAEL: