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Plague Inc. – Conheça o game que desafia o jogador a espalhar vírus por todo o mundo

Um vírus surge em uma pequena cidade do interior da China, as pessoas seguem suas rotinas sem que suspeitem que algo esteja ocorrendo. Rapidamente a virose infecta centenas de pessoas e, ainda sem notificação pública, aviões exportam a doença para outras regiões do mundo. Logo em seguida, o vírus evolui, torna-se mais facilmente transmissível e mortal. As autoridades se dão conta do que está ocorrendo, mas qualquer ação parece tardia. O vírus infectou e matou milhões de pessoas em todas as partes do mundo. Parece o roteiro tirado da vida real, mas trata-se do pano de fundo de Plague Inc. o jogo lançado em 2012 pela Ndemic para dispositivos mobile e que voltou a lista dos mais baixados da App Store graças ao surto da Covid-19.

Plague Inc. trata-se de um RTS que desafia o jogador a plantar uma endemia em qualquer lugar do mundo, transmiti-la por todos os continentes e evoluí-la até que se torne a maior doença que o mundo já viu. O objetivo é aniquilar toda a vida humana antes que cientistas desenvolvam a cura. Sua endemia pode ser uma bactéria, um fungo, um vírus ou até um parasita. O macete é usar os pontos de DNA para tornar sua praga mais adaptada a diferentes ambientes e tornar-se mais mortal.

O título já foi baixado mais de 85 milhões de vezes desde seu lançamento e conseguiu um novo boost com a recente pandemia, assim como ocorreu durante o surto do Ebola em 2014. O interessante mesmo é que a jogabilidade é simples, e bastante viciante, mas com um tom de dificuldade acentuada. Você pode passar horas tentando fazer uma nova doença destruir os governos de todos os países.

Em tempos de Covid-19, há quem imagine que Plague Inc. pode parecer de extremo mau gosto, entretanto, o game pode até se mostrar educativo ao passo que conta com dinâmicas realistas para mostrar como um vírus se espalha. Basta observar que em países com população maior e com aeroportos movimentados as doenças tendem a se espalhar mais facilmente. Além disso, o game conta com notificações das medidas que os países estão tomando para combater a infecção. Algumas se mostram extremamente eficientes, tais como fechar aeroportos e impor medidas que restringam a livre circulação entre as pessoas.

Plague Inc. é uma ótima pedida para tempos de quarentena e que você quer mais informações sobre como doenças se proliferam. Uma forma de aprender brincando. Ao menos aqui você pode espalhar um vírus de maneira rápida e segura. Infelizmente nem todos pensam assim, tanto que o game foi banido na China. O título está disponível para iOS e Android. Há ainda uma versão melhorada para Steam.

Abaixo você vê um trailer de Plague Inc.:

 

Anunnaki – game indie faz crítica social e política do Brasil 2020

O destaque do dia vai para um jogo de RPG por turno com uma pegada retrô, uma trama envolvente e muitas referências ao Brasil de 2020. Trata-se de Anunnaki, um game indie em fase de desenvolvimento pelo desenvolvedor Luiz Rasielson e que está em campanha de crowdfunding pelo site Vakinha.

Basicamente você conhece uma realidade alternativa em que uma religião surge com base nos deuses sumérios e esse culto envolve-se com a política, ditando as regras de toda uma sociedade. De acordo com o desenvolvedor, há uma clara crítica social à mentalidade e ideologia retrógrada das pessoas que governam o nosso país. Anunnaki conta com aproximadamente 25 à 30 horas de “gameplay” e 4 finais diferentes. 

O game está em fase de polimento, e estima-se que em menos de 2 meses esteja concluído. O trailer disponível mostra que a inspiração veio de clássicos da geração 16 bits, considerada por muitos como a era de ouro dos RPGs de turno. Os gráficos são bastante oitentistas, porém a trilha sonora não segue o estilo chiptune, o que pode destoar do resto do projeto.

A campanha de Anunnaki pretende arrecadar R$ 4 mil, valor para cobrir custos do desenvolvimento e de publicação na Steam. Uma boa notícia: toda contribuição a partir de R$ 5,00 dará direito a uma cópia do jogo quando ele for publicado. Por fim, vale dizer que o projeto busca conscientizar as pessoas ao passo que as diverte!

Abaixo você confere o trailer de Anunnaki:

https://youtu.be/qNiQWPuG8ms

Conheça Dog Duty, novo game indie de estratégia para todas as plataformas

Hoje o destaque vai para mais um jogo indie da SOEDESCO, que chega no segundo trimestre desse ano. Trata-se de Dog Duty, um RTS em tempo real para PS4, Xbox One e Switch, que desafia os jogadores a derrotar o exército do terrível comandante Octopus em uma série de ilhas. O grande diferencial é que o título conta com bastante humor e batalhas difíceis contra os chefões.

Desenvolvido pelo estúdio Zanardi & Liza, Dog Duty oferece aos jogadores tiroteios épicos e uma boa dose de batalhas épicas contra chefões. O macete é que cada missão demanda de táticas elaboradas. Ou seja, não adianta repetir velhas fórmulas, pois cada fase requer sua própria estratégia.

“É ótimo trabalhar com a SOEDESCO Studios no desenvolvimento de Dog Duty ver o trabalho para outras plataformas. Sinto firmeza com eles, por conta do progresso do port. A versão console tá bonita, tem boa jogabilidade e mal posso esperar pelo lançamento.”, disse Leonardo Zimbres, fundador do estúdio de desenvolvimento Zanardi & Liza.

Durante seu período no Early Access da Steam, Dog Duty recebeu muitos grandes updates. Com o feedback da comunidade, Zanardi & Liza trabalhou duro nas melhorias de Dog Duty, adicionando mais personagens jogáveis e inimigos. Jogadores podem montar esquadrões de 3 membros, a partir de 8 personagens possíveis.

O estúdio Zanardi & Liza também mudou a UI completamente, adicionando mais diálogos e encontros com NPCs amigáveis e duvidosos. Com um novo sistema de abordagem, jogadores podem adentrar postos inimigos e-ou conquistados. Por exemplo, jogadores podem agora receber mensagens hostis dos postos inimigos não-conquistados. A versão para Nintendo Switch, PS4 e Xbox One também sairá com estes updates.

Abaixo você confere o trailer de Dog Duty:

Touring Karts – Game de kart permite até 8 jogadores em disputas online com suporte a óculos VR

Games de kart costumavam ser bem populares há alguns anos, de modo que quase toda empresa tinha sua versão, mas ao passar dos anos apenas o saudoso Mario Kart sobreviveu. Entretanto um novo competidor acaba de surgir para o Playstation 4 e PCs: Touring Karts. O título é da Ivanovich Games e já está disponível no PlayStation VR e PlayStation 4 custando R$ 61,50, o jogo também está disponível no Steam e Oculus Store.

O mote do jogo segue a cartilha básica, ou seja, você deve dominar suas habilidades de corrida enquanto interage com o ambiente, o objetivo é o primeiro lugar. Para isso, vale de tudo: atirar cubos de gelo, galinhas, bombas, tiros de bazuca, esmagar seus rivais com um martelo gigante etc. O objetivo da desenvolvedora foi criar um game extremamente divertido e que possa ser apreciado por toda a família.

Posteriormente, Touring Karts ganhará versões para o Nintendo Switch e dispositivos móveis, com direito a crossplay para até 8 Jogadores entre todas as plataformas sem a necessidade de um dispositivo de VR, garantindo assim a festa a todos os jogadores, independentemente de onde estão e do dispositivo que usam.

“No geral, o Touring Karts é super divertido! O jogo me deu exatamente o que eu queria de um jogo de kart em Realidade Virtual. As pistas são loucas e divertidas, os gráficos são claros, embora simplistas, tanto o single player quanto o multiplayer são divertidos de jogar, e há uma quantidade incrível de opções para todos os jogadores. Se você gosta de corridas de karts, este jogo é uma compra obrigatória.” Análise do PSVR Review.

Touring Karts é o primeiro jogo de kart desenvolvido com a tecnologia de realidade virtual em mente, sendo que plataformas comuns são compatíveis. Os jogadores podem competir em 22 pistas com 30 carros customizáveis inspirados na Formula 1. De acordo com os desenvolvedores, o game possui 3 modos de jogo online: Copas Únicas Diárias, Partidas Customizadas com Amigos e “Random Play”. Além disso, há o modo história com mais de 120 horas de diversão.

“Como fãs de F1 e da saga Mario Kart, sentíamos falta de uma experiência que unisse esses dois mundos aproveitando todas as possibilidades que a realidade virtual pode oferecer. Queríamos trazer toda a emoção e diversão louca dos jogos de arcade do tipo kart a um universo onde sempre encontramos novos desafios e onde podemos competir com nossos amigos.” – Ivan Cascales, fundador e CEO da Ivanovich Games.

Abaixo você confere um trailer de Touring Karts:

 

Fantasy Farming: Orange Season – game de administração de fazenda com toque de RPG é lançado na Steam

Já imaginou a fusão de RPG com farming? Pois é justamente essa a ideia do game Fantasy Farming: Orange Season, o novo título da em parceria com o estúdio nacional Tropical Puppy. Basicamente você é um jovem fazendeiro que deve auxiliar seus pais. Para isso, você deve administrar uma fazenda na cidade de Laranjal plantando vegetais e criando animais, enquanto convive com as pessoas excêntricas de Laranjal.

Um detalhe interessante é que você pode fazer amizade com os demais moradores auxiliando-os em pequenas tarefas. Essas tarefas, aliás, podem render prêmios valiosos. As tarefas são bastante variadas, e vão desde minerar pedras preciosas a pescar frutos do mar. Praticamente um simulador da vida de um fazendeiro. A intenção foi criar um game extenso, divertido e repleto de coisas a se fazer.

“Como alguém que cresceu jogando jogos de fazenda, mal posso esperar para começar uma vida como fazendeiro em Laranjal e conheçer as histórias de vida dos moradores do local. O Fantasy Farming: Orange Season parece fantástico e estou empolgado para ver o seu desenvolvimento continuar”, disse Bas de Jonge, Diretor de Marketing na SOEDESCO.

Os fãs de Harvest Moon se sentirão em casa com este jogo.Um Detalhe que chama atenção é o visual do game e sua trilha sonora, pois eles trazem um clima de 16 bits inconfundível.  Fantasy Farming: Orange Season está atualmente disponível em Acesso Antecipado no Steam, com uma pontuação ‘muito positiva’ de 94% de um total de 110 avaliações.

Abaixo você confere o trailer de Fantasy Farming: Orange Season:

Conheça Árida, survival/adventure que se passa no Sertão brasileiro

Hoje vamos falar do primeiro lançamento do estúdio brasileiro Aoca Game Lab. Trata-se Árida, um jogo de aventura e sobrevivência ambientado no sertão brasileiro. Aqui o jogador deve auxiliar explorar ambientes hostis e tentar sobreviver as mazelas da seca nordestina. Você deve reunir recursos e coletar pistas que levem ao paradeiro dos pais da jovem Cícera, a protagonista do game.

Árida é ambientado no século XIX, de modo que o jogador irá se deparar com um ambiente ainda empobrecido e sem quaisquer infraestrutura. Nesse clima seco você deve encontrar Cícera e vivenciar uma jornada de sobrevivência e aventura. Muito da mecânica de jogo envolve reunir recursos, construir utensílios, aprender a utilizar ferramentas e interagir com outros sertanejos.

Para sobreviver, o jogador deve ter à mão equipamentos indispensáveis, como o facão e enxada para obtenção de alimentos, abrir caminho pelo cerrado ou ainda escavar para encontrar água. Outro equipamento importante são as pedras para afiar suas ferramentas. Em alguns momentos Árida faz lembrar o clássico Harvest Moon, afinal existe um sistema de crafting com os itens típicos da região.

Outro elemnto importante em Árida é a interação com NPCs: pessoas mais velhas a vila podem dar conselhos e até abrir novas quests que podem providenciar água e comida para Cícera. O ideal é sempre conversar com as pessoas e explorar a região em busca de novos recursos.

Árida não é apenas um game de sobrevivência, mas também uma forma de despertar o interesse do jogador pela região nordeste e conhecer mais sobre a geografia e a história do lugar. Afinal, o sertão é um lugar único do mundo, repleto de lendas e boas histórias para contar e com um povo forte e guerreiro. Conhecer um pouco dessa cultura, mesmo que pelos videogames é uma experiência encantadora.

De acordo com o estúdio Aoca, Árida: Backland’s Awakening é a primeira de três partes que contam sobre a jornada de Cícera em pleno sertão brasileiro do século XIX. O estúdio foi criado na Bahia e conta com 8 desenvolvedores, que acreditam que jogos eletrônicos são boas ferramentas para contação de história e comunicar valores. Após ver o projeto, temos de concordar. O título chega à Steam em 15 de agosto.

Abaixo tem o trailer de Árida Backland’s Awakening:

Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Cube Man, jogo indie brasileiro é prato cheio para quem curte alto desafio

O game de hoje é para quem busca desafio e alta qualidade no meio de tantos jogos independentes. Trata-se do jogo Cube Man, criado pelo desenvolvedor Lucas Kaue, que coloca os jogadores em uma série de fases que misturam os gêneros plataforma e puzzle. Basicamente você deve passar por desafios como serras elétricas, vulcões, estacas etc. Para ser bem sucedido você precisa de agilidade e reflexos rápidos.

Cube Man não esconde suas influências no mega hit Super Meat Boy, afinal, tal como no SMB, aqui o jogador toma o controle de um pequeno homem em formato cúbico que tem por objetivo resgatar seus amigos, que foram sequestrados de maneira misteriosa. Cabe agora desviar de toda sorte de armadilhas e passar pelos diferentes desafios a fim de ser bem sucedido na missão.

O título tem um nível de dificuldade elevado, de modo que jogadores incautos morrerão muitas vezes. É necessário destreza e muita paciência para triunfar. Um dos destaques é que Cube Man tem cores fortes e vibrantes, além de gráficos pixelados bastante trabalhados.

Cube Man ainda não foi lançado oficialmente, de modo que o desenvolvedor tem a previsão de lançar o produto final em meados de 2019. A expectativa é lançar primeiramente na Steam e em algum futuro próximo portá-lo para as plataformas de mesa.

Conheça Raccoo Venture, o game brasileiro inspirado em platformers dos anos 90

Se você já era um gamer no final dos anos 90 deve se lembrar da explosão de jogos adventures que faziam enorme sucesso, tais como Banjo-Kazooie, Conker’s Bad Fur Day e Super Mario 64. Pois bem, o desenvolvedor brasileiro Diego Ras acaba de lançar o game Racco Venture, que presta uma ode a esses games. A intenção é agradar os fãs do estilo platformer 3D que não estão encontrando novas produções do gênero.

A história segue a aventura de Raccoo um guaxinim, que é o último herdeiro do Poder dos Guardiões, que por muitos anos protegeram a Relíquia Sagrada, que deve proteger o mundo de Verta dos perigosos Tatus Tatuados, que almejam roubar a jóia mítica. Cabe ao jogador assumir o controle de Raccoo para enfrentar inimigos, resolver enigmas e quebra-cabeças, enquanto explora as 5 regiões de Verta, descobrindo itens mágicos que ajudarão nesta jornada em busca das peças da Relíquia.

De acordo com o desenvolvedor, Raccoo Venture tem muita influência e referências de grandes clássicos que escreveram a história dos jogos 3D, e traz em sua essência a atmosfera lúdica e inocente que por muitas vezes acabou sendo deixada de lado pela nova indústria dos videogames. Durante a aventura, o jogador explora 5 regiões divididas em 17 fases onde coletar e colecionar itens é uma das ocupações recorrentes no gameplay.

Tal como ocorria nos games dos anos 90, em Raccoo Venture, você irá interagir com diversos personagens espalhados pelo mundo de Verta e irá enfrentar chefões casca grossa. Como se não bastasse, o título é pontuado por vários puzzles e desafios interessantes. Mas não pense que o game sobrevive de elementos do passado: aqui é possível customizar personagens e o estilo visual é extremamente atual. Vale dizer que as roupas obtidas durante as diferentes fases dão novas habilidades ao Raccoo.

Raccoo Venture estará disponível na Steam em breve, porém sem data definida para lançamento. Mais informações podem ser obtidos no site oficial.

Abaixo você confere o trailer de Raccoo Venture:

Thronebreaker: The Witcher Tales já está disponível na Steam 

Se você é fã da franquia The Witcher da CD PROJEKT RED, a grande pedida da vez é o lançamento de Thronebreaker: The Witcher Tales, um novo RPG single-player baseado no universo fantástico habitado por Geralt de Rivia. O game acabou de ser lançado pela Steam e é mais uma forma de expandir a franquia mais premiada da atualidade.

Em Thronebreaker os jogadores acompanham a história de Meve, uma rainha veterana de guerra de dois Reinos do Norte – Lyria e Rivia. Diante de uma iminente invasão nilfgaardiana, Meve é forçada a entrar novamente na guerra e partir para uma jornada sombria de destruição e vingança. O game tem perspectiva isométrica que dá todo um charme especial ao sombrio mundo do jogo.

 

Ao longo da aventura, os jogadores explorarão partes novas e inéditas do mundo The Witcher, embarcando em missões instigantes com personagens ricos e multidimensionais. Tudo isso enquanto reúne recursos para expandir seu exército e participar de batalhas épicas baseadas em habilidades conhecidas em GWENT: The Witcher Card Game.

O pacote do jogo inclui uma versão digital do livro GWENT: Art of The Witcher Card Game, da Dark Horse. A arte em geral é um prato cheio para quem gosta de jogos de RPG clássico e da franquia The Witcher. De acordo com a a CD PROJEKT RED, o título inclui artes conceituais, incluindo o mapa da região de Lyria; O romance gráfico The Witcher: Fox Children, da Dark Horse; e uma cópia de The Witcher: Enhanced Edition Director’s Cut para Steam. O título será lançado em 4 de dezembro para Playstation 4 e Xbox One. Para saber mais sobre o jogo, visite o site oficial.

Abaixo você confere o trailer do jogo: