Priest Simulator – game coloca o jogador no papel de um sacerdote

Já imaginou um jogo em que você encarna o papel de um padre? Pois este é exatamente o mote do game Priest Simulator, desenvolvido pelo estúdio polonês Delirma. Basicamente você deve cumprir todas as tarefas que cabem a um sacerdote, tais como realizar exorcismos, celebrar missas, perdoar pecadores etc. O título conta com bom humor e imprevistos para tornar o game mais dinâmico e divertido.

O estúdio Delirma ainda incluiu elementos de RPG para tornar o mundo aberto mais instigante. Você pode, por exemplo, realizar sermões nos fiéis, porém o conteúdo dos sermões podem influenciar o comportamento das pessoas. Cabe ao jogador escolher a forma e o que será dito nos sermões.

Outra interação bacana é visitar os membros da comunidade a fim de coletar loots que podem ou não ajudar o jogador. A questão é que alguns loots são mais voltados para o material, do que o espiritual. Em outras palavras, Priest Simulator se inspira em RPGs como The Witcher e Skyrim, ou mesmo Fable, de modo que existe um sistema de escolhas morais e de criação de reputação que vai avaliar o progresso do jogador.

Conforme o jogador avançar na peregrinação, a igreja cresce, se moderniza, assimilando tecnologias capazes de levar a palavra para mais pessoas simultaneamente. A ideia é que a tarefa de um padre seja mais recompensadora. Não pense que Priest Simulator colocará o jogador apenas para realizar missas e batizados. A ideia é manter o jogador entretido. Priest Simulator chega em 2021, por enquanto apenas para PC. Para mais informações, basta acessar a página do game na Steam.

Abaixo você pode conferir o trailer de Priest Simulator:

President Evil – RPG desenvolvido por brasileira é ambientado na pandemia do coronavírus

O Coronavírus é a pauta do momento e ainda será o assunto mais importante por muitas semanas ao passo que ele paralisou quase todas as atividades sociais mundo afora. É justamente esse o tema central do RPG de mesa President Evil, desenvolvido pela desenvolvedora Paola Giometti. Além da pandemia, outra motivação para a criação do jogo foram as falas do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Aqui você deve sobreviver ao vírus ao passo que encontra com figuras “ilustres” como o “Nadador de esgoto” e o “Atleta na juventude”.

Para jogar President Evil você precisa de poucos materias: lápis e borracha, folha de papel e alguns dados que você possa ter em casa. A criatividade é o que dita as regras do jogo, tal como é de praxe no jogos de RPG. A ideia é levar para o centro da sala de estar um jogo divertido, atual e bastante crítico ao atual mandatário do país.

“As informações contidas no jogo foram inspiradas nas frases do presidente do Brasil durante a pandemia de corona vírus e não expressam a minha opinião”, diz Paola. “Os climas tensos que as redes socias têm criado me deu um bom estímulo para criar um sistema de RPG que pudesse oferecer classes de personagens bizarras para você jogar”, continua a escritora.

Os personagens são o grande destaque no jogo, sendo que cada um tem suas próprias habilidades. Um Nadador de Esgoto, por exemplo, possui + 6 de pontos de imunidade e a Habilidade Adicional de Natação. Já o Atleta na Juventude, é capaz de fazer espacate e saltar grandes distâncias. São essas habilidades que serão utilizadas para desviar do coronavírus.

Sim, o objetivo do jogo é manter a imunidade e se safar da contaminação que virá uma hora ou outra. Caso seu personagem esteja com a imunidade baixa, você sofrerá graves consequências como “É só um resfriadinho”, até que seu personagem não tenha mais condições de continuar e precise ser entubado ou ele morre.

De acordo com Paola, encontrar medicamentos, vacinas ou comida será tarefa árdua, mas necessária para progredir a jogatina em President Evil. A comida é essencial para os personagens recuperarem imunidade ao longo do tempo e não deve ser subestimada, mesmo que fique mais difícil encontrá-la com o comércio e recursos escassos.

O game é recomendado para jogar de 2 a 6 participantes com idades à partir de 14 anos, já que a história pode conter violência, mas você pode adaptar o jogo para que seja algo mais brando e jogar com seu irmão de 11 anos. A intenção é reunir a família nesta pandemia e se divertir com o bom e velho jogo analógico. O jogo pode ser baixado aqui.

Sobre a autora

Para quem não conhece, Paola é brasileira, mas reside em Tromsø, na Noruega, onde é reconhecida por suas obras, inclusive na rede de ensino. Formada em biologia e PhD em Ciências, teve sua carreira artística bem cedo, aos 11 anos, quando foi considerada a escritora mais jovem do Brasil com a publicação do livro Noite ao Amanhecer. Escreveu a série Fábulas da Terra composta pelos livros O Destino do Lobo, O Código das Águias e O Chamado dos Bisões.

Jaguareté: O Encontro – RPG brasileiro foca nos primeiros contatos entre europeus e indígenas

Um dos períodos históricos mais importantes da história foi o descobrimento do Brasil pelos europeus, não por acaso é um dos temas mais estudados por historiadores e pesquisadores de centenas de universidades país afora. É justamente esse contato entre os nativos e os colonizadores que deram o pano de fundo para Jaguaretá: O Encontro, livro de RPG criado por estudantes da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que acaba de ser lançado.

Jaguareté: O Encontro” é ambientado no período do primeiro contato entre os europeus e os povos nativos ocupantes do território que viria a ser chamado de Brasil. Diferente de outros RPGs que já abordaram o assunto, o material produzido pelo Museu inova por focar a visão de mundo das etnias indígenas que aqui viviam e pelo rigor acadêmico do conteúdo. A ideia é que os leitores possam entender mais sobre a cultura indígena.

O projeto recebeu bastante atenção dos membros envolvidos no desenvolvimento, a fim de trazer fidelidade histórica. Tanto é que para a construção do cenário e dos personagens os alunos realizaram um amplo trabalho de pesquisa com fontes etno-históricas e etnográficas. O objetivo foi recriar tão aproximada quanto possível, das cosmologias e práticas sociais dos diversos grupos étnicos presentes no Brasil Colonial. Assim, animais, seres míticos, corporalidades, faces, vestimentas, armas, habitações, enfeites, práticas curativas, encantamentos, remédios e venenos foram cuidadosamente pensados, desenhados e narrados em suas relações cotidianas neste livro.

Segundo Fábio Marcolino, idealizador e produtor cultural de Jaguareté, o RPG é uma ferramenta pedagógica para a imersão em uma cultura diferente da nossa, pois possibilita enxergar o mundo com outros olhos. O jogo foi desenvolvido por alunos bolsistas de graduação das áreas de ciências sociais, história, design e artes visuais participantes de projetos de extensão universitária do MAE, orientados pela então chefe da Unidade de Etnologia do MAE-UFPR e professora do Departamento de Antropologia da UFPR (DEAN-UFPR) Laura Pérez Gil (atual diretora do MAE) e pela historiadora do MAE-UFPR Bruna Marina Portela.

“Apesar de esse encontro [entre europeus e indígenas no século XVI, onde está ambientado o jogo] ser um encontro interétnico, nós tentamos dar uma ênfase à perspectiva indígena. Como estes indígenas estão no mundo? Como se relacionam com os outros? Como é o ambiente no qual eles vivem? Nós tentamos trazer um pouco desta perspectiva que geralmente não está presente na escola.” disse a professora Laura Pérez Gil, durante o lançamento do Jaguareté em 2014.

Além da versão física, é possível baixar e ler online gratuitamente o Jaguareté: O Encontro pelo Issuu e também baixar gratuitamente na página da Editora o PDF.

 

Serviço: “Jaguareté: O Encontro” disponível para venda

Valor: R$ 100,00

Como Adquirir: http://www.editora.ufpr.br/portal/livros/jaguarete_o_encontro/