Campeonato de CS:GO da BGS Esports conta com o patrocínio da HyperX

Atenção fãs de eSports: a Brasil Game Show irá organizar até o dia 16 de dezembro o 2º Split do Campeonato Feminino durante a Brasil Game Show em busca da segunda vaga para a grande final em 19 de dezembro. A partir desta segunda etapa, a competição conta com o patrocínio da HyperX, marca gamer de periféricos de alta performance.

Participam do torneio: 9z Team, Black Dragons, AKV TEAM, Dynasty Girls, FURIA ESPORTS, Guardians Imperium Esports, Rebirth Team (antiga Fenix), Severe eSports, Soberano Team, SWS Gaming, WorkHard eSports e SemXorah Gaming, que substituiu a Anger of the Gods.

A dinâmica é a mesma do 1º split. Os times foram novamente divididos em dois grupos (conferências), Bomb A e Bomb B, e se enfrentam entre si em partidas únicas (MD1). Após todos os confrontos realizados, as equipes com maior pontuação em cada grupo se classificam para sua respectiva final, a ser disputada contra o vencedor do duelo entre segundo e terceiro colocados também da mesma chave. O campeão do 2º split enfrenta, em 19 de dezembro, a FURIA ESPORTS, campeã da primeira etapa, em busca da premiação de R$ 10 mil.

Ao todo, a segunda etapa da competição terá 35 jogos e oito semanas de disputas, incluindo a fase de grupo, conferências, semifinais e final. Todas as partidas são transmitidas ao vivo, sempre às terças e quintas-feiras, pelos canais oficiais da BGS no YouTube, Twitch e Facebook da Brasil Game Show.

“A HyperX é pioneira no apoio e incentivo aos eSports e fomentar o cenário competitivo é, além de uma missão, um prazer. Estamos muito felizes de ampliar nossos incentivos às equipes femininas e fazer parte deste torneio”, diz Fabio Bottallo, gerente sênior de marketing estratégico da HyperX na América Latina.

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Grupo de voluntários do Gabinete do Amor criam webgames para a campanha de Guilherme Boulos

As eleições de São Paulo chegam ao fim neste final de semana e a candidatura de Guilherme Boulos e Bruno Covas agitam as redes sociais. Uma das peças de campanha mais interessantes é do candidato do PSOL: o game Boulos Radical. Trata-se de um game criado por membros do “Gabinete do Amor”, que visa dar ainda mais visibilidade ao candidato.

A ideia surgiu após uma fala do influenciador Felipe Neto. “O Felipe Neto publicou uma montagem do Boulos num skate, dizendo que era isso que ele pensava quando chamavam o candidato de radical. Daí veio a ideia desse Boulos radicalizando em cima do skate”, explica CrisVector, que fez todas as ilustrações do game.

Em Boulos Radical, o jogador precisa desviar de fake news, tucanos, mosquitos e outros adversários que tentam atrapalhar sua vitória na eleição. Ainda no primeiro turno, a mesma equipe voluntária tinha feito o game, no qual o candidato, como um super-herói, passa por obstáculos nos bairros de toda a cidade para virar o jogo.

Boulos Radical se mostra um infinite runner bastante simples, em que o jogador deve apertar o botão do mouse para dar pulos ou pulos duplos para desviar dos obstáculos. Quanto mais avança, mais perto da vitória fica. Ao longo dos cenários, surge a vice, Luiza Erundina para dar apoio ao jogador.

Já o Super Boulos é igualmente simples e utiliza a mesma estética e jogabilidade. Basicamente você deve pular de bairro em bairro para conquistar os votos e o coração dos eleitores. Ambos os títulos são gratuitos e podem ser jogador através do navegador.

Jogos: boulosradical.com e superboulos.com

Crônicas gamer anos 1990. Por que Final Crash? Não seria Final Fight?

O ano era 1992. O meu colega, Quitão, chega repentinamente. Há tempos não o via, pois nos tínhamos desentendido em uma briga na locadora de games da esquina. Disse que tinha algo urgente a dizer. O menino era um ano mais velho que eu, morava de frente ao campinho de bola do outro quarteirão. Naquele tempo, havia a turminha dos quarteirões, que não se misturavam, mas, de vez em quando, pegávamos a Caloi Cross (só tinha dois modelos: roxa ou verde limão) e fazíamos umas pesquisas de campo, para se enturmar.

– Cara, lá no bar do Bilão tem um jogo chamado Briga de Rua. Vamos lá ver – disse Quitão.

Estranho pensar nessa história. Quase trinta anos passados e o local do boteco ainda existe. Embora transformado em outra coisa, imagino que aquela árvore e as telhas do bar de bebum testemunharam todo esse passar de tempo. Lembro que o bar era vermelho e o orelhão era aquele amarelo horroroso da antiga Telesp.

Enfim, eu não tinha nada para fazer naquela tarde. Peguei a Caloi Cross e cruzamos a cidade (na verdade, foram apenas quinze esquinas). Era uma cidade do interior de SP, tinha seus 40.000 habitantes à época, hoje, passou cem mil faz um tempo).

Chegamos no boteco, frente ao hospital da cidade. A primeira imagem do local não foi uma imagem, mas o cheiro de coxinha e salsicha em conserva (tão mnemônico ao voltar na minha mente hoje), misturado com cheiro de baralho, cigarro (era preciso se acostumar ao caos tabagístico dos anos 90), um pouco de cerveja seca pelo chão, paredes impregnadas de sujeita, uma sinuca, pouca luz e, ao fundo, uma máquina brilhante, gigante, com um sistema de som melhor que o meu System 3 em 1 da época. Daquela cabine brilhante e barulhenta emanava uma coisa que me encantou e vi que nunca mais sairia da minha cabeça.

Fonte: Cool Rom 

Aquele fliperama era uma obra dos deuses. Nunca tinha visto movimentação e efeitos sonoros de porradaria tão realistas. Tinha um cara vermelho e esguio (seria um ninja de rua?) que dava uma giratória em tambores que se liquefaziam no ar (gritava: rááááá), após um cara cabelo rastafari sair com uma mulher raptada no colo, que mais parecia um bebê, pela desproporção do cara de amarelo, aparentemente com dois metros e meio. O nome do jogo: Final Crash. De fato, ninguém ligava para o nome do jogo, até a pronúncia me soa estranha, uma vez que todos falavam em jogar o tal do Briga de Rua com o loirinho (Cody), pois ele permitia fazer uma apelação que hoje faz dos speedrunners que dominam a técnica os mais rápidos para finalizar este jogo.

Depois desse dia, fiquei imaginando a chance que teria de comprar uma ficha para jogar. Será que eu passaria do primeiro chefão? Será que chegaria na fase do ringue? Daria muitos pilões com o Haggar? Somente nessas fantasias, foram algumas semanas de visita ao boteco, sempre com minha bike cross, apenas para ver os caras jogando, geralmente, caras que já trabalhavam e tinham uma graninha para as fichas, que não eram tão baratas, sobretudo com o Plano Cruzeiro e os inúmeros cortes no zero das notas de 50.000 e 10.000 Cruzeiros, indo até o infinito de zeros.

Certo dia, em casa, falei desse jogo para o meu pai. Em uma das entregas que ele fazia de caminhão, pedi para passar nesse boteco. Como ele curtia uma cervejinha de vez em quando, acho que pensou: – Por que não dar uma parada, tomar uma cerveja com paçoquinha (e foi exatamente isso que ele fez; uma das imagens de que mais me lembro é a dele, esperando para comprar-me uma ficha com uma Malzbier pequena em uma mão e uma paçoquinha top na outra, enquanto falava de boca cheia, saboreando a feliz combinação amarga e doce). Ganhei a ficha e fiquei empolgadíssimo para lhe mostrar como dar o golpe do pilão do Haggar. Ele se mostrava impressionado, mas geralmente, era para as morenas que passavam na rua. Enfim, cheguei no tal do ringue do cara com duas espadas e fantasia de NFL (não, acho que essa era do Street Fighter Zero, enfim, uma espécie de Samurai americano); e ali meu coração disparou, mas não deu, Sodom me deu uma espadada no salto equívoco e lá se foi minha única ficha que teria nos próximos dois meses.

Passaram-se quinze anos, em 2007, eu, na faculdade com meu amigo, falando sobre a moda dos emuladores e eu lhe contei essa estória. Dizia-me que não conhecia esse tal de Final Crash. Embora eu não tivesse visto nenhum vídeo sobre (o Youtube despontaria no Brasil somente em 2008), tinha certeza de que o segundo nome era Crash e não Fight, pois a logomarca do game está estampada na minha mente até hoje. Ele elucubrou um pouco e foi para o polo computacional da faculdade. Lá, pesquisou que havia versões alternativas de jogos, mas pirateados com estilo, cujo nome são bootleg. Sim, depois de quinze anos, descobri que o Brasil foi terra de ninguém para diversos setores de games, e que, para conseguir trazer certos jogos, era necessário fazer das tripas coração para conseguirmos jogar um ou outro jogo nos fliperamas (o pior é que geralmente com atraso de anos aqui para o Brasil… nunca foi muito diferente com as tvs em cores, com os telefones fixos, com os celulares, com os computares… e a lista vai longe…) mas o que importa é que tínhamos em uma cidadezinha do interior com o Final Crash, bootleg de uma das maiores pérolas do Beat´n up de todos os tempos: Final Fight.


Referências:

COOLROM.COM. Final Crash (bootleg or Final Fight). Disponível neste link.  Acesso em 10 nov. 2020.

YOUTUBE. Final Crash (Bootleg of Final Fight) (Arcade) – (Longplay – Guy | Hardest Difficulty). Usuário TurkishBullet19. Disponível neste link. Acesso em 10 nov. 2020.