BIG Festival se alia ao Magalu para apoiar jogos independentes nacionais

O BIG Festival, o maior festival de games da América Latina, em parceria com o Magalu, maior plataforma multicanal de varejo do Brasil, acaba de anunciar mais uma iniciativa de apoio ao desenvolvimento nacional de jogos eletrônicos. O projeto vai apoiar jogos casuais novos, prontos ou ainda em processo de criação, através de mentorias e suporte financeiro. Trata-se de uma iniciativa inédita, que aposta na força da indústria brasileira de games.

De Acordo com as organizações, serão dois tipos de seleção, uma para jogos novos, ou seja, ainda em desenvolvimento e em processo de criação, e outra para jogos já jogáveis, seja com demos ou finalizados, porém ainda não lançados. Na chamada de jogos novos, serão selecionados até nove projetos que receberão investimentos e mentoria do BIG Festival para melhoria do produto. Caso os jogos passem em testes de recepção, serão publicados com promoção do Magalu em suas redes sociais e canais, como o Superapp Magalu, Canaltech e Jovem Nerd, alcançando dezenas de milhões de usuários.

Para os jogos prontos, não há limite determinado de quantos projetos serão selecionados. Trata-se, porém, de uma chamada piloto, que servirá de base para outras chamadas futuras. Os jogos selecionados serão publicados com divulgação do Magalu, podendo, em alguns casos, receber aportes para melhoria do jogo.

“As chamadas foram desenvolvidas levando em consideração diversas pesquisas realizadas com os estúdios que enviaram jogos ao BIG Festival nos últimos anos. Identificamos diversos gargalos apontados principalmente pelos estúdios brasileiros, que têm muita dificuldade de acesso a recursos para desenvolvimento, promoção e melhoria de seus jogos. As chamadas procuram atender justamente essas demandas, mantendo uma participação justa dos estúdios nos resultados dos jogos”, afirma Gustavo Steinberg, Diretor do BIG Festival.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o dia 17 de dezembro aqui.

 

Parceria BIG e Magalu

O BIG Festival será responsável por dar todo o suporte operacional às chamadas, ou seja, desde a seleção dos jogos até a mentoria para a melhoria dos produtos, enquanto que o Magalu atuará com um modelo novo de publishing, criando jogos novos para seus usuários e utilizando sua força de mídia.

“O Magalu tem o desafio de digitalizar o Brasil levando ao acesso de muitos, o que é privilégio de poucos. Nada melhor do que fomentar a produção de Jogos brasileiros, em um dos mercados que mais cresce recentemente e com potencial de ter uma relevância mundial”, disse Thiago Catoto, Diretor do Magalu.

Além das chamadas em parceria com o Magalu, as inscrições para a 10ª edição do BIG Festival estão abertas e o prazo para inscrever jogos vai até 28 de fevereiro de 2022. Para se inscrever, basta acessar o site do BIG.

USP faz premiação de jogos sociais com criptomoedas

O Pitch for Change, etapa competitiva do IX Festival Games for Change (G4C) América Latina, organizado pela USP (Universidade de São Paulo) premiou com “Moedas da Paz” os melhores projetos de games e jogos analógicos com propostas de impacto social. Dos 25 concorrentes, do Brasil mas também do México e Portugal, a primeira colocação foi para “Memorelas”, um jogo não-digital com mensagem feminista. As apresentações e premiações ocorreram neste domingo, dia 14 de novembro, com patrocínio do Consulado dos EUA, em São Paulo.

Joana Carolina Schossler apresentou um jogo não-digital de valorização da memória das mulheres e um quebra-cabeça intitulado “Revolucionárias”. Além do certificado, ela recebeu 26 mil “Peace Coins”, criptomoedas criadas no Japão e que já começaram a circular na “blockchain”, a mesma infraestrutura usada pela bitcoin e outras criptomoedas.

A comissão julgadora decidiu premiar três projetos para o segundo lugar. Alejandro Isamu Ito Abrejo, do México, apresentou o projeto de áudio-jogo para pessoas com deficiência visual. Já as competidoras Helena e Mariana Castro trouxeram o jogo Quem matou Machado de Assis, inspirado na obra do criador da Academia Brasileira de letras. E Vania Maria Vargas também foi premiada com o jogo para orientar as crianças para os cuidados com a diabetes. Os vencedores vão dividir o prêmio de 10 mil Peace Coins.

O terceiro lugar foi para Any Caroline de Sousa, com o projeto Salva Guarda Digital, que propõe um resgate da memória do município de Niterói (RJ). Any levou 6 mil Peace Coins e recebeu o certificado do evento.

O G4C teve ainda duas menções honrosas. Uma foi para a Jacque Baumgratz pelo projeto de Rede de Proteção, que orienta ainda sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A equipe de Portugal, formada pelos alunos Lucas, Manuel e Simão, orientados pelo professor Mateus, também recebeu menção honrosa com o jogo para as pessoas com deficiências motoras ou intelectuais.

“Foram projetos excelentes e uma inovação, a premiação com criptomoedas que dão visibilidade ao valor da gratidão. Dos 25 projetos apresentados, 19 tiveram nota acima de oito, e dez projetos alcançaram nota acima de nove. Vamos continuar em contato com todos os participantes fazendo um trabalho de promoção em redes internacionais”, ressaltou Gilson Schwartz, coordenador do Festival Games for Change América Latina, professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O IX Festival Games for Change (G4C) América Latina foi realizado entre os dias 12 e 14 de novembro com a proposta de compartilhar conhecimento, criar jogos e apoiar a circulação de Moedas da Paz. Além disso, o evento organizado pela USP promoveu o networking social e profissional e sessões temáticas.

Os interessados poderão assistir todos os eventos do G4C por meio do Canal do YouTube e da grade de programação disponível no site do festival.

 

Sobre Games for Change

Desde 2010 no Brasil, o Festival Games for Change (G4C) América Latina tem capacitado criadores de jogos e inovadores para impulsionar mudanças no mundo real, usando jogos e mídia envolventes, que ajudam as pessoas a aprender, melhorar suas comunidades e contribuir para tornar o mundo um lugar melhor. O G4C tem como parceiros empresas de tecnologia e jogos, organizações sem fins lucrativos, fundações e agências governamentais, que contribuem para a realização de eventos em todo mundo.

G4C oferece ainda suporte a uma comunidade global de desenvolvedores de games, que trabalham no uso de jogos para enfrentar os desafios mundiais, desde conflitos humanitários até mudanças climáticas e educação. Para mais informações, aqui.

Itaú investe no desenvolvimento de Camp Wars, jogo 100% brasileiro

Em mais uma iniciativa da plataforma #IssoMudaOGame, o Itaú Unibanco anuncia uma parceria com Pedro Caxa, desenvolvedor de jogos e idealizador do Camp Wars – game em que duas equipes correm contra o tempo para capturar três bandeiras dos adversários e já é sensação nas redes sociais, mesmo antes do lançamento. O jogo será gratuito e tem previsão de estar disponível online a partir de 15 de outubro.

De acordo com Robson Harada, superintendente de Growth Marketing do banco, o objetivo da proposta é o fomento da indústria nacional de desenvolvimento de jogos.

“Temos uma série de grandes estúdios produzindo games nacionais tão bons quanto aqueles que são feitos em outros lugares do mundo. Mas o que queremos, com a nossa marca e histórico de apoio a grandes causas, é dar voz e visibilidade para projetos como o do Pedro, que começou como um jogo de estudo e foi abraçado pela comunidade gamer e nas redes sociais, onde o Pedro é um fenômeno. Precisamos e queremos que mais pessoas como ele tenham a chance de se desenvolver e tirar do papel suas ideias”, explica Harada.

Apesar de ser um jogo de tiro em primeira pessoa (FPS) inspirado nos clássicos da categoria, o Camp Wars traz o conceito com uma mecânica nova e muito divertida: no lugar de balas, as armas jogam slimes (massa de modelar) nos adversários que perdem a mobilidade de acordo com a região do corpo atingida. Caso não seja salvo por um parceiro de time a tempo, o jogador que ficou preso não é eliminado, ele volta para a base de início.

Harada completa dizendo que essa não deve ser a única iniciativa do banco para desenvolvedores de jogos.

“Quando falamos em mudar o game, isso está diretamente ligado a olhar para o que acontece além do que está na frente da tela e entender a fundo esse mercado com tanto potencial de crescimento, gerando renda e oportunidades para as pessoas. O Pedro é um jovem muito talentoso, com uma história de superação proporcionada pelos games e sabemos que, como ele, muitos outros estão espalhados pelo Brasil e só precisam de uma oportunidade para transformar suas vidas”.