Black Run, jogo da 99Hit Games, mostra como funciona o racismo no Brasil

A discussão referente ao racismo tomou o debate nas redes sociais logo após a trágica morte do estadunidense George Floyd no início do ano. A partir de então, muitas empresas e organizações utilizaram seu espaço para debater o racismo. Este é o caso da 99Hit Games, produtora indie brasileira de jogos eletrônicos, que acaba de  lançar o jogo Black Run para smartphones.

Black Run é do gênero infinite runner e tem o objetivo de colocar o racismo em pauta. Nele, o usuário controla um personagem de pele negra que, junto do seu colega de trabalho (de pele branca), precisa correr para não se atrasar na empresa. No caminho, ele precisa desviar de situações como discriminação no trabalho, abordagem policial, e até de casos que ficaram conhecidos na mídia – como a morte de George Floyd e a agressão ao motoboy em um condomínio em Valinhos (SP).

Um dos pontos altos do game foi a pesquisa para trazer situações corriqueiras. Isto foi possível pois o desenvolvedor do jogo, Piero Barcellos, fez um levantamento de informações e ouviu pessoas que passaram pelas situações que o jogo retrata.

“A ideia do Black Run é mostrar como é difícil ser negro em uma sociedade construída em cima do racismo estrutural. Por isso cada situação no jogo foi pensada para refletir esse cenário e colocar em xeque questões como meritocracia e preconceito velado”, diz. Além disso, Black Run também traz dados ao longo do jogo, como estatísticas sobre salários dos negros no Brasil e o telefone para denunciar casos de racismo (Disque 100).

A intenção é mostrar que jogos são muito mais que mera diversão: “Os games são uma plataforma muito eficiente para educar, contar histórias, transmitir mensagens e fazer pensar. E o objetivo da 99Hit Games está em criar jogos que façam isso e possam ir além”.

O jogo Black Run pode ser acessado na Play Store.

Brasil Game Show é eleita a feira do ano no Prêmio Live 2020

A Brasil Game Show não é conhecida como a maior feira de games da América Latina à toa. Recentemente o evento foi eleito a feira do ano pelo Prêmio Live 2020, organizado pelo site Promoview.  O prêmio Megafone de Ouro foi conquistado pela sua 12ª edição, realizada em outubro de 2019 com mais de 400 marcas, 326 mil visitantes, 50 patrocinadores e 13 convidados internacionais. Quem esteve presente deve se lembrar da grandiosidade que foi o evento e a quantidade de novidades disponíveis.

A primeira edição do Prêmio Live homenageia e reconhece empresas, empresários e profissionais que criam e executam ativações para marcas em diferentes setores econômicos de 27 categorias. Os vencedores foram escolhidos por meio de votação de mais de seis mil pessoas, incluindo profissionais de brand experience e concorrentes.

“O Brasil realiza anualmente milhares de feiras e eventos, e ser escolhido o melhor entre eles é uma grande honra. Vejo o Prêmio Live 2020 como um reconhecimento ao trabalho árduo realizado por um time comprometido e apaixonado”, disse Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show. “É também um importante reconhecimento ao mercado de games, que, com 67 milhões de jogadores, cresce exponencialmente ano a ano e atrai cada vez mais marcas de diferentes setores econômicos”, completa.

Este ano, por causa da pandemia de covid-19, a 13ª Brasil Game Show foi adiada para outubro de 2021, mas seus organizadores estão promovendo uma série de eventos digitais até o final de 2020. Entre eles, o BGS Day, superlives que já contaram com 3 milhões de visualizações e cuja próxima edição será em novembro.

Mais informações da Brasil Game Show estão disponíveis no site oficial.

Professora do Marista cria jogos de tabuleiro para ensinar matemática

A pandemia do novo coronavírus tem obrigado professores e alunos a se adequarem a nova realidade, pensando formas de manter os estudos com qualidade, sem deixar as coisas maçantes. Um caso de sucesso que merece atenção é o caso do Colégio Marista em São Paulo, que criou um jogo de tabuleiro para auxiliar os alunos aprender matemática.

A ideia é simples: jogar dominó para aprender frações ou brincar de jogo da memória para treinar  multiplicação. A solução foi atribuída aos alunos do 3º, 4º e 5º do Marista Escola Social Irmão Rui, que atende gratuitamente crianças e adolescentes, no Bairro Jardim Maria das Graças, em Ribeirão Preto (SP) estão aprendendo matemática. A iniciativa faz parte do projeto Redescoberta, que tem como missão descobrir novas formas de olhar para a disciplina tão usada no cotidiano.

Durante o período das aulas remotas, os alunos receberam nas suas casas um kit com jogos prontos para fazer as atividades em família. Dentro da sala de aula, o projeto serve como um reforço para a disciplina , que seguiu com aulas online neste período de pandemia.

“Sentíamos que os alunos precisavam lembrar como era dentro da sala, por isso enviamos os kits para que possam jogar e também criar outros jogos com os materiais enviados”, conta a professora Adriana Ezequiel, do Marista.

Os kits foram entregues junto com as atividades quinzenais impressas, retiradas com horário previamente marcado. “A ideia é entender que a matemática está presente em muitos momentos da nossa vida, e de uma forma divertida aprender as operações que vão acompanhá-los em muitos anos de estudo”, reforça Adriana.

Aprendizado para toda família

Para a mãe de Sabrina Vitória Souza de Freitas aluna do 5º ano no Marista Escola Social, essa atividade contribuiu para momentos de aprendizado e diversão de toda família. “Muitas coisas mudaram na forma de ensinar, eu não tive a oportunidade de terminar meus estudos, então junto com ela, aprendemos muito também”, reforça Maira Sousa Mendes.

A estudante de apenas 8 anos confessa as dificuldades na disciplina. “Não é minha matéria favorita, eu demoro mais para entender, mas com esse jogos, a gente nem sente, fica muito mais divertido de aprender”, revela.

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