Ghetto Zombies: Graffiti Squad chega ao PlayStation e Nintendo Switch

O jogo brasileiro Ghetto Zombies: Graffiti Squad já está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. Desenvolvido pela Fogo Games e publicado pela Nuntius Games, o título também pode ser encontrado para PC e Xbox.

Com visão de cima e estética em pixel art, o game combina ação e humor em uma história ambientada em uma comunidade brasileira durante um apocalipse zumbi. A trama acompanha o Esquadrão-Z, formado por Fabão, Kath, Duda e Vini, quatro jovens que deixam a Vila Fundinho para combater os mortos-vivos e descobrir a origem da contaminação.

Ghetto Zombies: Graffiti Squad
Ghetto Zombies: Graffiti Squad

Cada personagem possui habilidades próprias, enquanto o jogador pode encontrar mais de 70 armas ao longo da campanha. O arsenal inclui opções inusitadas, como uma arma que dispara donuts, uma luva de boxe e uma pistola de balas de goma. As partidas também colocam o jogador contra mais de 20 tipos de inimigos e chefes enfrentados ao final dos capítulos.

Além do combate, os grafites têm papel importante na progressão e na identidade visual da aventura. A produção incorpora trabalhos de artistas ligados à cena do grafite de São Paulo, especialmente da região do Grajaú, reforçando a representação da cultura periférica brasileira dentro do jogo.

Ghetto Zombies: Graffiti Squad
Ghetto Zombies: Graffiti Squad

O título ainda conta com um modo de treinamento com hordas infinitas, voltado para quem quiser testar diferentes armas e enfrentar inimigos sem seguir a campanha principal.

Para marcar a chegada aos consoles, a versão para Nintendo Switch está sendo oferecida temporariamente por R$ 17,99, com 10% de desconto. O jogo já pode ser adquirido nas plataformas Steam, Xbox, PlayStation e Nintendo Switch.

Abaixo tem o trailer de Ghetto Zombies: Graffiti Squad:

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Hell Clock terá versão para consoles em julho junto com expansão inédita inspirada na Guerra do Paraguai

A desenvolvedora brasileira Rogue Snail anunciou uma nova data para a chegada de Hell Clock aos consoles. O RPG de ação com elementos roguelike será lançado para PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 14 de julho de 2026, mesma data em que a expansão Guerra Maldita ficará disponível tanto nos consoles quanto no PC, via Steam.

A novidade foi apresentada durante o Latin American Games Showcase, onde um novo trailer revelou detalhes da expansão e das habilidades inéditas que serão adicionadas ao jogo. O conteúdo adicional amplia a narrativa de Pajeú, protagonista da aventura, levando os jogadores aos acontecimentos da Guerra do Paraguai, conflito histórico ocorrido entre 1864 e 1870.

Hell Clock

Segundo o estúdio, o adiamento ocorreu para evitar a concorrência direta com uma grande atualização de Path of Exile 2, lançada no fim de maio. A equipe afirmou que a mudança permitirá que os jogadores tenham mais tempo para aproveitar outros lançamentos do gênero antes de mergulhar na nova fase de Hell Clock.

Misturando mecânicas tradicionais dos RPGs de ação com a progressão acelerada dos roguelikes, o título apresenta uma releitura sombria de eventos históricos brasileiros. A campanha principal é ambientada durante a Guerra de Canudos e acompanha a jornada de Pajeú pelo Purgatório e pelo Inferno, enfrentando criaturas demoníacas enquanto corre contra o tempo imposto pelo misterioso Relógio do Inferno.

A expansão Guerra Maldita acrescentará um novo capítulo à história, além de mais de dez cenários inéditos, novos chefes, seis habilidades adicionais para criação de builds e mais de 80 itens únicos. O conteúdo também introduzirá sistemas avançados de endgame, voltados para jogadores que buscam desafios mais difíceis após o término da campanha principal.

Com a chegada da expansão, a Rogue Snail promete ampliar significativamente as opções de personalização de personagens e a variedade de desafios disponíveis no universo de Hell Clock. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.

Abaixo você confere o trailer de Hell Clock: Guerra Maldita: