Necro Pop mistura ação arcade e exploração em novo jogo para Neo Geo

A Naula Studio anunciou Necro Pop, novo jogo de ação e plataforma que combina combate inspirado nos arcades clássicos com exploração de masmorras, progressão de habilidades e elementos de metroidvania. O título está previsto para chegar em 2027 ao Neo Geo MVS, Neo Geo AES e também às plataformas atuais.

O jogo acompanha Poppi, uma fantasma que enfrenta uma entidade conhecida como The Gloam, responsável por espalhar uma força sombria pela região de Ghostreach e aprisionar outros fantasmas. Durante a aventura, a protagonista encontra um antigo amuleto que lhe concede uma forma física, permitindo que ela utilize novas habilidades para enfrentar os inimigos e explorar a região.

Necro Pop
Necro Pop

A Naula Studio classifica o projeto como uma “Arcadevania”, combinação entre a ação direta dos jogos de arcade e características de exploração e progressão associadas aos metroidvanias. Poppi poderá utilizar diferentes ataques e habilidades durante as fases, incluindo golpes carregados, magia, projéteis, movimentos aéreos e ataques que permitem saltar sobre os inimigos. A proposta é permitir diferentes abordagens para combate e exploração.

O jogo aposta em uma estética 16-bit inspirada nos títulos clássicos do Neo Geo, com cenários e personagens em pixel art colorida. Apesar de ter sido desenvolvido originalmente para o hardware da SNK, Necro Pop também terá versões digitais para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Steam.

Uma demonstração gratuita já está disponível no Steam, permitindo experimentar parte da campanha e conhecer as principais mecânicas de combate, movimentação e exploração.

Necro Pop
Necro Pop

Jogo terá demonstração na Tokyo Game Show 2026

Além da demonstração disponível para PC, Necro Pop poderá ser testado presencialmente durante a Tokyo Game Show 2026, que será realizada entre 17 e 21 de setembro, no Makuhari Messe, em Chiba, no Japão.

A Naula Studio estará no Hall 9, estande C35, onde apresentará uma versão jogável do título ao público e à imprensa.

Necro Pop tem lançamento planejado para 2027, com versões para Neo Geo MVS, Neo Geo AES, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Steam.

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Atomic Owl chega aos consoles com ação retrô e visual neon inspirado nos anos 1990

O jogo independente Atomic Owl já está disponível para PlayStation, Xbox e Nintendo Switch. O título combina ação em plataforma, combates no estilo hack and slash e elementos roguelite em uma experiência inspirada nos clássicos da era Super Nintendo, apostando em visual pixel art e trilha sonora synthwave.

Na aventura, os jogadores controlam Hidalgo Bladewing, um guerreiro shinobi em forma de coruja que atravessa oito áreas repletas de inimigos e desafios para salvar seus aliados corrompidos. Durante a jornada, o protagonista conta com a ajuda de uma espada demoníaca falante, que também funciona como peça central do sistema de combate.

Atomic Owl
Atomic Owl

Entre os destaques da jogabilidade está a possibilidade de transformar a arma principal em diferentes estilos, como chicote, espada pesada e martelo, permitindo abordagens variadas durante as batalhas. O personagem ainda pode desbloquear habilidades especiais e coletar itens para aprimorar atributos ao longo da campanha.

A edição para consoles chega com novidades em relação à versão original lançada para PC, incluindo um novo modo sem elementos roguelite, melhorias na interface de usuário e aprimoramentos de áudio.

Atomic Owl
Atomic Owl

Ambientado no mundo de Judanest, o enredo acompanha Hidalgo após despertar de um longo período preso a uma árvore ancestral. O cenário do jogo apresenta um universo em colapso, marcado por corrupção, traições e pela ameaça do feiticeiro Omega Wing.

Atomic Owl está sendo vendido por US$ 12,99, com desconto promocional de lançamento nas plataformas digitais. Para mais informações, confira a página do game na Steam.

Abaixo tem o trailer de Atomic Owl: