Sizeable chega aos consoles após superar 200 mil cópias vendidas no PC

O jogo independente Sizeable, desenvolvido pelo estúdio belga Business Goose Studios, já está disponível para consoles. Após ultrapassar a marca de 200 mil cópias vendidas no Steam, o título chega agora ao Nintendo Switch, Xbox Series X/S, PlayStation 4 e PlayStation 5, ampliando seu alcance para além do PC.

A proposta combina quebra-cabeças e exploração em pequenos cenários no estilo diorama. Durante as fases, o jogador pode aumentar ou diminuir objetos do ambiente para provocar mudanças que permitem avançar na resolução dos desafios.

Sizeable
Sizeable

As interações entre os elementos são a principal mecânica do jogo. Em um dos exemplos apresentados pelos desenvolvedores, é possível alterar o tamanho da Lua para modificar as marés, reduzir uma árvore para mudar a quantidade de sombra sobre uma área de água e aumentar o Sol para fazer a água evaporar e formar uma nuvem. Cada transformação desencadeia novas possibilidades dentro do cenário.

Ao todo, Sizeable conta com 39 dioramas, ambientados em locais que vão de desertos ao espaço, além de 39 tartarugas escondidas que podem ser encontradas durante a exploração. O jogo também possui dez dioramas secretos desbloqueáveis e quatro cenários sazonais.

Sizeable
Sizeable

A trilha sonora foi composta por Jamal Green, reforçando a proposta contemplativa da experiência. O projeto começou como um trabalho estudantil antes de se transformar no primeiro lançamento comercial da Business Goose Studios.

Sizeable está disponível por US$ 6,99 nas plataformas compatíveis. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.

Abaixo tem o trailer de Sizeable:

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Castlevania: Belmont’s Curse ganha data de lançamento e coloca Rose Belmont como protagonista da nova aventura

A Konami confirmou que Castlevania: Belmont’s Curse chegará ao mercado em 15 de outubro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox no PC e Steam. As pré-vendas já estão disponíveis e incluem conteúdos exclusivos para os jogadores que adquirirem o título antecipadamente.

O anúncio foi acompanhado por um novo trailer exibido durante o Xbox Games Showcase, revelando mais detalhes da jogabilidade, cenários e batalhas contra chefes. O vídeo também destaca a arte produzida por Katsuya Terada, conhecido por seu trabalho como ilustrador e artista de mangás.

Castlevania: Belmont’s Curse

A nova aventura apresenta Rose Belmont como personagem principal. Filha de Trevor Belmont, protagonista de Castlevania III, ela assume a missão de enfrentar as forças de Drácula em uma jornada ambientada na Paris de 1499. A narrativa se passa 23 anos após os acontecimentos do clássico jogo da franquia.

Com foco em exploração e combate em duas dimensões, Belmont’s Curse levará os jogadores por ruas devastadas da capital francesa, catacumbas sombrias e o castelo de Drácula. Para enfrentar monstros e criaturas sobrenaturais, Rose contará com diversas armas e habilidades, incluindo o lendário chicote Vampire Killer, marca registrada da família Belmont.

Castlevania: Belmont’s Curse
Castlevania: Belmont’s Curse

O projeto está sendo desenvolvido em parceria entre a Konami, a Evil Empire e a Motion Twin. Além da edição padrão, o jogo terá a edição Midnight, que inclui uma galeria digital de artes e trilha sonora com 71 faixas, além de itens cosméticos inspirados em Trevor Belmont e Sypha, e um acessório especial chamado Retrato de Família.

Quem realizar a compra antecipada receberá ainda um traje inspirado em Alucard como bônus exclusivo. Para mais informações, acesse a página oficial da Konami.

Abaixo tem o trailer de Castlevania: Belmont’s Curse: