Playstation Indies – Sony cria selo para dar mais visibilidade aos jogos independentes

Desde a Xbox 360 e Playstation 3, o mercado de jogos eletrônicos deixou de ser apenas um mar exclusivo para peixes grandes. O tempo mais longo de desenvolvimento aliado aos altos orçamentos necessários para se desenvolver um novo Resident Evil ou Final Fantasy deixou claro para as fabricantes de consoles que o modelo utilizado até algumas gerações atrás era insustentável para manter os jogadores ocupados nos períodos entre os grandes lançamentos. Daí os jogos menores se tornaram importantes.

Tanto a Sony, quanto a Microsoft e mesmo a Nintendo começaram a dar mais espaço para os produtores de jogos menores. Com isso, vimos pequenos notáveis conquistando as atenções dos jogadores, tais como Super Meat Boy, Brothers: a Tale of Two Sons. Pois bem, a Sony se inspirou na Microsoft e acaba de dar um passo importante para os jogos indpendentes: a gigante japonesa criou o selo Playstation Indies e anunciou nada menos que 9 jogos para os PS4 e PS5 sob este selo.

De acordo com Shuhei Yoshida, presidente da SIE, o projeto visa incentivar produtores independentes. A ideia é atrair os pequenos desenvolvedores para o ecossistema do Playstation e incentivar a produção de jogos inovadores.

“Com a PlayStation Indies, esperamos destacar e apoiar os melhores entre os melhores dos jogos indie sendo publicados para PlayStation, e a comunidade indie como um todo. O nosso objetivo é tornar o PlayStation o melhor lugar para se desenvolver, encontrar e jogar ótimos jogos indie”, disse Yoshida.

Os planos da Sony são de lançar ao menos um título indie no Playstation Now, de modo a dar maior visibilidade para esses títulos e permitir que os produtores não fiquem restritos a espaços escondidos nas lojas online. O primeiro game a figurar no Now será Hello Neighbor já em julho. Além dele, a empresa já anunciou outros títulos que sairão para as duas plataformas da empresa, incluindo:

  • F.I.S.T.: Forged In Shadow Torch
  • Maquette
  • Where the Heart Is
  • Heavenly Bodies
  • Recompile
  • Carto
  • Haven
  • Worms Rumble
  • Creaks

Abaixo você confere um teaser de anúncio do Playstation Indies:

Retrospectiva – Dez últimos anos de jogos eletrônicos

O ano de 2019 marca o fim de uma década de grandes momentos para a indústria de jogos eletrônicos e praticamente sacramenta o sucesso do Playstation 4 e o início da nova estratégia da Microsoft. Por outro lado a Nintendo trabalha incansável para manter os bons resultados já conquistados com o Nintendo Switch. Os anos 2010s serão marcados por alguns dos melhores jogos de todos os tempos, despedidas tristes e novos parâmetros para a indústria.

Hoje vamos relembrar alguns dos momentos mais marcantes da última década. Confira!

 

2010 – A sétima geração se torna desejável

Os anos 2010s marcavam o amadurecimento tardio da sétima geração de videogames, fato evidenciado pela quantidade de novas IPs de alta qualidade que surgiram neste ano, tais como Alan Wake, Darksiders, Deadly Premonition, Heavy Rain e Metro 2033. Além disso, alguns dos melhores games já criados surgiram em 2010 como Mass Effect 2, God of War III, Super Mario Galaxy 2 e o arrasa-quarteirão Red Dead Redemption. Para muitos gamers o ano 2010 foi um dos melhores que a indústria já teve.

 

2011 – A batalha dos portáteis

Apesar de alguns games importantes terem sido lançados em 2011 como Marvel VS Capcom 3, Limbo e Mortal Kombat, o ano de 2011 ficou marcado mesmo pela batalha travada entre Sony e Nintendo no ramo de consoles portáteis com os lançamentos do Playstation Vita, o sucessor do PSP e última investida da Sony no mercado de portáteis; e do Nintendo 3DS. Ainda que o PSVita se orgulhasse de ter um poder de processamento maior, quem levaria a melhor seria o console da Big N graças a sua capacidade de gerar jogos em 3D sem uso de óculos de realidade virtual e seus jogos de alta qualidade. Muitos consideram que o PSVita foi um videogame injustiçado.

 

2012 – O início do declínio da Nintendo

Sorte no ramo de portáteis, azar nos consoles de mesa, esta foi a sina da Nintendo em pouco menos de um ano após o lançamento do 3DS. Apesar da alta confiança que os investidores e a comunidade apostaram no conceito de um controle em formato de tablet, a Nintendo falhou em vários aspectos, incluindo no que se refere ao poder de processamento do console, usabilidade da tela do controle em títulos grandes e até com o nome da plataforma, que apenas serviu para confundir jogadores mais casuais. O resultado foi um lançamento frio e uma adesão cada vez mais fria da comunidade. As ações da Big N tiveram forte queda durante vários meses e até se cogitou que a empresa seguiria o caminho da SEGA, abandonando de vez a fabricação de consoles de mesa. Entretanto a Nintendo conseguiu dar a volta por cima, utilizando o conceito do Wii U para a criação do Nintendo Switch anos depois, que viria a se tornar um grande sucesso.

Outro destaque importante em 2012 para nós brasileiros foi a consolidação dos grandes eventos de jogos nacionais como o BIG Festival Festival e a Brasil Game Show. O primeiro, voltado aos jogos independentes; o segundo aos jogos mais badalados do mundo. No caso da BGS, aliás, vale mencionar que não foi a primeira edição do evento, mas foi em 2012 que o evento chegou à São Paulo e se tornou o maior e mais importante evento de games da América Latina.

 

2013 – Sony massacra a Microsoft na E3

A nova guerra dos consoles finalmente teve início em 2013 com os lançamentos do Playstation 4 e do Xbox One. A máquina da Sony teve melhor sorte, aproveitando-se do lançamento desastroso do concorrente. A Microsoft apostava em um console mais restritivo com políticas de DRM e conexão permanente com a internet, já a Sony voltou-se tão somente para produção de jogos, uma plataforma mais barata e mais poderosa. A estratégia se mostraria acertada: o PS4 atropelou seu rival nas vendas e foi capaz de oferecer games mais memoráveis. Já a caixa da Microsoft, apesar de games interessantes e serviços amistosos jamais conseguiu equiparar-se nas vendas, o que serviu de aprendizado para as novas versões como o Xbox One X.

 

2014 – Facebook quer jogar

O ano de 2014 foi um pouco morno em quesito de jogos, mas algumas movimentações financeiras da indústria podem ser sentidas até hoje. A primeira foi a mágica ressurreição da moribunda Atari, que havia passado por maus bocados durante anos. Outras coisas que deram o que falar foram as compras da IP Gears of War e da produtora Mojang (Minecraft) pela Microsoft, mostrando que a empresa de Redmond ainda estava alerta ao que poderia render lucro.

Mas nada foi maior do que a compra da Oculus Rift pelo Facebook. Marck Zuckerberg estava a fim de apostar alto na realidade virtual e o Rift despontava como o mais ambicioso e moderno projeto de tornar a realidade virtual possível e bem sucedida no ramo de jogos eletrônicos. Ainda que os óculos de Realidade Virtual não tenham se popularizado como esperado, essa aquisição colocou os holofotes em cima da tecnologia.

 

2015 – Adeus a Iwata

O ano de 2015 foi marcado pelo amadurecimento da sétima geração de consoles, pois alguns dos mais premiados e adorados jogos de todos os tempos finalmente viram a luz do dia. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, The Witcher 3: Wild Hunt, Bloodborne, Undertale e Fallout 4 foram lançados em 2015 e arrebataram notas altíssimas e prêmios de vários países. The Witcher 3, aliás, é até hoje um dos games mais bem sucedidos de todos os tempos e um dos mais influentes já lançados.

Apesar do balanço positivo, nem tudo foram flores na indústria de games: foi em 2015 que Satoru Iwata, CEO da Nintendo faleceu aos 55 anos. Iwata foi responsável pela reestruturação da Nintendo e reposicionou a empresa como uma das mais relevantes do mundo do entretenimento. Sua morte foi sentida por todos os jogadores do mundo.

 

2016 – O ano de Pokémon Go

O ano de 2016 foi atípico para os gamers, pois os dois grandes concorrentes Xbox One e Playstation 4 ganharam novas roupagens mais poderosas e (PS4 Pro e Xbox One X), mas só ficariam prontos no ano seguinte, o que mostrou que as empresas já demonstravam intenção de mudar suas estratégias. Além disso, os óculos de realidade virtual finalmente caíram nas graças das produtoras e empresários que infestaram os shoppings centers com “arcades de VR”.

O PS4 teve seu melhor ano de todos graças a jogos imperdíveis como Uncharted 4, Ratchet & Clank e The Last Guardian. Mas o fenômeno mesmo ficou por conta de Overwatch, que rapidamente se tornou um dos jogos mais jogados do mundo e figurou nos grandes campeonatos de e-Sports. Ainda assim, nenhuma febre foi maior do que a causada por Pokémon Go, apontado como o jogo a popularizar a realidade aumentada e por momentos constrangedores – e perigosos – praticados por seus jogadores. O título para mobile foi baixado 750 milhões de vezes em nível mundial, se tornando um dos aplicativos mais populares de todos os tempos.

 

2017 – A redenção da Nintendo

 

Após o fiasco do Wii U, a Nintendo decidiu não perder mais tempo batendo a cabeça em um produto impopular: a empresa lançou seu híbrido Switch, vendendo mais de 14 milhões de unidades em poucos meses. Não bastasse, a Big N ainda lançou os magníficos Super Mario Odyssey e o The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que arrebatou uma infinidade de prêmios e aclamação da crítica. Quem também se deu bem foi PlayerUnknown’s Battlegrounds, que foi lançado em early acess em março e terminou o ano com mais de 30 milhões de unidades vendidas.

Algumas franquias amadas tiveram novas entradas, tais como Assassin’s Creed, Call of Duty, Crash Bandicoot, Dragon Quest, Doom, Final Fantasy, Kingdom Hearts e Metroid.

 

2018 – Microsoft prepara o terreno para a próxima batalha

Após anos de espera finalmente os fãs da franquia God of War tiveram um contato novo com a franquia na forma de uma aventura nórdica. O título, vale dizer, conquistou muitos prêmios e surpreendeu os jogadores ao mostrar que um game tão emblemático poderia se renovar e se adaptar a uma nova geração de jogadores. O resultado: Game of the Year. Para além disso, Fortnite conseguiu superar seus concorrentes diretos e se tornou o battle royale mais popular do mundo. Quem se deu bem também foi Red Dead Redemption, que provou que a Rockstar não perdeu seu toque de Midas.

O ano de 2018 foi marcado por uma apresentação performática quase perfeita da Microsoft na E3, apresentando jogos bombásticos e uma preocupação com o público irrepreensível. Mas talvez o mais impressionante fosse o movimento que a empresa fez para garantir sua relevância no futuro: a empresa de Redmond saiu às compras e de uma só vez garantiu a compra das empresas Undead Labs, Playground Games, Compulsion Games e Ninja Theory. Além de ter anunciado a criação de um novo estúdio chamado The Initiative em Santa Monica. Pouco depois a empresa ainda comprou os estúdios InXile Entertainment e a Obsidian Entertainment. A intenção era preparar o terreno para a próxima geração do Xbox.

 

2019 – O fim e o início de uma era

O ano de 2019 vai embora deixando um rastro de grandes conquistas e sucessos para a indústria de jogos. Algumas das notícias mais relevantes começaram com o anúncio do Google Stadia, a primeira entrada da gigante das tecnologias no mundo dos games. A revelação colocou as outras gigantes da tecnologia em compasso de espera, afinal a Google tem cacife e tecnologia necessárias para bater de frente e revolucionar as tradicionais fabricantes de consoles. O ponto negativo é que nem todos terão a tecnologia necessária para fazer uso pleno do Stadia.

Outra notícia importante é que Reggie Fils-Aime deixou a presidência da Nintendo of America. Apesar de ter pouco impacto pratico a curto prazo, a substituição de Fils-Aime deixou um vazio nos fãs da Nintendo, afinal o executivo conseguiu impingir sua assinatura nos negócio da Big N em solo ocidental.

Passados alguns meses, a Microsoft anunciou continuou sua estratégia agressiva para fortalecer sua posição no mercado global com a compra da Double Fine, produtora de Psychonauts. A impressão é que a próxima plataforma estará bem servida de jogos extremamente bem avaliados.

Por fim, e não menos importante, o fim do ano termina com o anúncio oficial do Xbox Seres X, a nova plataforma da Microsoft, que promete ser o videogame mais poderoso de todos os tempos. A próxima década promete fortes emoções para a comunidade gamer, uma vez que a Sony ainda está para demonstrar as capacidades do Playstation 5.

Família Playstation ganha nova distribuidora no Brasil

Ano novo, vida nova! É assim que a Sony pensa 2019. Após um ano incrível com o sucesso do Playstation 4 e o lançamento de games arrasadores, a empresa japonesa pensa em revitalizar sua marca no Brasil. Para isso, a Sony acaba de firmar uma nova parceria de distribuição com a Ingram Micro Brasil, subsidiária da maior distribuidora mundial de TI. Com isto, toda a família PlayStation, incluindo os consoles de videogame, acessórios e jogos, serão distribuídos pela Ingram e ficam à disposição do canal.

“O Brasil é o principal mercado de jogos digitais na América Latina e o quarto no mundo em consumo desta tecnologia, com 3,4 milhões de jogadores e movimento de US$ 1,5 bilhão. Com nossa experiência em distribuição e os produtos PlayStation, temos certeza que iremos contribuir para um movimento ainda melhor”, comenta Sandra Fantoni, Marketing/C&C Product Director da Ingram Micro.

A expectativa da Ingram Micro para a parceria é bastante positiva. Afinal a indústria de jogos eletrônicos é uma das mais promissoras do entretenimento mundial. Além disso, o Playstation é a plataforma mais vendida do mundo, então as expectativas são de altos faturamentos. Segundo a Newzoo, esse mercado deve ter fechado 2018 com um faturamento global de mais de US$ 125 bilhões e, em 2020, deve chegar a US$143,5 bilhões.

“PlayStation revolucionou a indústria de entretenimento e é uma das mais importantes na história dos games. Só o PS4 já vendeu mais de 86 milhões de unidades. Agora, com a capilaridade da Ingram Micro, estamos confiantes que vamos aumentar ainda mais o market share no Brasil”, diz Sandra. “Além das lojas especializadas, a Ingram Micro ajudará a Sony a atingir outros pontos de venda que não trabalham com jogos e abastecer locais com acesso limitado aos produtos”, finaliza.

Interessados em revender os produtos PlayStation devem entrar em contato com a Ingram Micro.