A 13ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), divulgada nesta quarta-feira (9), indica que o consumo de jogos digitais entrou em um processo de estabilização no país após o pico registrado em 2025. O levantamento, realizado entre os dias 5 e 13 de março de 2026 com 7.115 pessoas de 16 a 55 anos, mostra que 75,3% dos entrevistados afirmam jogar videogames — número inferior aos 82,8% do ano anterior.
Apesar da retração, os jogos digitais seguem como uma das principais formas de entretenimento no Brasil: 86,7% dos participantes os apontam como atividade relevante no cotidiano, sendo que 80,7% os consideram a principal opção de lazer.

A pesquisa também revela mudanças no perfil do público. A Geração Z (16 a 29 anos) passou a liderar entre os jogadores, representando 36,5% do total, superando os Millennials (30 a 44 anos), que agora somam 33,7%. As mulheres continuam maioria, com 52,8%, enquanto a maior parte dos consumidores pertence à classe média.
No recorte por plataforma, o celular permanece como principal meio de acesso aos jogos (44,1%), mas há crescimento no uso de computadores (21,1%) e consoles (24%), indicando uma possível migração para experiências mais complexas e prolongadas.

Outro destaque do estudo é a percepção do público sobre o uso de inteligência artificial no desenvolvimento de jogos. Embora não haja rejeição generalizada, surgem preocupações relevantes: 45,7% temem impactos negativos no mercado de trabalho e na criação artística, enquanto 39,6% apontam riscos relacionados a direitos autorais. Além disso, 38,4% demonstram receio quanto à possível perda de qualidade dos jogos.
Ainda assim, o consumo não é necessariamente afetado: 39,3% afirmam que comprariam jogos desenvolvidos majoritariamente com IA, e 40,9% consideram essa possibilidade.

A pesquisa também evidencia inquietações sobre o acesso a jogos digitais no futuro. Com a redução de mídias físicas, 34,5% dizem ter alguma preocupação em perder acesso aos títulos adquiridos, enquanto 22% demonstram alto nível de apreensão.
Por outro lado, o comportamento nostálgico segue forte: 62,6% dos jogadores costumam revisitar títulos antigos sozinhos, e 55,1% jogam clássicos com amigos. Entre os principais fatores que motivariam a recompra de jogos estão preços promocionais (44%), melhorias gráficas em remakes e remasterizações (36,3%) e compatibilidade com plataformas atuais (23,8%).








