Crimson Desert terá versão jogável aberta ao público na Gamescom 2025

O aguardado jogo de ação e aventura Crimson Desert, da desenvolvedora sul-coreana Pearl Abyss, será um dos destaques da Gamescom 2025. Pela primeira vez, o público terá a chance de experimentar uma demo jogável do título, durante o evento que ocorre entre os dias 20 e 24 de agosto no centro de exposições Koelnmesse, em Colônia, na Alemanha.

Instalado no Hall 06.1, o estande da Pearl Abyss promete ser um espaço temático voltado à imersão dos visitantes no universo do game. A estrutura, pensada para transportar os jogadores ao continente fictício de Pywel — cenário onde a narrativa se desenrola — contará com uma ambientação que combina elementos visuais do jogo com tecnologia de ponta. A demonstração estará disponível em computadores equipados com processadores AMD de alto desempenho e monitores Samsung Odyssey G6 e G8, garantindo uma experiência fluida e impactante.

Crimson Desert

Além de conhecer de perto o funcionamento do sistema de combate e a ambientação cinematográfica de Crimson Desert, os visitantes que testarem o jogo receberão brindes exclusivos relacionados ao título.

Estamos empolgados de fazer a estréia desta nova demonstração para o público pela primeira vez na Gamescom 2025”, disse Lybee Park, CEO da Pearl Abyss Europa. “Não vemos a hora dos fãs terem essa experiência que estamos construindo. Do estande temático até o jogo em si, esperamos que cada visitante saia sentindo que faz parte de Crimson Desert, e ansiosos pelo que virá no lançamento”.

Crimson Desert

Ambientado em um mundo de fantasia medieval marcado por conflitos, o jogo acompanha a trajetória de Kliff, líder do grupo Greymanes, em uma jornada épica repleta de desafios, batalhas intensas e exploração. Com gráficos impressionantes desenvolvidos no motor gráfico proprietário BlackSpace Engine, Crimson Desert promete unir narrativa envolvente, liberdade de exploração e combates dinâmicos em um vasto mundo aberto.

Crimson Desert será lançado no final do ano e já pode ser adicionado na lista de desejo das lojas virtuais do SteamPlayStation 5 e Xbox Series X|S. Uma versão para Mac está em desenvolvimento.

“Synergy”, jogo de construção inspirado em Moebius, chega à versão 1.0 em 16 de abril

O jogo de construção de cidades “Synergy”, desenvolvido pelo Leikir Studio e publicado pela Goblinz Publishing, será lançado oficialmente no dia 16 de abril para PC, chegando às plataformas Steam, GOG e Epic Games. Após um período de acesso antecipado, o título chega à sua versão 1.0 com novos conteúdos e melhorias que ampliam a experiência dos jogadores.

Diferente de outros jogos do gênero, “Synergy” não foca em conflitos, mas sim no desenvolvimento sustentável de uma colônia em um planeta desconhecido. Com forte inspiração na arte de Moebius, o jogo convida os jogadores a explorarem um mundo único, estudando seus ecossistemas e utilizando seus recursos sem prejudicar o meio ambiente. Para expandir sua cidade, os jogadores devem pesquisar novas tecnologias, gerenciar distritos estratégicos e garantir o bem-estar da população.

A atualização 1.0 traz diversas novidades, incluindo uma nova campanha com três cenários, novas construções, plantas, um sistema de temperatura e água, além de uma interface aprimorada e um sistema de negociação inédito. Além disso, o gerenciamento de recursos foi reformulado para tornar a experiência mais equilibrada e desafiadora.

Outro destaque do jogo é a possibilidade de enviar cidadãos em expedições para explorar diferentes regiões, descobrindo novas formas de adaptação e progresso. Esse aspecto reforça a proposta de “Synergy” de criar um jogo estratégico relaxante, mas que exige planejamento para garantir a sobrevivência da comunidade. “Synergy” será lançado por R$ 73,99, com um desconto de 24% nas duas primeiras semanas. Para mais informações acesse a página do game na Steam.

O trailer oficial de Synergy pode ser visualizado abaixo:

Review: Mars 2120 é um bom jogo, mas expõe as dificuldades de desenvolver jogos

Mars 2120 é um jogo no estilo metroidvania desenvolvido pelo estúdio brasileiro QUBYTE Interactive, lançado em agosto de 2024 para Steam, PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Series X|S.

Em Mars 2120, o jogador assume o papel da Sargento Anna “Thirteen” Charlotte, enviada para Marte para responder a um misterioso chamado. Ao chegar, ela se depara com uma colônia dominada por inimigos e precisa descobrir o que está acontecendo. Grande parte da trama de Mars é contada através de audio-logs, então encontrá-los é essencial para compreender mais sobre o universo do jogo.

O jogo rapidamente dá controle total ao jogador, que já começa com o pulo duplo, o que torna a exploração, um elemento crucial em metroidvania, bastante agradável. A exploração é dividida em diferentes áreas, com biomas que são fundamentais para aumentar o desafio do jogo. Na área de gelo, por exemplo, qualquer descuido pode resultar em congelamento ou até mesmo morte. É um jogo que sabe punir o jogador: cair em abismos pode significar o fim da exploração, portanto, salvar o progresso em cada ponto de salvamento é crucial.

Em Mars, o combate é dividido entre tiros e ataques corpo a corpo. Alguns inimigos morrem mais rapidamente no combate físico, enquanto outros resistem mais. Cabe ao jogador identificar isso durante a jogatina e planejar a melhor forma de derrotar os inimigos. Habilidades e melhorias podem ser encontradas ao longo da jornada, aprimorando esses aspectos. O sistema de upgrade está vinculado ao acúmulo de experiência obtida no mapa ou derrotando inimigos. No entanto, além de ter os pontos necessários para “comprar” as melhorias, o jogador precisa encontrá-las no mapa, o que incentiva a exploração e a revisita de áreas já exploradas com o uso de habilidades adquiridas posteriormente. Esses elementos são o que tornam o gênero metroidvania interessante, e Mars faz isso muito bem.

Ao longo do jogo, o jogador encontra diversos tipos de tiros que também funcionam como chaves para abrir portas ou acionar botões. No que diz respeito às mecânicas, algo que incomodou foi a necessidade de mirar com o segundo analógico, semelhante ao jogo quase esquecido Shadow Complex. Inclusive, se a memória não falha, o desenvolvedor mencionou na BGS 2023 que esse jogo foi uma das inspirações nesse aspecto. É bastante trabalhoso acertar um inimigo com o analógico, devido a uma certa imprecisão no comando. Andar, atirar, esquivar e trocar de tipo de tiro durante o combate com múltiplos inimigos tornou-se algo burocrático. No entanto, a opção de mira automática, disponível nas configurações de acessibilidade, ajudou a contornar essa dificuldade.

Mars 2120 é um jogo cheio de potencial, desde seu mapa bem desenhado, com diversos biomas que impactam diretamente a exploração e o combate, até seus chefes e a trama, que são envolventes o suficiente para prender a atenção do jogador. No entanto, aqueles que desejarem chegar ao final desta aventura terão que enfrentar situações que evidenciam as dificuldades de desenvolver um jogo, como a necessidade de tempo para polir o trabalho.

MARS 2120

Não se sabe ao certo se o estúdio teve tempo para melhorar as animações. Sabe-se que houve a transição da Unreal para Unity, de acordo com o documentário divulgado (inserir link), mas o que se vê no jogo demonstra essa carência. Isso pode prejudicar a experiência, causando estranheza. Muitas das animações são desengonçadas; é possível entender o que o personagem está fazendo, mas a execução não é das melhores. Comparando com a versão testada na BGS 2023, o jogo final está bem melhor, e ele vem recebendo atualizações que estão melhorando a experiência. Contudo, os pontos que fazem dele um jogo mediano ainda estão presentes. Vale lembrar que se trata de um jogo de baixo orçamento, e seu preço reflete isso: R$59,90 em todas as plataformas. A jornada leva cerca de 6 horas, e o jogo está legendado e dublado em português brasileiro.

Desenvolver jogos nunca foi uma tarefa fácil. As dificuldades variam entre animações, design de níveis, enredo, programação, engine gráfica, marketing e, claro, polimento e otimização. Esses dois últimos tópicos são muito comentados atualmente: se um jogo apresenta quedas de desempenho ou bugs, é comum culpá-los. O que poucos sabem é que são raros os jogos que têm o luxo de serem lançados com um bom polimento.

 

Casos como Zelda: Tears of the Kingdom, onde a Nintendo reservou um ano apenas para otimizar o jogo para o Switch, ou Baldur’s Gate 3, que entrou em Early Access e conseguiu um impacto significativo, são exceções, mesmo no cenário dos jogos AAA. Comparar um jogo indie, feito com dedicação por uma equipe pequena, com esses gigantes não faz sentido, mas evidencia a diferença entre um jogo indie de baixo orçamento e os colossos da indústria. Ao considerar esses fatores, a nota atribuída ao jogo reflete uma análise justa de um título que levou cinco anos para ser desenvolvido.

Há muita expectativa para o próximo trabalho da QUBYTE. O estúdio demonstrou competência, e certamente Mars 2120 foi uma experiência que trouxe aprendizados valiosos para o futuro, permitindo que evoluam em projetos ainda melhores. O título está disponível na Steam.

Nota: 7

Texto por: Victor Cândido