Colégio Santa Marcelina lança projeto pioneiro de gamificação para estudantes do 6º ano no RJ

Já é bem corriqueiro que instituições de ensino desenvolvam projetos de gamificação em suas variadas atividades. A bola da vez é o Colégio Santa Marcelina, instituição educacional que acaba de lançar uma iniciativa pioneira para os alunos do 6º ano da Unidade do Rio de Janeiro. Trata-se do projeto “Minecraft: Geografia e criatividade”, cuja proposta está alinhada ao conteúdo “Cartografia e novos meios de representação”, com o objetivo de enriquecer o repertório dos estudantes, além de fornecer subsídios para diferentes mecanismos de representação do espaço geográfico.

Basicamente a turma recriou, a partir do jogo, a maquete da Unidade do colégio, localizado no coração da Floresta da Tijuca. O projeto teve início em 2021 e contou com a participação de 20 estudantes do ensino fundamental. Deste montante, todos participaram integralmente da proposta, atingindo os objetivos propostos na atividade.

De acordo com a Professora de Geografia responsável pelo projeto, Luana Correia, a aplicação do conceito de gamificação em sala de aula é extremamente importante para instigar, ainda mais, a curiosidade dos estudantes, além de motivá-los no desenvolvimento do raciocínio geográfico.

“É evidente que a tecnologia possui um papel fundamental na construção do conhecimento. Durante o projeto, ficou nítido como o interesse por parte da turma aumentou após a utilização do jogo, além do nível de conhecimento com relação ao conteúdo que envolve a cartografia e os novos meios de representação do espaço geográfico. Isto mostra como existe uma influência positiva das características dos jogos no desempenho dos estudantes”, explica.

Da proposta a execução

Luana relembra que os próprios estudantes solicitaram, durante as aulas, algo mais próximo ao seu cotidiano como forma de interlocução entre o conteúdo geográfico e a gamificação. Por este motivo, os próprios alunos sugeriram o Minecraft para produzirem a maquete da escola, em virtude da familiaridade da turma com o game. Desta forma, antes da construção coletiva da maquete no jogo Minecraft, os estudantes, mediados pelos princípios pedagógico-curriculares, cumpriram as etapas que envolveram: orientação da proposta de atividade e organização dos grupos, trabalho de campo e sistematização dos dados de campo e cartográficos.

Luana ressalta que, dentre as habilidades desenvolvidas pela turma durante a atividade, destacam-se aquelas propostas pela Base Nacional Comum Curricular — BNCC e a própria matriz do colégio.

“Nossa intenção era fazer com que o estudante se associasse as diferentes formas de representações cartográficas aos meios lúdicos-tecnológicos, relacionasse as habilidades da Cartografia ao cotidiano escolar e, ainda, compreendesse as diferentes representações construídas no jogo Minecraftcom base nas noções de escala, orientação e localização”, afirma.

Por conta da pandemia do covid-19, os recursos escolhidos para execução do projeto foram ferramentas que pudessem ser usadas em casa ou no colégio, uma vez que parte da turma ainda estava na modalidade remota. Diante disso, optou pelo uso do Google Earth, plataforma utilizada para visualização do terreno do colégio por meio de imagens de satélite, e o Google Maps que auxiliou os estudantes a explorarem e localizarem o entorno do prédio.

Além disso, os estudantes utilizaram a plataforma Teams, para visualizar o roteiro de trabalho e reunir as equipes. Diante da repercussão da atividade, a professora foi convidada a participar de um curso de formação continuada de Minecraft Educacional, no qual teve a oportunidade de aprender ferramentas e possibilidades do uso do jogo em outros contextos de aprendizagem.

“Nós professores aprendemos também com os estudantes. Nessa experiência, eles puderam me ajudar tirando dúvidas e oferecendo, até mesmo, dicas de como utilizar o game. Daqui para frente, quero seguir com o uso da gamificação, mas com outros conteúdos da geografia que podemos aproveitar nesse contexto, como domínios morfoclimáticos, áreas preservadas e naturais, por exemplo”, finaliza.

Conheça Masters of Cards, novo card game para dispositivos mobile e web

Os amantes de card games tem uma nova opção no mercado. Acaba de chegar para dispositivos móbile o jogo MAsters Of Cards, um título com bastante influência de Magic, porém com uma temática mais medieval de fantasia. Aqui os jogadores jogam com personagens como bruxas, vampiros e cavaleiros.MAsters Of Cards é uma ótima solução para quem não tem mais tempo de reunir os amigos para uma partida de cards game tradicional.

Um dos pontos positivos do game é sua curva de aprendizado simplificada. Para começar a jogar basta escolher seu guerreiro, montar seu deck de cartas e partir para a batalha. O jogador pode escolher entre três personagens jogáveis e cada um com suas características, Horum tem os ataques mais fortes, Elmur um melhor equilíbrio entre as cartas e a Takaira mais magias.

De acordo com os desenvolvedores, um diferencial é que ao contrário de outros Card Games que se baseia no confronto da carta mais forte, em MAsters Of Cards o que vale é sua inteligência e percepção. As batalhas podem proporcionar diferentes maneiras de ataque, defesas ou magias, assim cada duelo pode se tornar uma grande batalha de estratégia. Cartas podem ser combinadas, combos podem ser criados, etapas bloqueadas, algumas cartas podem interagir até com as cartas do combo adversário! A cada level-up do jogador, é possível evoluir os poderes e ter acesso a novos personagens, cartas e evoluções.

Para os jogadores iniciantes é possível conseguir ataques fortes no Bazar sem pagar nada e melhorar o Deck do guerreiro!

 

História do jogo

A história do game acontece em um mundo com demônios, bruxas, monstros, caçadores e religiosos. É uma trama medieval que mostra luta de guerreiros do Céu, Terra e Inferno, cada personagem tem sua história detalhada que pode ser lida no site do jogo, não tem um personagem principal e sim grandes guerreiros e vilões! Esta é a batalha para impedir o domínio dos demônios na terra e em outros mundos!

 

Como jogar MAsters of Cards

A princípio o computador escolhe suas 30 cartas iniciais automaticamente, porém o Deck inicial é fraco, portanto é necessário melhorá-lo para encarar jogadores mais experientes. Para mudar o deck é preciso ir no menu Seus Guerreiros, escolha o guerreiro na lista e clique na opção Mudar Deck. O bazar tem cartas gratuitas importantes, não paga nada e é bem fácil conseguir elas pra fortalecer seu Deck.

 

Pontos fortes do jogo:

        • O game é gratuito;
        • Não precisar de download ou instalação;
        • Roda tanto em Pc e na maioria dos Tablets e SmartPhones
        • As muitas possibilidades de combinação e interações das cartas;
        • É possível mudar o Deck dos personagens conforme as estratégias;
        • Os players podem conseguir novas cartas ou evoluir as cartas; conforme for jogando;

 

Pontos Negativos:

        • Por estar em fase de divulgação ainda tem poucos jogadores, tem dois bots para a galera ir brincando;
        • É um jogo Indie sem uma equipe no qual implica em:
        • Demora nas novidades e melhorias
        • A arte das cartas podem ficar um pouco a desejar
        • Não tem animações ou efeitos de cartas
        • Apesar de rodar por navegador de internet, ainda não foi adaptado para rodar em aparelhos mobile da com MacOS, apenas Android

 

MAsters of Cards foi desenvolvido com tecnologia HTML5, de modo que pode ser rodado diretamente em um tablet ou smartphone, sem a necessidade de downloads, instalação ou espaço em disco! Para baixar o jogo, clique aqui.

 

Abaixo você confere o trailer de MAsters of Cards:

 

Jogos antigos devem migrar para o caminho dos jogos online e tornar as crianças mais criativas, segundo pesquisadora

Unir o novo com o antigo, é essa a perspectiva que um grupo de pesquisadores vislumbram para o mercado de jogos eletrônicos para o futuro. Para a pesquisadora Sonia Livinstone, da London School of Economics, as Brincadeiras antigas são a nova inspiração para a criação de jogos online. Isso se justificaria, segundo a pesquisadora, devido a uma tendência ao esgotamento da criatividade e redução dos benefícios do entretenimento digital que será revertida apenas se os criadores de jogos, as empresas e as famílias buscarem inspiração no mundo real, analógico, para desenvolver e usar novos jogos online.

Livingstone coordenou uma pesquisa e divulgou uma lista de 12 características que devem ser fortalecidas nos jogos eletrônicos do futuro. Em seu relatório “Playful by Design” (algo como “divertido seguindo princípios ou propósitos”), Livingstone apresenta ainda os resultados de pesquisas feitas com as próprias crianças e adolescentes sobre o que elas mais apreciam e o que mais incomoda no uso cada vez mais intenso de jogos online.

A pesquisadora inglesa é o destaque no lançamento da plataforma “Jogos Online, Infância e Adolescência” (JOIA), uma iniciativa da rede “Games for Change América Latina”. O relatório “Playful by Design” será lançado com uma “live” no dia 19 de abril e terá versões em português e espanhol.

“Queremos fortalecer a comunidade dos profissionais que atendem aos mercados de jogos eletrônicos para crianças e adolescentes, sejam educadores, assistentes sociais, game designers, gestores do terceiro setor e de políticas públicas. A plataforma JOIA também terá uma área especial para familiares preocupados com o uso excessivo, a violação de privacidade e o consumismo promovido por publicidade interna aos jogos”, informa Gilson Schwartz, presidente da “Games for Change América Latina” e professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Além de Sonia Livingstone, a plataforma realizará mais vinte sessões ao vivo com uma hora de duração até o começo de agosto de 2022. A partir de então as escolas e outras organizações voltadas aos direitos e oportunidades para crianças e adolescentes serão convidados a criar jogos por meio de oficinas e softwares. Os melhores projetos serão premiados no X Festival Games for Change América Latina, no final de novembro.

Mais informações estão disponíveis no link da rede G4C Latam, assim como inscrições e pedidos de gratuidade.