Mercado de games para mobile crescem durante a pandemia

Durante a pandemia os hábitos das pessoas tiveram seus hábitos de lazer modificados. E quem se deu bem com isso foram os produtores de jogos digitais. Pelo menos é isso que uma pesquisa realizada recentemente pela Justmob & Unity mostra. A pesquisa revela que os jogos mobile impulsionaram o setor neste período tão conturbado.

Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados jogam 5 vezes ou mais por dia em seus aparelhos celulares. O dado revela que os aparelhos celulares são a principal forma de acesso a jogos durante a pandemia e que os jogadores têm passado mais tempo na telinha.

Outra pesquisa que mostra o crescimento do consumo de games, principalmente no mobile, foi realizada pela operadora de telefonia norte-americana Verizon, que destaca o aumento de 75% no uso de internet para jogos eletrônicos.

Podemos notar que o avanços das tecnologias para smartphones fez com que eles se tornassem o novo console dos games. Para comentar mais sobre esse momento de crescimento do mercado de games, Gabriel Duarte, diretor de novos negócios da Fina l Level, maior plataforma de entretenimento gamer do Brasil fez um vídeo destacando o potencial dos jogos digitais em plataformas móbile.

VACC – jogo produzido na USP conscientiza sobre a campanha de vacinação contra o coronavírus

A crise do coronavírus uniu grande parte da população em um objetivo único: imunizar a população frente a esse novo desafio. Quem está unido nesse desafio é a comunidade gamer! Pelo menos é isso que mostra o grupo de estudos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, que acaba de desenvolver o game VACC que te coloca no controle da vacinação, que se torna mais difícil à medida que o isolamento social é rompido. O desafio é alcançar as pessoas antes que elas se aproximem de elementos como fakenews e aglomeração, tornando-as alvos suscetíveis para os vírus que estão à solta pelo jogo.

VACC acaba de ser lançado e já está disponível neste link. O jogo foi idealizado por Helder Nakaya e outros membros da Campanha Todos Pelas Vacinas, e tem o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas do CNPq, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Vacinas da USP e da Universidade Federal do Paraná.

Para ajudar a Maria Gotinha a vacinar a população em VACC, o jogador deve utilizar as setas do teclado para se mover e o botão direito do mouse para aplicar a vacina. Uma versão beta do jogo para mobile foi submetida ao Google Play e está sob análise da loja de aplicativos.

“Eu sempre achei que um modo de ensinar de forma divertida poderia ser através de jogos. Porque a informação de qualidade já existe na internet, o problema é fazer as pessoas acessarem e se interessarem por isso. Neste momento, algumas escolas estão abrindo para aulas presenciais, então se a gente conseguir alcançar jovens e crianças será importante. O jogo e todo o resto é para pedir à população que fique do lado da vacina; a importância da máscara e do isolamento social (mesmo com as vacinas por aí); a imunidade de rebanho; as variantes virais que surgem em epidemias e como elas podem escapar da proteção da vacina; e até o perigo em se acreditar em fake news. Tudo isso o jogador irá aprender sem nem perceber”, explica Nakaya.

Helder Nakaya, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Idealizador do jogo VACC e coordenador do Laboratório de Bioinformática e Biologia de Sistemas Computacional. Quando o coronavírus encosta em uma pessoa sem a vacina, ela desaparece e em seu lugar surgem dois novos vírus. Cada cor de vírus representa uma variante viral diferente. O mais perigoso deles é o verde, que, embora se mova lentamente, tem 50% de chance de infectar até mesmo aqueles que já foram vacinados, mas não mantiveram o uso de máscaras e o isolamento.

Até aqui, você pode pensar que a missão de vacinar a todos com tantos obstáculos terminará em game over. Mas VACC conta com duas ajudas excepcionais: a ciência, representada pelo tradicional frasco de Erlenmeyer – aquele, de vidro, com formato de balão e boca estreita – e os insumos das vacinas – representados pelas seringas.  Ao encontrar estes itens, sua capacidade de vacinação é ampliada, já que será necessário vacinar duas vezes cada pessoa.

Após receber a primeira dose da vacina, a pessoa fica com um escudo de cor clara ao redor do corpo por um tempo. Ao se aproximar de uma ameaça, o escudo rebate o vírus, mas não o destrói. Com a segunda dose, o escudo se torna mais forte e permanente, sendo também capaz de eliminar o vírus.

O jogo dá conta ainda daquelas pessoas que não podem ser vacinadas: seja por doenças preexistentes, seja por idade. Quanto mais pessoas próximas estiverem vacinadas, mais a imunidade coletiva se torna possível. Ela é uma estratégia do jogo para passar de fase e adquirir novas conquistas, ainda que nem todos estejam imunizados na fase anterior.  Para mais informações do VACC, acesse o site especial.

Abaixo tem um trailer de VACC:

Projeto brasileiro de pesquisa é selecionado para a bolsa Game In Lab 2020

Que o Brasil é berço de algumas das mentes mais criativas e dedicadas do mundo, já sabemos. Uma constatação disso é o projeto Game In Lab, criado pelo Grupo Asmodee, que atua no Brasil através da Galápagos Jogos. O projeto foi criado em abril e dava a oportunidade para que pesquisadores de todas as áreas do conhecimento desenvolvessem pesquisas relacionadas a jogos analógicos, sendo que as bolsas podiam chegar a até R$ 95 mil. Pois bem, uma das vencedoras.

Vale destacar que a edição do edital contou com a participação de diversas nacionalidades, mas o Brasil se destacou – foi o país com o maior número de projetos inscritos. O projeto brasileiro vencedor em 2020 foi liderado pela pesquisadora Ariela Holanda, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), que apresentou o estudo sobre “O uso de jogos de tabuleiro para desenvolver e manter laços sociais” (L’usage des jeux de Société pour développer et maintenir les liens sociaux).

De acordo com a pesquisadora, o projeto visa identificar a relação entre o uso de jogos de tabuleiro e habilidades sociais dos jogadores, tais como iniciar conversas, nível, manutenção de conversa, empatia e vida profissional. A ideia, aliás, não veio por acaso, Ariela é professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) e participa de um grupo de pesquisa voltado a essa questão.

Ariela Holanda

“Acredito que iniciativas como o Game in Lab são um grande incentivo à pesquisa e a divulgação dos jogos de tabuleiro. […] Além disso, apoiar projetos como o nosso pode proporcionar à sociedade uma alternativa de entretenimento capaz de contribuir para um convívio social cada vez mais saudável e harmônico”, diz a pesquisadora Ariela Holanda. “Muitas pessoas não conhecem a variedade de mecânicas disponíveis nos jogos modernos de tabuleiro. Acreditamos que com esse projeto as pessoas poderão conhecê-las e usufruir de todas as oportunidades de interação que elas ajudam a produzir”, conclui.

Abaixo você confere o vídeo da Ariela Holanda falando sobre seu projeto:

 

Sobre o Game in Lab

O Game in Lab foi criado pelo Grupo Asmodee em 2018, numa parceria com o Innovation Factory, um cluster francês focado em inovação. O objetivo da iniciativa é explorar os efeitos sociais e cognitivos dos jogos de tabuleiro para o ser humano. O programa está estruturado em três objetivos principais: (a) apoio financeiro a projetos de pesquisa sobre jogos de mesa; (b) criação e desenvolvimento de uma comunidade diversa, com pesquisadores e jogadores pelo mundo; e (c) compartilhamento de conhecimento científico com um público mais amplo.

Os interessados em se inscreverem na chamada de 2021 do Game in Lab devem ficar atentos às redes sociais da Galápagos (InstagramFacebook e LinkedIn) a partir da semana que vem, quando será divulgada a abertura do edital.