Editorial – XMG e o racismo que devemos enfrentar todos os dias

Parecia apenas mais uma segunda-feira (25/05) comum na vida de George Floyd, 47 anos, um estadunidense que fora demitido por causa das consequências da Covid-19. Como era pai de cinco filhos, a vida corria de modo mais difícil. O que ninguém poderia imaginar é que George encontraria seu fim naquela tarde após ser acusado de falsificar dinheiro.

A polícia rapidamente o conteve, mas ao invés de apenas conduzi-lo até a delegacia, os dois policiais o seguraram, enquanto um terceiro ajoelhava-se contra o pescoço do homem, impedindo-o de respirar por quase nove minutos. A morte de Floyd foi filmada e levada para a internet, onde a imagem do homem implorando para deixarem-no respirar levou muitos à indignação. Não foi um acidente, foi um homicídio.

O movimento Black Lives Matter começou longos protestos em Minnesota, que rapidamente escalaram em uma onda de indignação e violência que lembrava muito os distúrbios causados após as mortes de Eric Garner ou de Trayvon Martin, que ainda estavam frescos na mente dos americanos. Enquanto os protestos ganhavam mais força e se espalhavam por outros estados, a SpaceX lançava dois homens ao espaço. Dois eventos que não tinham relação alguma, até que o jovem brasileiro Henrique Martins tuitou no sábado (30) uma comparação infeliz. Na colagem haviam duas cenas: o protesto em Minnesota e os dois astronautas alçados ao espaço sob a legenda “O que negros estão fazendo hoje” e “O que brancos estão fazendo hoje”.

Martins era membro do Xbox Mil Grau, canal dedicado a jogos de Xbox. Obviamente o público enxergou o racismo e uma nova forma de protesto começou, desta vez no ambiente virtual. Os membros do canal já se apressaram a debochar das reclamações, diziam que quem reclamava era vitimista, que eles estavam apenas brincando, etc. Não demorou para que internautas antenados se lembrassem de outras “piadas” feitas por integrantes do canal. Falas lamentáveis que exaltam até mesmo a figura obscura de Adolf Hitler, outras com racismo explícito, homofobia e até violência contra mulheres.

Foi somente após Ricardo Regis, fundador e ex-integrante do Nautilus, iniciar a campanha #TwitchApoiaRacista, que a rede social acabou por banir o canal e seus respectivos membros. A vídeo é revoltante e serve para mostrar que o tuite de Martins não era apenas um caso isolado, mas apenas o cotidiano de pessoas acostumadas a despejar ódio e ressentimento nas redes sociais.

A ação da TwitchTV foi seguida quase que imediatamente pelo Youtube, que suspendeu o programa de parcerias e excluiu todos os vídeos do canal. Infelizmente não antes que esses indivíduos realizassem lives pedindo dinheiro a seus apoiadores para os processos que certamente chegarão. Algumas pessoas, coniventes com racistas, chegaram a doar dinheiro, premiando a criminalidade e a discriminação.

A Microsoft tomou ciência do escândalo e, com toda a razão, exigiu que esses indivíduos não utilizem mais a marca Xbox. Pouco antes que o Twitter penalizasse os membros da XMG, foi publicado um comunicado falando que não apoiam o preconceito e que são a favor da igualdade e da liberdade de expressão.

É inacreditável que pessoas adultas e que vêem cotidianamente o que o racismo pode fazer tentem se apoiar na ideia de que praticar racismo seja liberdade de expressão. É inaceitável que pessoas acreditem que podem fazer piada com a dor alheia, que sempre está interligada com questões tão sensíveis quanto a cor da pele ou orientação sexual. O GameReporter não podia deixar de se posicionar neste caso.

Parabenizamos as redes sociais que relegaram os membros da XMG ao ostracismo, bem como parabenizamos a comunidade gamer que foi capaz de se mobilizar na luta contra a intolerância e a ignorância. Parabenizamos também a Microsoft por tomar as ações necessárias para garantir que pessoas preconceituosas não utilizem de suas marcas de sucesso para perpetuar ações execráveis.

Esperamos que a morte de George Floyd e o cancelamento da XMG sirvam para que as pessoas reflitam suas ações cotidianamente. O preconceito deve ser combatido todos os dias. Não é admissível que os racistas continuem sua escalada e quando forem denunciados continuem usando a desculpa de que “era apenas uma brincadeira”, ou que “não sabiam”. O GameReporter jamais irá compactuar com pessoas que perpetuam preconceito disfarçado de piada ou de meras opiniões. Somos a favor de um país plural, onde as relações entre as pessoas sejam norteadas pelo respeito mútuo e o bom convívio.

Abaixo você confere a nota publicada pelo XMG antes de ser banido do Twitter. Note que em momento algum houve pedido de desculpas à comunidade, deixando claro que os integrantes não se arrependeram de suas ações.

Prévia – ROCK OF AGES 3: MAKE & BUILDER

Rock of Ages é uma franquia iniciada em 2012, onde em 2017 ganhou o seu segundo jogo e agora vem para o seu terceiro, a formula é muito simples de jogar, mas difícil de lidar. O objetivo do jogador é controlar uma rocha que sai rolando pelo cenário, o jogador deve passar por difíceis obstáculos e lidar com uma física bastante punitiva.

Além disso, existe o modo Tower Defense onde o jogador deve colocar os seus próprios obstáculos no trajeto a fim de evitar que o adversário destrua a sua base. Fora isso, temos um modo de corrida, contra a rocha adversária e o modo Humpty Dumpty cujo seu objetivo é controlar um ovo (já assistiu Gatos de Botas? Então é aquele ovo) até a linha de chegada, a tarefa parece fácil, mas não é, graças aos obstáculos absurdos e física que exige que o jogador manipule o ovo com bastante cuidado.

Mas o grande diferencial de Rock of Ages 3 é a possibilidade de criar o seu próprio cenário, o modo Make promete ser muito atraente, pois é ali que o jogo promete se prolongar. Criar e usar os cenários da comunidade promete ser extremamente divertido, pois assim como jogos como Mario Maker, Rock of Ages 3 traz uma ferramenta bastante vasta para esta funcionalidade. A interface é bem intuitiva e permite modificar os cenários de diversas formas, como elevar o terreno, acrescentar obstáculos, inclinar a pasta entre outras coisas.

Jogamos a beta que possui um polimento bastante aceitável, o jogo em configurações médias rodou de forma bem fluida, apresentando pouquíssimos bugs, porém eles existem e é bem capaz de serem corrigidos até a sua versão final.

Foi possível verificar um pouco da campanha principal através desta beta, nela podemos ver que o foco é o humor, onde a história é praticamente revisitada com muito humor e animações de qualidade.

Um dos pontos ruins é a falta de clareza quanto as ferramentas do modo Tower Defense, não deixa muito claro o que cada coisa faz, fazendo com que a forma mais ideal de se aprender seja jogando os cenários e observando o que cada objeto faz na pratica, não é algo tão absurdo, mas na minha experiencia precisei perder algumas vezes para pegar o jeito e ter a noção dos objetos.

E a versão testada está em inglês, espero que até a finalização tenhamos o nosso idioma como opção de linguagem.

Rock of Ages 3 pode ser a versão definitiva desta franquia, tem tudo para ser algo muito agradável e que fará os jogadores passarem horas criando os seus próprios cenários para desafiar os mais habilidosos de seus jogadores.

 

Texto: Victor Cândido

23º Cultura Inglesa Festival conta com atividades voltadas ao universo gamer

A 23ª edição do Cultura Inglesa Festival está prestes a começar e nesta edição os fãs de videogames estarão mais do que representados. O encontro ocorre entre os dias 24 de maio e 16 de junho no Centro Cultural São Paulo e contará com a exposição “I, Game: Interpretar, Investigar, Imaginar”, que convida os visitantes a se divertir a partir de experiências lúdicas e interativas nas quais será possível conhecer a história, a riqueza e a inteligência existentes por trás do desenvolvimento dos videogames e sua influência na cultura pop.

A exposição tem curadoria dos premiados jornalistas de games Flávia Gasi e Pablo Miyazawa, que poderão ser encontrados no evento e interagir com o público. Além da exposição, o evento ainda conta com a mostra de cinema “Heróis Britânicos”, experimentação de jogos Xbox One e Playstion 4, workshops de “Game Design: A Prática de Fazer Jogos” e “Criação de Personagens Femininas”, e o debate “Panorama e Perspectivas do Mercado de Games”.

Confira abaixo a programação voltada aos games do 23ª Festival da Cultura Inglesa:

 

I, Game: Interpretar, Investigar, Imaginar

Com curadoria de Flávia Gasi e Pablo Miyazawa, a exposição vem com a proposta de demonstrar como o atual momento dos videogames foi alcançado, como é criado esse mundo imaginário e a interação do indivíduo com esse universo. A exposição é dividida em três partes, inspiradas nas três relações que o indivíduo estabelece diante de cada jogo: Investigar, Interpretar e Imaginar.

“Mais do que contar a história dos games, queremos falar também sobre o impacto do simples ato de jogar. Como o jogo nos causa efeitos e reações que não são percebidos, o que significa para o seu corpo e sua mente?”, revela Flávia. “

No núcleo Investigar são abordadas as várias dimensões que compõem os jogos: as diferentes plataformas e tipologias usadas nos jogos, uma linha do tempo com as interfaces e suas inovações, assim como a evolução gráfica e estética que influenciam a cultura pop e do entretenimento.

O espaço conta com três instalações interativas relacionadas com o Investigar, Imaginar e Interpretar. Basicamente os jogadores devem experimentar jogos que tenham relação com a palavra, tal como no espaço Investigar, em que o visitante será convidado a resolver a cena de um crime.

 

Mostra Heróis Britânicos

A mostra “Heróis Britânicos”, realizada em parceria com a Spcine, terá exibição de filmes clássicos com personagens britânicos que conectam o mundo dos games com o das telonas, em uma oportunidade única de conhecer ou rever estes filmes em uma sala de cinema. São 9 filmes com exibições entre 24 e 26 de maio no Centro Cultural São Paulo.

Na sexta-feira, o “Excalibur Day”, com três obras que trazem as clássicas lendas do Rei Arthur: Lancelot, o primeiro cavaleiro (1995), Rei Arthur (2004) e Rei Arthur – A lenda da espada (2017). No sábado, o “Lara Croft Day” apresenta três versões distintas de Lara Croft, a heroína britânica dos games: Lara Croft: Tomb Raider (2001), Lara Croft: Tomb Raider – A origem da vida” (2003) e Tomb Raider: A origem (2018). E no domingo, o Festival apresenta o “Detective Day”, com três filmes clássicos britânicos de detetive: O enigma da pirâmide (1985), Sherlock Holmes (2009) e Os 7 suspeitos (1985). A retirada gratuita de ingressos acontece a partir de meia hora antes da primeira sessão de cada dia – um ingresso por pessoa.

 

Experimentação de games

No final de semana dos dias 1 e 2 de junho e 8 e 9 de junho, no Piso Flávio de Carvalho, os visitantes poderão experimentar games icônicos. No local, a cada fim de semana quatro displays vão oferecer, gratuitamente, a possibilidade de conhecer diferentes jogos que marcaram a história dos videogames, dos consoles Xbox e Playstation. Os jogos estarão disponíveis das 10h às 18h, gratuitamente e por ordem de chegada. A classificação é livre.

Nos dias 01 e 02 de junho o Xbox One ocupa o espaço com o clássico Banjo-Kazooie, do estúdio britânico Rare, e que completou 20 anos em 2018. Premiado e sucesso de crítica e público, com mais de 2 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, o jogo é reconhecido por seus detalhes gráficos, som e intricado design de níveis. O visitante também poderá dirigir pelas estradas britânicas em Forza Horizon 4, jogo de corrida que tem a Grã-Bretanha como cenário. Também será possível encarar a dificílima Premier League, o campeonato britânico de futebol, no Pro-Evolution Soccer 2019.

 

Debate e workshops

No dia 15 de junho acontece o workshop de “Game Design: A Prática de Fazer Jogos”, das 14h às 16h, ministrada por André Asai, e que propõe uma vivência prática no fazer de jogos analógicos. Com foco no game design, os alunos vão aprender os elementos que compõem um jogo, como regras, mecânicas, temas e tipos de desafios, e como eles formam os diferentes formatos de jogos, como board games, escape rooms, RPGs e videogames.

Ainda no sábado, dia 15, às 17h30, será realizado o debate “Panorama e Perspectivas do Mercado de Games”, com participação de Giulia Yamasaki, Thiago Adamo, Felipe Trezza, Fernando Chamis, Barbara Gutierrez. O curador Pablo Miyazawa será o mediador do debate, que vai trazer desenvolvedores de diferentes áreas da criação de games, além de representantes da indústria e da mídia especializada para discutir o panorama atual do mercado de jogos eletrônicos, o que interessa e engaja o público, e quais as perspectivas promissoras para desenvolvedores e para jovens interessados em seguir carreira na estimulante indústria dos games.

Já no dia 16 de junho acontece o workshop de “Criação de Personagens Femininas”, das 14h às 18h, ministrada por Flávia Gasi e Giulia Yamasaki, em que o público poderá debater sobre o que significa diversidade e como incorporar isso em suas personagens. Dividido em dois momentos, o workshop pretende expor as nuances da Jornada da Heroína e como ela pode ser aplicada para personagem diversas. Na segunda etapa, prática, serão formadas duplas com foco em ouvir e conhecer o outro, e elaborar um personagem a partir dessa troca.

“Estamos muito contentes em receber o público do Cultura Inglesa Festival, que tem já muita afinidade com o CCSP. Achamos importante também reforçar a questão da participação feminina no universo gamer, que de fora pode ser percebido como um ambiente mais masculino. Empoderar garotas e incentivar a participação de mulheres em todos os lugares da cultura é uma das nossas missões por aqui, então faz todo o sentido que a gente incentive essa parte da programação também, comenta Erika Palomino, nova diretora do Centro Cultural São Paulo.

 

Serviço – 23º Cultura Inglesa Festival: de 24 de maio a 16 de junho de 2019

Entrada Gratuita

 

EXPOSIÇÃO INTERATIVA “I, GAME: INTERPRETAR, INVESTIGAR, IMAGINAR”

Data: 24 de maio a 16 de junho

Horário: De terça a sexta das 10h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados das 10h às 18h

Local: Piso Flávio de Carvalho – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Classificação: Livre

Idioma: Português e Inglês

Estacionamento: Não

Acessibilidade para cadeirantes: Sim

 

MOSTRA HERÓIS BRITÂNICOS

Data: 24 a 26 de maio

Local: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Capacidade do local: 99 pessoas por sala

Acessibilidade para cadeirantes: Sim

Entrada gratuita: Retirada de ingressos a partir de meia hora antes do início da primeira sessão do dia (sujeito a lotação)

Sala Lima Barreto: Horários às 14h30, 17h e 19h30

Sala Paulo Emílio: Horários às 15h, 17h30 e 20h

 

Excalibur Day – 24 de maio (sexta)

Filme #01: Lancelot, o primeiro cavaleiro (1995)

Exibições: 14h30 na Sala Lima Barreto e às 15h na Sala Paulo Emílio

 

Filme #02: Rei Arthur (2004)

Exibições: 17h na Sala Lima Barreto e às 17h30 na Sala Paulo Emílio

 

Filme #03: Rei Arthur – A lenda da espada (2017)

Exibições: 19h30 na Sala Lima Barreto e às 20h na Sala Paulo Emílio

 

Lara Croft Day – 25 de maio (sábado)

Filme #01: Lara Croft: Tomb Raider (2001)

Exibições: 14h30 na Sala Lima Barreto e às 15h na Sala Paulo Emílio

 

Filme #02: Lara Croft: Tomb Raider – A origem da vida (2003)

Exibições: 17h na Sala Lima Barreto e às 17h30 na Sala Paulo Emílio

 

Filme #03: Tomb Raider: A origem (2018)

Exibições: 19h30 Sala Lima Barreto e às 20h na Sala Paulo Emílio

 

Detective Day – 26 de maio (domingo)

Filme #01: O enigma da pirâmide (1985)

Exibições: 14h30 na Sala Lima Barreto e às 15h na Sala Paulo Emílio

 

Filme #02: Sherlock Holmes (2009)

Exibições: 17h na Sala Lima Barreto e às 17h30 na Sala Paulo Emílio

 

Filme #03: Os 7 suspeitos (1985)

Exibições: 19h30 na Sala Lima Barreto e às 20h na Sala Paulo Emílio

EXPERIMENTAÇÃO DE JOGOS

Xbox

Data: Sábado e domingo, 01 e 02 de junho

Local: Piso Flávio de Carvalho – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Horário: das 10 às 18h

Classificação Livre

Participação gratuita, por ordem de chegada – sujeito a lotação

Jogos:

– Banjo-Kazooie

– Pro-Evolution Soccer 2019 (Campeonato Inglês)

– Forza Horizon 4

Playstation
Data: Sábado e domingo, 08 e 09 de junho

Local: Piso Flávio de Carvalho – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Horário: das 10 às 18h

Classificação Livre

Participação gratuita, por ordem de chegada – sujeito a lotação

Jogo: FIFA 2019 com times do campeonato britânico

 

WORKSHOPS

Game Design: A Prática De Fazer Jogos

Data: Sábado, 15 de junho

Local: Sala de Debates – Piso Caio Graco – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Horário: das 14h às 16h

Capacidade: 60 lugares

Ministrante: André Asai

Ingressos serão distribuídos a partir de 1 hora antes do início da atividade, no próprio local.

 

Criação De Personagens Femininas

Data: Domingo, 16 de junho

Horário: das 14h às 18h

Local: Sala de Debates – Piso Caio Graco – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Capacidade: 60 lugares

Ministrantes: Flávia Gasi + Giulia Yamasaki

Ingressos serão distribuídos a partir de 1 hora antes do início da atividade, no próprio local.

DEBATE – Panorama E Perspectivas Do Mercado De Games

Sábado, 15 de junho

Horário: das 17h30 às 19h15

Local: Sala Paulo Emilio – Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

Capacidade: 99 lugares

Mediador: Pablo Miyazawa

Participantes: Giulia Yamasaki, Thiago Adamo, Felipe Trezza, Fernando Chamis, Barbara Gutierrez

Ingressos serão distribuídos a partir de 1 hora antes do início da atividade, na bilheteria da Spcine

Mais informações no site do evento.