Kill the Shadow ganha data de lançamento e chega ao Steam em 5 de agosto

A desenvolvedora Shadowlight e a publicadora Phoenix Games anunciaram que Kill the Shadow será lançado para PC, via Steam, no dia 5 de agosto de 2026. O RPG de investigação aposta em uma narrativa focada em escolhas, elementos de progressão de personagem e um sistema que permite reconstruir os momentos finais das vítimas para solucionar crimes.

A história acompanha Lucas, um ex-detetive que convive com uma entidade sobrenatural conhecida como Shadow. Em vez de alterar acontecimentos do passado, o poder da criatura permite reviver os últimos instantes das pessoas mortas, revelando como cada crime realmente aconteceu e ajudando na coleta de pistas para desvendar uma conspiração que assombra Dark Tide City há mais de uma década.

Kill the Shadow
Kill the Shadow

A investigação começa com a misteriosa morte de Teddy, o cão do Capitão Theo, um caso aparentemente inexplicável que leva Lucas a descobrir uma sequência de crimes conectados. Ao longo da campanha, os jogadores visitarão diferentes regiões da cidade, desvendando desaparecimentos, conflitos antigos e segredos escondidos em locais como fábricas abandonadas, áreas portuárias e distritos religiosos.

Além das investigações, Kill the Shadow oferece liberdade para desenvolver o protagonista conforme o estilo de jogo desejado. Será possível investir em habilidades de dedução, persuasão, carisma ou força bruta para resolver situações, enquanto as decisões tomadas ao longo da história influenciam diretamente os acontecimentos e conduzem a diferentes finais.

Kill the Shadow
Kill the Shadow

Visualmente, o título combina cenários tridimensionais detalhados com personagens em pixel art animados, criando uma identidade inspirada no estilo cyber-noir ambientado em uma metrópole fictícia de influência chinesa.

Antes do lançamento, os jogadores já podem experimentar uma demonstração gratuita disponível no Steam e adicionar o game à lista de desejos da plataforma.

Abaixo tem o trailer de Kill the Shadow:

Review: Infinitevania, o metroidvania brasileiro que merece sua atenção

Se você, como jogador, pudesse homenagear um gênero e um jogo e, nessa homenagem em formato de videogame, colocasse um humor afiado, uma excelente trilha sonora, inimigos irritantes na medida certa para tornar a experiência desafiadora e batalhas contra chefes de tirar o fôlego, certamente usaria Symphony of the Night e Hollow Knight como base, certo? Se a resposta for sim, eis aqui essa homenagem.

Infinitevania é um jogo de busca e ação, ou search action. Para os mais chegados, um metroidvania. Trata-se do primeiro jogo da JHT Games, um estúdio pequeno que realizou um trabalho gigantesco. O desenvolvimento durou cinco anos. O projeto nasceu durante uma game jam e agora está disponível na Steam.

A trama é simples. Você controla um rapaz chamado Garoto. Certo dia, o jovem recebe uma ligação informando que sua mãe, que estava em coma, finalmente acordou. Ele sai apressado para ir ao hospital. Porém, ao abrir a porta de casa, encontra inexplicavelmente um portal que o leva para Infinitevania. Ao chegar lá, conhece um ancião que, no melhor estilo Mestre dos Magos, passa a orientá-lo em sua jornada para encontrar a saída daquele lugar misterioso.

A história é previsível, mas conquista pelo carisma dos personagens, pelos diálogos engraçados, pelas referências a diversas obras e por entregar conclusões satisfatórias. Para compreender melhor o mundo do jogo, é possível encontrar diários espalhados pelo mapa. O melhor de tudo é que coletar todos rende uma grata surpresa. Pode acreditar: vale muito a pena.

Além de expandirem a narrativa, os diários trazem mais detalhes sobre o mundo, os personagens e as criaturas. Os textos são muito bem escritos e enriquecem bastante o universo do jogo.

Exploração e combate na medida certa, mas exagera nas recompensas

O jogo é dividido em áreas, e Infinitevania funciona como um lobby que dá acesso a todas elas, além de concentrar a loja e o ponto de salvamento. Esses cenários variam entre uma floresta, uma espécie de vulcão chamado Ignarok e o Castelo de Etrom, que é facilmente a melhor área do jogo.

Totalmente inspirada no castelo do Drácula, essa região arranca sorrisos a cada referência e ainda reserva um segredo no final que fará o jogador sorrir e passar muita raiva na mesma medida. Trata-se de um caminho extremamente ardiloso, provavelmente o maior desafio do jogo. Fiquem tranquilos: ele é opcional. Porém, será obrigatório para quem pretende platinar.

Nessas áreas existem diversos desafios que vão desde inimigos e sequências de plataforma até enigmas. Inclusive, um deles tem sua solução na própria página da Steam. Quem é experiente em metroidvanias sabe que o básico precisa funcionar muito bem para que a experiência seja satisfatória. A boa notícia é que tudo aqui é muito bem executado.

As áreas apresentam um excelente design de fases, justificando a exploração e recompensando o jogador com recursos que, na maior parte do tempo, são úteis. O problema é que, conforme a aventura avança, a quantidade de recompensas se torna exagerada. Frequentemente, você encontra artefatos, pedaços de coração para aumentar a vida ou espíritos que concedem habilidades valiosas. Além disso, há a moeda do jogo, obtida ao derrotar inimigos, destruir objetos ou coletar cristais.

O excesso desse recurso faz com que o jogador acumule rapidamente dinheiro suficiente para comprar praticamente tudo, tornando a aventura muito mais fácil do que deveria. Uma possível solução seria adotar um sistema em que o jogador perdesse toda a moeda ao morrer, nos moldes de Hollow Knight, ou simplesmente reduzir a quantidade de dinheiro distribuída ao longo da campanha.

O combate é claramente inspirado em Hollow Knight. Digo isso principalmente pelo sistema de cura, mas a movimentação e os combos remetem ao clássico da Konami. O protagonista carrega um artefato que permite recuperar a vida e que pode ser aprimorado tanto por meio da exploração quanto por compras na loja. Além disso, o jogo oferece habilidades clássicas do gênero, como pulo duplo e dash.

Mas não para por aí. Existe também um sistema de espíritos. São almas que o protagonista encontra durante a aventura e que concedem novas habilidades ou aprimoram atributos. Esses espíritos podem ser equipados e possuem diferentes níveis de qualidade, exigindo que o jogador aumente sua capacidade de artefatos para utilizar os mais poderosos.

Um jogo feito com muito carinho

A pequena equipe responsável pelo projeto sabe exatamente onde encaixar cada referência, cada linha de diálogo e cada música. São esses detalhes que fazem de Infinitevania um jogo para guardar com carinho.

Embora o elenco seja pequeno, todos os personagens cumprem muito bem seu papel. Seja o protagonista, um pouco marrento, o ancião, a bibliotecária, que possui um excelente design inspirado no anime Dandadan, ou Etrom, todos foram escritos para proporcionar bons momentos ao jogador.

A trilha sonora merece um destaque especial. O trabalho de Tatyana Jacques é simplesmente excelente. O jogador percebe facilmente as inspirações utilizadas na composição, mas tudo é tão bem encaixado que o resultado são melodias marcantes, capazes de dar ainda mais personalidade à aventura. É um conjunto que combina perfeitamente com a proposta do jogo.

As batalhas contra chefes também estão entre os grandes acertos. São confrontos divertidos, empolgantes e que exigem bons reflexos. O jogador precisa observar atentamente os padrões de ataque para encontrar as brechas certas e sair vitorioso.

Também não posso deixar de comentar sobre a dublagem. O mais interessante é que até os golpes possuem falas. O protagonista grita “Bola de Fogo!”, enquanto Tenroh, uma das chefes, anuncia o nome de seus próprios ataques. Em determinados momentos, tive até a impressão de que ela se cansava de repetir as mesmas falas e passava a pronunciá-las sem entusiasmo, o que acaba sendo bastante engraçado.

Além disso, há vozes muito marcantes e a participação do influenciador Damiani como dublador do vendedor Nilbog. Ele entrega uma atuação divertida, repleta de piadas voltadas ao público gamer, combinando perfeitamente com o humor do jogo.

Conclusão

De modo geral, Infinitevania é um jogo muito fácil de recomendar. Inclusive, funciona como uma porta de entrada para drogas. Quer dizer, para metroidvanias mais pesados. Tudo o que ele faz pode ser encontrado em diversos outros jogos do gênero, mas a experiência aqui tem um tempero que dificilmente outro estúdio conseguiria reproduzir.

Existe um carinho evidente em cada detalhe, desde os diálogos e as referências até a trilha sonora e o design das áreas. A JHT Games não tenta reinventar a fórmula. Ela entende muito bem por que ela funciona e a executa com competência. O resultado é um jogo divertido, carismático e que mostra que, às vezes, um arroz com feijão muito bem-feito é tudo o que um bom jogo precisa para conquistar seu espaço.

NOTA: 8

Texto por: Victor Cândido

Demo de A Fighter’s Nova: Mindara já está disponível no Steam; campanha no Kickstarter busca apoio para desenvolvimento

A desenvolvedora independente BadRez Games disponibilizou a primeira versão jogável de A Fighter’s Nova: Mindara no Steam. O protótipo permite que os jogadores conheçam parte da proposta do título, que combina elementos de RPG japonês com mecânicas de jogos de luta.

Na demonstração, os jogadores acompanham os protagonistas Maya e Mindara, explorando os primeiros trechos da narrativa e experimentando o sistema de combate em tempo real. O jogo aposta em transições diretas entre exploração e batalhas, além de um sistema de troca de personagens durante os confrontos.

A Fighter’s Nova
A Fighter’s Nova

Junto ao lançamento do protótipo, o estúdio também iniciou uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter. A arrecadação será utilizada para ampliar o escopo do projeto, incluindo a expansão da história, dos sistemas de combate e de outros conteúdos planejados para a versão final.

Entre as recompensas oferecidas aos apoiadores estão itens cosméticos exclusivos, livro de arte digital, trilha sonora, participação nos créditos do jogo e até a possibilidade de colaborar na criação de personagens não jogáveis e chefes que poderão aparecer na aventura.

A Fighter’s Nova
A Fighter’s Nova

Em A Fighter’s Nova: Mindara, os jogadores assumem o controle de Maya, uma jovem artista marcial, e de Mindara, uma figura misteriosa movida pela busca por vingança. A dupla embarca em uma jornada rumo a um torneio lendário realizado em uma cidade de características místicas.

Além do modo solo, o jogo terá suporte para partidas cooperativas, diferentes estilos de luta para cada personagem, sistema de evolução baseado em vínculos entre os heróis e cenas narrativas inspiradas em mangás. A Fighter’s Nova: Mindara está em desenvolvimento para PC e tem lançamento previsto para 2028 via Steam.

Abaixo tem o trailer de A Fighter’s Nova: Mindara: