Influencer gamer Bruno PlayHard é destaque em evento da OAB SP que debate games e eSports

Com a crescente influência da Era Digital e suas inovações, os jogos eletrônicos, uma vez considerados meras formas de diversão e lazer, têm se transformado em oportunidades de sucesso e mesmo em casos bilionários de empreendedorismo. O mundo dos jogos eletrônicos, que engloba o ecossistema gamer e de Esports, tem visto um crescimento exponencial, proporcionando novas carreiras e estabelecendo recordes de receita.

De acordo com projeções da consultoria PwC, a indústria global de jogos atingiu a marca de US$ 196,8 bilhões em receitas somente em 2022, com o Brasil liderando entre os países da América Latina, contribuindo com R$ 12 bilhões desse montante. Espera-se que o valor global atinja a impressionante marca de US$ 321 bilhões até 2026.

Reconhecendo a importância crescente desse setor, a OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo), por meio de sua Comissão Especial de Mídia, Entretenimento e Cultura, está organizando um evento presencial intitulado “Games e Esports com Bruno PlayHard: Conteúdo, Competição e Negócios.” O evento ocorrerá no próximo dia 11 de novembro, das 10h30 às 13h00, na sede da Secional, localizada na rua Maria de Paula, 35.

O anfitrião do evento será Bruno “PlayHard” Bittencourt, um empresário influente no mundo dos jogos eletrônicos, cuja jornada de sucesso começou na adolescência. Atualmente, ele é conhecido como pioneiro nos jogos mobile no Brasil e fundador da plataforma LOUD de jogos eletrônicos. Além disso, em 2019, ele foi reconhecido pela Forbes Brasil como um dos “30 Under 30,” um destaque na lista de jovens empreendedores de sucesso.

Juntamente com Bruno PlayHard, o evento contará com a participação de renomados profissionais do direito, que proporcionarão debates e insights inovadores. José Maurício Fittipaldi, presidente da Comissão organizadora do evento e advogado premiado na área de Mídia e Entretenimento, compartilhará sua experiência como executivo especialista na indústria. Ele receberá outros membros destacados da entidade, incluindo Eric Rocha, presidente da Comissão de Direitos da Mídia na OAB Campinas, Adriana Saltarini, especializada em mídia, eSports e entretenimento, e Ingrid Sguassabia Ferreira, especialista em propriedade intelectual.

José Maurício Fittipaldi expressou a importância deste evento ao afirmar: “Mesmo já estabelecido em um patamar bilionário, o ecossistema gamer ainda é um ramo pouco explorado pela advocacia paulista e muito promissor para jovens profissionais. Por isso, queremos conectar talentos nesse encontro da OAB SP e mostrar que, para além dos conhecimentos do direito, o advogado ou advogada que ingressar nesse setor precisa dominar os méritos e desafios da indústria do entretenimento. E não há meio mais eficiente para isso do que a partir de quem entende e vive o assunto todos os dias.”

As inscrições para o evento presencial “Games e Esports com Bruno PlayHard: Conteúdo, Competição e Negócios – A bilionária indústria dos games na visão de um dos mais influentes empresários do setor” já estão abertas e podem ser acessadas por meio deste link. No entanto, é importante observar que as vagas são limitadas.

 

SERVIÇO – Games e Esports com Bruno PlayHard: Conteúdo, Competição e Negócios

Quando: dia 11 de novembro de 2023, das 10h30 às 13h

Onde: Plenário da OAB São Paulo (Rua Maria de Paula, 35)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/games-e-esports-com-bruno-playhard-conteudo-competicao-e-negocios/2218236

Estudo da Newzoo mostrou que em 2022, o mercado global de games irá gerar 196.8 bilhões de dólares

Muito mais do que apenas a comercialização de jogos eletrônicos, o mercado de videogames é toda uma indústria que movimento bilhões de dólares anualmente. Isto porque com a chegada de novos consoles, jogos mais complexos e modalidades online, o gaming tornou-se não apenas uma forma de entretenimento e diversão, mas também uma atividade que possui grande impacto na cultura popular e, além disso, é uma indústria multimilionária que incentiva a competição através de grandes torneios internacionais.

No mais, o fenômeno do streaming explodiu. Muitas pessoas se especializaram em fazer gameplays, unboxings de consoles e até mesmo casters (narração) de competições. Segundo as palavras de Bruno Belardo, líder da Jellysmack para a América Latina, startup global que potencializa criadores de conteúdo de vídeo:

“Hoje, já não podemos dizer que o esporte é praticado apenas na quadra ou na arena. O mercado dos e-sports, como é mais conhecido, está em rápido crescimento, principalmente nos últimos dois anos, nos quais o lockdown fez com que as pessoas realizassem mais coisas dentro de casa e interagissem remotamente. Graças a isso, uma grande comunidade de criadores de conteúdo especializado em videogames tornou-se altamente relevante no mundo digital e até mesmo físico.”

De onde vem a fortuna dos esportes eletrônicos? Como todo setor consolidado, a origem das receitas nas competições de videogames encontra-se principalmente em patrocínios e publicidade, embora não sejam a única fonte. A monetização por visualizações de avaliações, análises ou speedruns em matéria digital, bem como direitos de transmissão, venda de ingressos ou merchandising em eventos de e-sports, desempenham um papel cada vez mais importante nesse mercado. A pandemia beneficiou a indústria brasileira. De acordo com a Pesquisa Game Brasil 2022, 64,1% dos jovens afirmaram terem consumido mais conteúdos sobre jogos durante o período do isolamento social. Hoje, 76,5% consideram os jogos eletrônicos a principal forma de entretenimento.

 

Passando ao próximo nível

Ao buscar referências desse negócio a nível mundial, é inevitável pensar em países como Japão, Coreia do Sul ou Estados Unidos, contudo, o crescimento global dos e-sports tem sido uniforme. Há alguns anos, e apesar de estar em uma fase de impulso e desenvolvimento no mercado brasileiro, vale a pena levar em consideração o universo dos videogames competitivos. Estudo da Newzoo mostrou que em 2022, o mercado global de games irá gerar 196.8 bilhões de dólares, crescendo 2,1% ao ano. Só a América Latina será responsável pelo crescimento de 8.7 bilhões de dólares, crescendo 6.9% ano a ano.

Sem dúvida, os criadores digitais e a publicidade são dois elementos que indiscutivelmente andam de mãos dadas. Muitas marcas encontraram uma enorme porta de entrada para dar visibilidade aos seus produtos e serviços; em contrapartida, os criadores enxergam uma maneira de obter receita, patrocínio e inclusive uma maneira de estabelecer sua imagem com o público.

 

Alguns dados interessantes…

 

        • 89% dos entrevistados afirmam que as marcas que mais se identificam como patrocinadoras nas plataformas de streaming são aquelas relacionadas a gaming.
        • 68% dos participantes do estudo preferem seguir esportes tradicionais através da Twitch em vez de mídias tradicionais, como televisão e rádio.
        • Mais da metade dos entrevistados (53%) seguem conteúdos de competições na Twitch.
        • League of Legends vem dominando o mundo dos MOBAS (Multiplayer Online Battle Arena Video Games) com sucesso há anos, e de fato, para 32,1% dos jogadores entrevistados, é o seu favorito. LoL é seguido por Valorant e Fortnite com 26,1% e 20%, respectivamente. Os 21,8% restantes seguem outros jogos competitivos.

Dados e curiosidades sobre o mercado de games no Brasil

O Brasil tem o maior mercado de games da América Latina e o 12º do mundo, com a estimativa de que cerca de R$ 12 bilhões sejam movimentados pelo setor apenas em 2021. Caso os números sejam de fato atingidos, isso representaria um crescimento de 5,1% nas receitas em comparação ao ano anterior.

Os números, levantados em pesquisa realizada pela empresa Newzoo, demonstram a importância da proporção desse mercado brasileiro em relação ao contexto global, onde também se identifica um crescimento constante no setor.

Por isso, selecionamos algumas curiosidades sobre o mercado brasileiro para você fã de games entender um pouco mais do contexto no qual acontece a sua – e a nossa – diversão!

Em qual dispositivo se joga mais no Brasil?

Entre os gamers brasileiros, predomina o uso dos chamados dispositivos mobile – ou seja, celulares do tipo smartphone ou tablets. Eles representam 47% do mercado no Brasil.

Já os jogos lançados para consoles como PlayStation e XBox representam 29% do mercado no país, enquanto PC’s ficam com 24%.

Essa tendência de predominância do uso de celulares e tablets para jogar também é identificada internacionalmente, fruto dos avanços tecnológicos desse setor e também das melhores condições de conexão com a Internet.

Segundo a GSM Intelligence, são mais de cinco bilhões dispositivos móveis existentes hoje no mundo.

Quantas pessoas participam dessa cultura?

Além das cifras bilionárias, obviamente o mercado de games no Brasil envolve muitos jogadores, que são os consumidores e o motivo de existência dessas plataformas e produtos. Segundo a pesquisa Game Brasil 2021, 72% dos brasileiros com acesso a internet joga algum tipo de jogo, independentemente de qual plataforma seja utilizada.

Segundo dados publicados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgão do governo responsável pelo setor, em 2020 o Brasil atingiu o número de 152 milhões de pessoas com acesso à Internet – com 81% da população com mais de anos tendo conexão à disposição em sua casa.

Com isso, há um crescimento significativo não só do uso de games como também de diversas ferramentas e aplicativos, como o online banking.

Qual perfil dos jogadores brasileiros?

Ainda de acordo com a pesquisa Game Brasil 2021, a faixa etária que tem mais jogadores no Brasil é a que vai de 20 a 24 anos, com 22,5%. Na sequência estão os gamers com idade entre 25 e 29 anos, que são 18,6%, e os de 30 a 34 anos, que são 16,7%.

Em relação ao gênero, a predominância é feminina, diferentemente do que muita gente pode pensar. As mulheres são 51,5% do público gamer no Brasil, contra 48,5% de jogadores homens.

Impactos da pandemia de Covid-19

Uma das explicações para os bons resultados recentes do mercado de games é que este é um setor que não foi tão prejudicado pela pandemia de Covid-19 como outros, que dependem mais de atividades presenciais para seu desenvolvimento, como o setor de eventos e de cultura.

Segundo a pesquisa anteriormente citada, o consumo de games não só não diminuiu na pandemia como aumentou: 46% dos entrevistados diz ter jogado mais durante o período de isolamento social e limitação das atividades e circulação.

Streamers brasileiros de games estão entre os principais do mundo

Outro indício da força da cultura gamer no Brasil é o sucesso de comunicadores que realizam transmissões em stream – os chamados streamers – jogando ou comentando games.

Nome importante nessa cena e um dos primeiros a se popularizar jogando virtualmente Counter Striker, o streamer Gaules foi o segundo mais assistido em todo o planeta no ano de 2020.

Tendo já ultrapassado a marca de 24 mil horas de transmissão ao vivo – ou seja, mais de mil dias de streaming! – Gaules já obteve 254 milhões de visualizações e é apenas um dos muitos nomes brasileiros com números muito relevantes nesse contexto.

Diversão familiar

Quando os games começaram a se popularizar e a se difundir mundial e também nacionalmente, parte da mídia repercutia certa preocupação com o uso excessivo de jogos por parte de crianças e adolescentes, que poderiam se tornar “viciados” nos jogos eletrônicos.

Havia, assim, uma certa discriminação em torno dessa prática por parte de alguns pais, mães e educadores. O cenário atualmente é outro.

Segundo pesquisa realizada pelo Sioux Group, 71% dos pais têm o costume de jogar com seus filhos. O mesmo levantamento também aponta que 60,2% pais gostam que seus filhos tenham a prática de jogar.

Geração de empregos

Se para a maioria das pessoas games são sinônimo de diversão, eles também são, para muita gente, uma fonte de sobrevivência e oportunidades de trabalho.

Segundo o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, em 2018 o Brasil tinha 375 empresas desenvolvedoras de jogos, que geram milhares de empregos diretos e indiretos e ajudam muita gente a realizar seus sonhos.

Se você também está se perguntando sobre a conexão entre dinheiro e sonhos, verifique este link.