“DOOM: The Dark Ages” entra em acesso antecipado e promete experiência brutal aos fãs da franquia

Os fãs de jogos de tiro em primeira pessoa já podem se preparar para uma nova imersão no universo sangrento de DOOM. A Bethesda liberou o acesso antecipado de DOOM: The Dark Ages, nova prequela da icônica franquia, com lançamento oficial marcado para 15 de maio. Desenvolvido pela id Software, o título mergulha os jogadores em uma jornada épica que antecede os acontecimentos de DOOM (2016) e DOOM Eternal.

Utilizando a avançada engine idTech 8, o jogo traz combates intensos e cinematográficos em ritmo acelerado, característica que tornou a franquia famosa. Nesta nova narrativa, o jogador assume mais uma vez o papel do DOOM Slayer, agora envolvido em batalhas colossais contra as forças do Inferno em cenários inéditos e repletos de criaturas demoníacas.

Entre as novidades, destaca-se o arsenal de armas aprimoradas, habilidades inéditas e a introdução de veículos gigantescos, como o mecha Atlan, capaz de enfrentar titãs demoníacos, e o Mechadragão, uma montaria voadora feroz que promete sequências de ação de tirar o fôlego. O jogo foi projetado para um jogador e oferece uma experiência intensa, mesclando elementos clássicos com mecânicas modernas.

O acesso antecipado está disponível para quem adquirir a Edição Premium, a Atualização Premium ou o Pacote de Colecionador. Além do jogo base, os compradores recebem conteúdo digital exclusivo, como trilha sonora, livro de arte e visual temático, além do futuro DLC da campanha.

DOOM: The Dark Ages será lançado para Xbox Series X|S, PC (via Steam, Battle.net e Xbox PC), PlayStation 5 e estará disponível já no primeiro dia para assinantes do Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Quem optar pelo Xbox Play Anywhere poderá alternar entre console e PC sem custos adicionais. Mais informações podem ser acessadas no site oficial.

Abaixo tem o trailer de Doom: The Dark Ages:

Gamescom Latam | Conheça o estande da Bethesda

A gigante americana Bethesda está na Gamescom com um estande repleto de novidades! O estande não é muito grande, mas conta com algumas estações de jogos e atividades interativas nas quais o público pode participar e ganhar brindes.

Um dos destaques é Indiana Jones and The Great Circle, que consideramos um dos melhores jogos de 2024 nesta lista aqui. Ele está disponível em sua versão para PlayStation 5 no evento, e o público pode experimentá-lo.

Para os amantes de The Elder Scrolls, o recém-lançado remaster de Oblivion também está presente no evento, disponível para testes em um Xbox. O título está sendo bem avaliado por fãs de RPG e é um remake muito esperado pelos fãs.

Já para os fãs de brindes, é possível coletar três carimbos em uma cartela. Um deles é conquistado ao participar de uma atividade relacionada a Doom: The Dark Age, o próximo jogo da franquia. Nessa atividade, o público deve lançar discos e, ao acertar os alvos, ganha um brinde e um carimbo. O segundo carimbo é obtido ao jogar Oblivion. No mesmo espaço, se você tirar uma foto e marcar o evento nas redes sociais, ganha um pôster do jogo.

O terceiro carimbo é conquistado ao jogar algo no espaço Play Anywhere. Com a proposta de que “tudo é um Xbox”, a Microsoft trouxe essa ação para promover o Game Pass no evento. Depois de conquistar os três carimbos, você pode ir até uma máquina de gachapon e retirar seu brinde — os prêmios variam, sendo o mais interessante um copo temático do Xbox.

De modo geral, o estande da Bethesda na Gamescom é uma atração rápida, mas que chama a atenção pelo belo visual, com cada jogo representado por um ambiente temático. Infelizmente, Doom: The Dark Age ainda não está jogável no evento, mas será lançado no dia 15 de maio.

A Gamescom Latam vai até o dia 4 de maio. Fique ligado no Game Reporter, pois em breve traremos mais novidades do evento.

Texto: Victor Candido

Review – South of Midnight é videogame em sua essência

São tempos difíceis para jogos mainstream. A ambição por gráficos realistas e mundos abertos com dezenas de horas de gameplay pode facilmente cansar o público que não quer um jogo chato, mas também não quer algo longo demais. Em uma era em que Final Fantasy VII Rebirth leva 80 horas para ser concluído, Dragon Age: Veilguard e outros seguem o mesmo caminho. Ver um jogo como South of Midnight traz uma nostalgia de 2008 a 2012.

Na época do PS3 e Xbox 360, tivemos jogos como Alice: Madness Returns, Remember Me, Devil May Cry 4, o reboot de Devil May Cry, Vanquish, Enslaved, entre outros que tinham uma coisa em comum: uma jogabilidade com, no máximo, 14 horas. Eram os AAA ou AA da época, com ambição suficiente para garantir diversão em um período curto, mas com qualidade que podia ser considerada muito boa.

A Compulsion Games trouxe uma joia rara para a indústria — uma surpresa positiva, principalmente para quem não esperava algo tão bom. Depois do mediano Contrast e do desastroso We Happy Few, o terceiro jogo do estúdio é South of Midnight, um jogo de ação e aventura com elementos de plataforma e foco narrativo. Ele faz um pouco de tudo — e faz muito bem. Pode soar improvável, mas mostra que um estúdio pode dar a volta por cima e entregar grandes surpresas. South of Midnight é uma delas.

No jogo, você controla Hazel, uma garota com problemas familiares que testemunha um evento misterioso envolvendo um furacão e o desaparecimento de sua mãe. Em seguida, o mundo real começa a se fundir com um mundo de fantasia, e Hazel descobre que é uma “Tecelã”, uma entidade com poderes capazes de restaurar o mundo e trazer sua mãe de volta.

Sua história é baseada no folclore da região sul dos Estados Unidos. Você encontrará diversas criaturas desse imaginário — muitas delas são personagens carismáticos e divertidos, como Bagre, um peixe gigante contador de histórias, além de outros seres igualmente interessantes.

De modo geral, é uma história que funciona e é bastante sólida. Tem carisma e prende o jogador logo de cara. O ritmo é bom, sem enrolação, com bastante conteúdo e uma conclusão satisfatória. Não deixa um gancho explícito, mas abre espaço para uma possível sequência.

O jogo não é isento de problemas. O que mais incomoda é a limitação no combate: Hazel utiliza apenas duas agulhas e os combos são praticamente os mesmos durante todo o jogo. É possível alternar entre diferentes poderes para criar vantagens nas batalhas, mas, no geral, o modo de atacar os inimigos muda pouco.

Tirando isso, o jogo apresenta uma estrutura repetitiva, mas funcional: explorar o mapa, coletar pontos de experiência para melhorar habilidades, encontrar documentos que aprofundam a história, lutar contra inimigos e viver momentos musicais misturados com plataforma.

Quase todas as fases (ou capítulos) seguem essa estrutura. O jogo não tem medo de ser linear — e isso funciona muito bem. Sempre que se encontra um caminho alternativo, vale explorá-lo, pois geralmente há algo útil e logo o jogador retorna à trilha principal. O ritmo é ótimo, a progressão é rápida e a sensação de aproveitar ao máximo a experiência é real.

O sistema de combate é semelhante ao de jogos character action como Devil May Cry, com arenas fechadas onde surgem ondas de inimigos. As variações incluem inimigos corpo a corpo, tanques resistentes, atiradores e aqueles que fortalecem os demais. O jogador não tem itens de cura, mas pode restaurar parte da vida ao derrotar inimigos ou usar um orbe disponível em quase todas as arenas (utilizável apenas uma vez por combate). Isso incentiva o jogador a se dedicar ao máximo em cada luta, sabendo que terá recuperação ao final.

O combate tem seus desafios. Em dificuldades mais altas, o jogo é bastante punitivo. Na dificuldade padrão, o equilíbrio é muito bom, exigindo do jogador todo o aprendizado adquirido ao longo da campanha. Há um ciclo eficaz entre entender o comportamento dos inimigos e enfrentá-los em combinações cada vez mais desafiadoras.

Também há batalhas contra chefes — personagens ligados diretamente à narrativa e com pequenos arcos próprios. Cada chefe tem uma mecânica específica, e aprender os padrões não é difícil. No entanto, falta um chefe que exija o uso completo das mecânicas do jogo. Ainda assim, as batalhas são divertidas. E, para quem busca desafio, há troféus por vencer cada chefe sem tomar dano.

Um dos aspectos que mais chamam atenção é o visual. Desde o anúncio, South of Midnight impressiona com animações que simulam stop motion e uma direção de arte única. A ambientação em regiões pantanosas é ricamente detalhada e sempre oferece algo novo para observar. Apesar de não ser um jogo com gráficos de ponta, o uso da Unreal Engine aliado à direção de arte entrega um visual belíssimo.

A trilha sonora é um show à parte. Jazz e blues permeiam toda a jornada. Cada chefe tem sua própria música, e as letras fazem referência direta ao personagem em questão. Para aproveitar o jogo da melhor forma, vale a pena jogar com o volume alto e apreciar essa trilha fantástica.

Conclusão

South of Midnight é exatamente o tipo de jogo que faz falta na indústria: pequeno em escopo, mas com uma história boa e divertida, mecânicas bem aplicadas ao seu conceito e uma experiência única. Não precisa ser excelente — apenas bom o suficiente para entreter sem exigir dezenas de horas diante da tela. Suas 14 horas (ou menos) provam que ainda é possível criar algo de qualidade com foco, ritmo e personalidade. Se o mercado voltasse a olhar para jogos assim, viveríamos tempos muito melhores na indústria.

South of Midnight está disponível para Steam, Windows e Xbox por R$199,00 — um preço justo para um jogo claramente AA. Caso o jogador seja assinante do Game Pass Ultimate, pode jogá-lo por lá, sendo essa a maneira mais acessível de conhecê-lo.

Texto por: Victor Candido