SAGA lança série de aulas online, gratuitas e abertas para interessados em arte digital

 

 

 

 

Open Class SAGA será transmitida ao vivo semanalmente no canal do YouTube da escola.

Sempre quis aprender arte digital, mas não teve tempo, nem dinheiro? Pois bem, suas desculpas acabaram! Em época de quarentena a SAGA, School of Art, Game and Animation, acaba de estrear nesta quinta-feira, 2 de abril) uma série de aulas gratuitas para quem estiver interessado. Para acompanhar, basta acessar o canal da SAGA no YouTube. A iniciativa é muito bem vinda e pode trazer um alívio a quem está sem ideias do que fazer neste período tão crítico.

De acordo com a SAGA, as aulas serão transmitidas ao vivo semanalmente e o conteúdo foi planejado para atender tanto a alunos da maior rede de escolas de desenvolvimento de games, arte digital, design e efeitos visuais do Brasil, como curiosos pelo assunto, de todas as idades. Ou seja, mesmo que você não esteja familiarizado com arte digital, dá paea acompanhar tranquilo.

A primeira aula foi ministrada pelo professor Daniboy e mostrou como criar personagens digitais em 3D com o programa ZBrush, da Pixologic. Com o tema Do Concept ao 3D, a aula abordou desde a ideia inicial do concept 2D até a finalização do processo em 3D. Além disso, o professor da SAGA também bateu um papo online com os participantes sobre o mercado, mostrou projetos de sua autoria e deu dicas para quem pretende trabalhar nessa área. As próximas aulas serão divulgadas em breve no Facebook e Instagram da SAGA. Então é importante ficar de olho.

Mais informações sobre a SAGA e seus cursos estão disponíveis no site da instituição de ensino.

Alunos do Colégio Marista recriam pontos turísticos de Londrina usando Minecraft

O colégio Marista de Londrina resolveu inovar a metodologia de estudos geográficos e históricos da cidade paranaense: os alunos reconstruíram pontos turísticos da cidade utilizando o game Minecraft. A ideia é utilizar a tecnologia e o ludicismo dos games para envolver as crianças a fim de transmitir conhecimentos valiosos. A ideia partiu da professora Ana Paula de Oliveira Regioli Pataro e da analista de Tecnologia Educacional do Colégio Marista Londrina, Alessandra Garcia.

Para recriar a mítica cidade de Londrina, foi utilizado o jogo MinecraftEdu, versão educacional do jogo Minecraft. Os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental fizeram uma imersão total nas disciplinas de História e Geografia para reconstruir os principais pontos turísticos e históricos de Londrina (PR). O projeto começou com uma visita pela cidade com o objetivo de conhecer a história de cada local e observar, in loco, algumas atividades econômicas e a relação campo-cidade, para identificar as principais transformações ocorridas.

“Durante o passeio, os alunos tiraram fotos dos pontos históricos para trabalhar com a releitura do local como expressão artística, utilizando o game”, explica a professora Ana Paula.

Para registrar o processo, os estudantes reconstruíram os pontos históricos vistos nos estudos de campo, trabalhando a conexão entre História, Geografia, Português, Matemática, Artes e Ensino Religioso. De acordo com a coordenadora dos Anos Iniciais do Colégio Marista de Londrina, Gislaine Garcia Magnabosco, a atividade está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que indica o desenvolvimento de competências como a comunicação e culturar digital, por exemplo, bem como uma postura crítica frente a esse uso.

Minecraft é um jogo em que se posicionam blocos para construir cenários e mundos de forma infinita, despertando interesse nas crianças e adolescentes, pois possibilita a autoria e a imaginação.

“Temos levado nossos alunos a compreender, utilizar e criar, por meio das tecnologias digitais, buscando desenvolver o protagonismo nas produções de materiais e compartilhamento de informações e conteúdos, de forma ética e que possa contribuir com o seu crescimento pessoal, dos seus colegas e da sociedade”, diz Alessandra Garcia.

 

Pesquisa Game Brasil revela que 41,3% dos brasileiros discordam que jogos digitais levam ao comportamento agressivo

Certamente você já ouviu a velha baboseira de que videogames em excesso podem levar a comportamento agressivo nas crianças. Ainda que não tenha qualquer embasamento científico, não é raro pessoas de certo prestígio repetir a velha falácia desde os anos 80. Entretanto, a Pesquisa Game Brasil – que está em sua 6º edição – mostrou que 41% dos brasileiros discordam que jogos digitais levam ao comportamento agressivo.

A Pesquisa Game Brasil disseca o cenário atual do mercado de games com diversas abordagens dos hábitos de consumo nas principais plataformas de jogos. E serve para dar mais credibilidade e visibilidade para a nossa amada indústria. A pesquisa é realizada pelo Sioux Group, Blend News Research e  ESPM, através do Gamelab e do Go Gamers.

A nova edição repetiu a mesma metodologia dos anos anteriores, mostrando dados não apenas do Brasiol, mas também da América Latina. De acordo com os organizadores, a pesquisa fo realizada em fevereiero deste ano e consistiu em entrevistas realizadas com 5110 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal e no México, Argentina, Chile e Colômbia. Alguns dados servirão para mostrar como os jogos eletrônicos são visto na atualidade e qual o comportamento dos pais mais preocupados terão frente a essa mídia tão pungente. Por exemplo, 48% dos pais concordam que “deve-se evitar que as crianças joguem antes de dormir”.

Um ponto que voltou à discussão recente foi a violência nos jogos digitais como influência negativa para as crianças e adolescentes. A Pesquisa Games Brasil notou que os pais são divididos em relação ao tema, mas que a maioria não acredita que os jogos digitais levam ao comportamento agressivo. 41,3% dos pais discordam (totalmente ou parcialmente) que os jogos digitais sejam capazes de promover esse comportamento, enquanto os pais jogadores hardcore tendem a se opor mais à essa afirmação, com 48,5% de discordância.

“Isso mostra que os pais ainda estão inseguros com relação ao tema” aponta Matheus. “Muitas pesquisas científicas entendem que os jogos digitais influenciam seus jogadores, mas que a responsabilidade sobre um fenômeno comportamental não pode recair sobre uma única fonte de influência, existindo diversas outras questões contextuais do sujeito que devem ser avaliadas para chegar a alguma conclusão consistente”.

Outro assunto que deixam pais divididos, sejam eles jogadores hardcore ou não, é a influência que os jogos digitais possuem na aprendizagem de seus filhos. Mesmo entre os pais gamers, a opinião é dividida: 37,6% discordam (parcialmente ou totalmente) que os jogos possam atrapalhar, enquanto 41,6% concordam (total ou parcialmente).

“Nossa hipótese é que os pais observam o comportamento dos seus filhos, que podem direcionar mais esforço aos jogos do que às tarefas da escola. Os jogos digitais provavelmente acabam servindo de escape para crianças e adolescentes, mascarando outros problemas sobre a falta de interesse sobre o conteúdo escolar” complementa o professor.