Grupo de Pesquisa CSGames abre edital para publicação de artigos em livro sobre desenvolvimento de games

Já imaginou participar de um projeto de pesquisa inovador e de quebra publicar um artigo em um livro sobre desenvolvimento de jogos. Pois bem, o grupo de pesquisa CSGames, vinculado ao mestrado e doutorado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital e ao mestrado profissional em Desenvolvimento de Jogos Digitais da PUC-SP, acaba de abrir chamado público de artigos para o livro digital Imaginação no jogo: criar, desenvolver e compartilhar.

Essa é a terceira publicação da coleção Segue o Jogo, já com os títulos Estética do jogo: arte, mecânica e narrativa e Educação no jogo: experiência, ensino e aprendizagem, disponíveis gratuitamente para download. O objetivo é tornar pesquisas referentes a jogos eletrônicos mais acessível a todos.

Para participar é necessário ficar atento a alguns pontos: os artigos devem possuir entre 25.000 e 35.000 caracteres com espaços, além de seguir as diretrizes para autores e o modelo de formatação  (disponíveis para download nos links clicáveis). Além disso, os artigos completos devem ser enviados para o endereço de e-mail [email protected] estritamente até 30 de setembro de 2020, às 23h59.

De acordo com a CSGames, serão avaliados trabalhos inéditos (ensaios, análises e relatos de desenvolvimento de jogos eletrônicos) escritos e assinados por autores individuais ou grupos de até quatro pesquisadores, desde que pelo menos o principal autor seja mestre ou doutor. A lista abaixo dá exemplos de temas que podem ser contemplados; outras temáticas relacionadas também podem ser abordadas:

  • Estética e ética nos jogos: expressões estéticas e influências políticas me diadas por jogos eletrônicos, bem como seus efeitos psicológicos e sociais.
  • Aspectos e efeitos cognitivos do gameplay: percepção (incluindo sineste sia, propriocepção), imersão e flow, interpretação, semiose e mente na relação entre humanos, games e instituições.
  • Psicologia: a influência do videogame no desenvolvimento infantil; a re lação entre jogos digitais e características psicológicas; interação e envol vimento com o universo do jogo; ESRB (Entertainment Software Rating Board).
  • Realismo e imaginação na construção de roteiros e narrativas para videogames: modelos de criação de personagens, ambientes e contextos.
  • Criatividade e gestão no desenvolvimento de jogos eletrônicos: aborda gens, métodos, técnicas e processos criativos utilizados na produção de videogames.
  • Games e imaginação tecnológica: a influência dos videogames no desen volvimento de novas tecnologias; o VR (Virtual Reality) como instrumen to de aprendizagem.
  • Papéis dos games na saúde e no bem-estar: plataformas lúdicas e siste mas tecnológicos em processos de tratamento, reabilitação e recuperação.
  • Imaginário e suas perspectivas nos videogames: criação, manifestação e cultivo de repertórios individuais e hábitos coletivos por meio dos games.
  • Imaginação voltada à interpretação de papéis e imersão em videogames: performance e teatralidade no desenrolar do gameplay, senso de pertenci mento, construção de interfaces e comunidades participativos.
  • Imaginação voltada ao ensino-aprendizagem nos jogos em geral: jogos e gamificação como recursos de educação formal e informal, priorizando dinâmicas a partir de metodologias ativas que incentivem a inventividade e promovam inovação.
  • Perspectivas para o desenvolvimento e consumo de videogames no Brasil e no mundo: estudos sobre o futuro da indústria e do mercado dos jogos eletrônicos.
  • Imaginário e Semiótica: Significado e Significante nos jogos digitais; Ob jeto, Representant e Interpretante, além Ícone, Índice e Símbolo nos jogos digitais.
  • Análise do imaginário: estudos de caso; diferenças e semelhanças entre mundos reais e virtuais.

De acordo com a equipe do CSGames, o livro será composto por no máximo 15 textos, subdivididos nos eixos: “criar” (discussões teórico-conceituais sobre criatividade, inovação e repertório nos games), “desenvolver” (relatos e debates sobre imaginação e inspiração na produção prática de jogos) e “compartilhar” (debates sobre impactos e fatores sociais da imaginação mediada pelos games, incluindo formação de comunidades e estilos de gameplay colaborativo).

As submissões serão analisadas pelos organizadores, responsáveis pela ordenação dos textos e por emitir pareceres no sentido de recusar, aceitar ou aceitar sugerindo modificações. O esclarecimento de dúvidas e a comunicação com os autores se dará exclusivamente pelo e-mail indicado. A previsão para publicação do livro digital é o primeiro semestre de 2021.

PUC-SP abre curso de extensão em Gamificação Open Mind

Pessoas antenadas no mundo dos negócios e gestão de pessoas já se deram conta que a gamificação é uma tendência para o futuro. A coisa é tão séria que até as grandes instituições de ensino começam a investir na capacitação de pessoas para utilizar a técnica de maneira efetiva. A PUC-SP acaba de abrir o curso de extensão Gamification Open Mind no campus Vila Mariana. O objetivo é contribuir para a formação de profissionais que desejam atuar com estratégias baseadas em gamificação.

De acordo com a PUC-SP, as aulas abordarão os aspectos teóricos e práticos de gamificação, bem como estratégias contemporâneas para concepção, desenvolvimento e avaliação de projetos que envolvam o processo de gamificação em diferentes contextos. O coordenador do curso é o Prof. David de Oliveira Lemes, nosso editor-chefe.

O curso conta com referências sólidas, tais como pesquisas, documentos e casos recentes da área de Gamificação, além de estudos propostos no Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologia da Inteligência e Design Digital (TIDD/PUC-SP), de natureza interdisciplinar e composto por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.

As aulas serão ministradas pelo Prof. Guilherme H. Quintana, Meste em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. O docente é expert em gamificação e já produziu ao longo da carreira mais de 12 jogos e projetos de gamificação nas empresas Gestum (2011 à 2015) e eguru (2015 – atualmente), construindo soluções lúdicas para temas variados. Espera-se, ao final do período da extensão, que o aluno matriculado apresente para sala e professor um projeto de gamificação completo, aplicando o que viu em aula. Desta forma, será possível evoluir o conceito através dos feedbacks compartilhados e levar este trabalho para sua área de atuação.

O curso de extensão de gamificação é especialmente indicado para professores, pesquisadores, universitários e profissionais interessados em concepção, desenvolvimento, gestão e avaliação de projetos de gamificação. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas na página da PUC-SP. Ao todo o curso terá 30 horas e serão ministradas no horário das 19h às 22h. De acordo com a instituição de ensino, as aulas iniciam no dia 03/04/2019 e devem terminar no dia 25/06/2019.

Game Jam + convida desenvolvedores a criarem jogos do zero em maratona de 48 horas

Começa hoje (27) a etapa regional da Game Jam +, uma das maiores competições de desenvolvimento de jogos do Brasil. De acordo com Pedro Zambon, organizador do evento, a Game Jam + contará com equipes de desenvolvedores de 14 cidades espalhadas pelo Brasil. As equipes terão 48 horas para desenvolver um game do zero. Os melhores classificados terão a oportunidade de apresentar o determinado projeto na final nacional, que ocorre em novembro, no Rio de Janeiro.

A cidade de São Paulo também faz parte da Game Jam +, sendo que a casa temporária dos desenvolvedores será o campus da PUC Consolação. As inscrições para a regional de São Paulo podem ser feitas pelo site do evento. A partir das 19h de hoje, até domingo, os produtores começa a pensar num game sob um tema ainda a ser divulgado. A expectativa é que dessa jam surjam projetos tão ambiciosos que possam ser pensados como um game completo no futuro.

Alguns jogos de sucesso, aliás, surgiram justamente de game jams, como Fragmentorum Alba e Evoland, que acabaram ganhando versões completas após suas respectivas jams e foram destaque na mídia. O blog Garotas Geeks tem uma matéria toda especial sobre isso.

O Game Jam + é aberto a todos os interessados em desenvolvimento de jogos, mesmo aos que não tenham experiência. As equipes podem ser formadas antes do evento, mas para aqueles que não tiverem equipe, mas têm interesse em participar do evento, serão encaminhados para uma equipe, garantindo a participação de todos os inscritos.

Esta é uma excelente oportunidade para todos os interessados no desenvolvimento de jogos no Brasil de participarem de um evento que pode impulsionar e dar visibilidade às suas ideias”, disse Pedro Zambon, organizador do evento. Os participantes terão ainda a orientação de profissionais qualificados em diversas áreas a fim de que os games produzidos tenham alta qualidade.

Os vencedores serão decididos em duas etapas, tanto na fase regional, quanto no nacional:

Vencedores regionais:

– Uma equipe será decidida por uma banca de jurados conceituados, após apresentações no final do evento.

– Uma equipe será “salva” pelo público por votação popular, após a decisão da banca de jurados.

– Um representante de cada equipe receberá a viagem com tudo pago para a etapa final no Rio de Janeiro.

 

Vencedores nacionais:

– Uma equipe será decidida por uma nova banca de jurados, no final do evento na grande final nacional, em Novembro.

– Uma equipe será premiada através de voto popular presencial durante o evento da etapa final.

 

Uma novidade para o evento deste ano: a Game Jam + uniu forças com a Unicef e a WeWorkLabs para avaliar e testar a efetividade dos “jogos de impacto”. Assim surgiu a categoria Diversifier, na qual os jogos de impacto social serão avaliados por uma banca especializada da Unicef, tendo a chance de ter seu projeto utilizado internacionalmente pela instituição mediante aprovação de ambas as partes.