Venda dos ingressos para a Brasil Game Show 2013 inicia em julho no novo site

Brasil Game Show 2013

Quem esteve presente na edição 2012 deve ter ficado com vontade de mais e certamente mal podia esperar por notícias sobre a Brasil Game Show 2013. Para estes que estavam impacientes, boas novas: a organização confirmou que irá iniciar a venda dos ingressos a partir de julho.

O evento que ocorre entre is dias 25 a 29 de outubro de 2013 no Expo Center Norte, em São Paulo, pretende superar a edição passada atraindo cerca de 150 mil visitantes. Para comportar tamanho volume de público, o evento ocupará dois pavilhões do Center Norte e promete reunir todas as principais produtoras do mercado de games, presença de produtores e os próximos lançamentos da temporada.

O site do evento foi renovado e já está no ar com todas as informações até o momento, inclusive com dicas dos patrocinadores que estarão no evento. É no site, aliás, que serão vendidos os primeiros ingressos para o show. Tais ingressos entrarão disponíveis para compra a partir do dia 08 de julho valores a partir de R$ 40,00, a meia entrada, por dia de feira. Terão direito a meia entrada os estudante com carteirinha, professores e todos aqueles que doarem 1kg de alimento não perecível na entrada da feira.

Vale lembrar que a Brasil Game Show 2013 é a maior feira de games da América Latina e está em sua sexta edição. Algumas conversas de bastidores sugerem que o Platystation 4 estará na feira e talvez o Xbox One também marque presença, mas nada foi confirmado oficialmente. Ficaremos de olho!

Microsoft e Sony devem estar se perguntando: mas afinal, o que eles querem?

Xbox One vs PS4-245-645

Era dia 21 de fevereiro de 2013 e a internet estava sendo inundada de comentários acerca da revelação da Sony ocorrida no dia anterior sobre seu videogame de oitava geração. O Playstation 4 fora finalmente revelado. Vários vídeos de demos foram demonstrados, produtores davam vivas ao poderio tecnológico da nova máquina, jornalistas tentavam entender o que fora aquela revelação e os jogadores amontoavam a rede mundial de computadores com comentários pouco animadores.

“Onde está a cara do console?”, “Esses gráficos não impressionam tanto”, “O preço será exorbitante”, “Não é mais potente que um PC de ponta”, “Onde está a retrocompatibilidade?”, e por aí foi. Estava evidente que os expectadores estavam descontentes com a apresentação do PS4, apesar de considerarem as especificações técnicas promissoras. As frases mais coerentes diziam “esperemos para ver o que a Microsoft fará”.

Dia 22 de maio de 2013. As críticas a um console recém-revelado tomaram um ar mais agressivo. Desta vez o alvo era a Microsoft e seu Xbox One. “Parece um sintonizador de parabólicas”, “Restrição a jogos usados? Não poderei emprestar meus jogos?”, “E os games?”, “Verificação online a cada 24 horas? Mas eu não tenho internet”, “Onde está o apoio aos produtores indies?”. Parecia que a comunidade gamer pegou a Microsoft de Cristo naquele fatídico dia. Inclusive sites grandes como o Kotaku e o Gamasutra se apressaram a jogar as primeiras pás de terra no console que ainda nem chegara ao mercado.

Pouco depois, centenas de sites pela internet lançavam enquetes de “qual console é o melhor?”, ao que o Playstation 4 ganhava em disparada em todas as enquetes. “Se a primeira impressão é a que fica, então Microsoft, nem lance o seu console”, já diriam amigos jornalistas. O fato é que ninguém procurou ver as qualidades das plataformas, apenas os pontos negativos.

O que as fabricantes querem?

Ora vejam bem, se nem a Sony e nem a Microsoft agradaram 100% dos jogadores no primeiro momento, então o que elas deveriam fazer? Acredito que em algum lugar de Redmond há três executivos da Microsoft tomando um café tranquilamente e comentando como quem está falando de futebol: “Mas afinal o que eles querem?”. Ao mesmo tempo, há três executivos na Sony pensando: “Se não conseguirmos lucros dessa vez estaremos liquidados”.

Quando a Microsoft se lançou no mercado de videogames caseiros a ideologia estritamente seguida pela empresa era de criar uma marca de entretenimento para toda a família. Podemos constatar isso no primeiro Xbox que já vinha com um HD interno, suporte a quatro controles e leitor de DVD, acesso à internet para partidas online, entre outras opções. Ainda que não tenha se firmado como a caixa central da sala de estar, o Xbox tornou-se um exemplo de videogame à frente de seu tempo. Com o Xbox 360 a ideologia alcançou novos ares graças à maximização da Xbox Live, às novas funções do aparelho (vídeo, internet, música, games, chamadas de vídeo etc.). Se ele sintonizasse TV eu poderia deixá-lo ligado à TV direto e não precisaria mais do receptor de TV…

Jogar games era apenas uma das variadas funções do X360, isso explica o motivo do console possuir menos games exclusivos que a concorrência. Com o Xbox One a tendência será estritamente a mesma. Acesso ao Youtube, Netflix, Skype, TV, músicas, chat e todo tipo de traquitana que eu e você gostamos de fazer na frente do computador (e da televisão) serão possíveis no Xbox One. Com todas essas funções é óbvio que a plataforma iria sofrer em algum aspecto e ele é justamente a principal função da máquina: os games. A razão dessa posição é bem óbvia: a divisão de games da Microsoft representa apenas 4% dos lucros da companhia. Porque investir pesado em games se você pode aproveitar esta divisão para vender TV a cabo, internet, filmes, música, games, telefonia, serviços, etc.?

O Playstation 4 segue também a ideologia adotada pela Sony desde o PS1, que é criar o videogame mais tecnologicamente capaz que o dinheiro possa comprar. Ainda que na geração PS1 e PS2 ele não fosse o console mais poderoso, ele apresentava os games mais desenvolvidos de sua era (God of War e ICO que o digam). Dificilmente alguma empresa teria capital e peito para bolar plataformas tão desejáveis quanto os dois primeiros videogames da empresa. Isso para não citar as séries que moldaram a indústria como a conhecemos, como Final Fantasy, Resident Evil, Tomb Raider, Metal Gear Solid, entre tantos outros, que se não surgiram no console da Sony, ao menos foram neles que se tornaram os monstros sagrados da indústria. Em suma, a Sony e a família Playstation tornaram-se sinônimo de videogame e jogos de qualidade.

Com o Playstation 3 a história seguiu adiante, ainda que em menor escala (em relação à superioridade). Tecnologicamente o PS3 não estava muito à frente do Xbox, mas já tinha funções que deixavam o concorrente pra trás como Bluray e o Chip Cell. O poderio tecnológico encareceu a plataforma e dificultou o desenvolvimento de games, entretanto a Sony seguiu adiante com seu plano de criar o aparelho de videogame definitivo. De entregar aos criadores de games a plataforma com menos limitações possíveis.

Com o Playstation 4 teremos novamente a mesma coisa: games em alta resolução aplicados às boas ideias provenientes da concorrência, ou seja, sensores de movimento, toque, multiplayer online, compartilhamento, entre outros. Para os gamers hardcore ao extremo não haverá outra plataforma mais desejável que o PS4, enquanto que para os amantes de serviços, que por acaso também gostam de videogame, não haverá nada mais cômodo do que o Xbox One no centro da sala de estar. Simples assim, encare os fatos.

Playstation 4: indo dois passos à frente

Agora voltando à pergunta que intitula este texto: o que a comunidade quer realmente? Gráficos de ponta? A resposta é o Playstation 4. E mesmo que os gráficos da plataforma não pareçam tão melhores que os do PS3 ou de um PC turbinado, resta esperar o tempo passar. Foi assim com o PS3, lembra? Basta comparar a primeira leva de games com os últimos títulos 1st party que chegaram ao mercado.

Imaginem como será a próxima geração de God of War ou algum game do Team ICO daqui alguns anos quando os desenvolvedores estiverem familiarizados com o sistema? Serão nada menos que fantásticos, na certa. Imaginem as possibilidades de jogatina com o novo controle e a nova câmera integrada. Ou então com a conectividade com o Vita. Tá aí uma baita oportunidade de melhorar as vendas do portátil e melhorar a biblioteca de jogos do aparelho de bolso. Com o PS4 e o Vita a Sony finalmente realizará os planos de criar dois consoles irmãos. E sabem do que mais, a maior parte do poder de processamento do PS4 estará dedicada a rodar jogos!

Claro que todo esse poder terá um custo, e certamente ele não caberá em todos os bolsos (como é de praxe). Além disso, a Sony ainda não garantiu nada que não fará algum bloqueio a games usados e tão pouco falou sobre os novos planos para a PSN. Então, antes de achar que o PS4 é mais “amigável”, é melhor pensar de novo. Afinal de contas videogames são negócios e a Sony não tem andado com boa saúde financeira ultimamente e o lançamento de um novo videogame costuma consumir algumas verdinhas do cofre. Entretanto, como já disse, o Playstation 4 será voltado à nata dos jogadores, àqueles que estão dispostos a investir numa máquina que tem tudo para durar por uns 10 anos no mercado.

Xbox One: todo o mundo do entretenimento num só lugar

Por outro lado, se a comunidade está esperando uma caixa faz tudo a escolha óbvia é o Xbox One, afinal de contas (assim como nesta atual geração), os games multiplataforma não serão muito diferentes entre as duas plataformas e de qualquer modo os games do Xbox One deverão ser bons o bastante. Alguém tem dúvidas de que com tanta memória e poder de processamento ele não é capaz de rodar um game do calibre de Heavy Rain da Sony? Até melhor, meus caros. O Kinect melhorado e o melhor controle já dão à Microsoft dois grandes trunfos para agradar tanto os party gamers quanto os jogadores hardcore.

Além disso, não podemos ignorar o fato que as grandes franquias não irão abandonar uma plataforma tão lucrativa tão cedo. Call of Duty: Ghost já é uma realidade. E se jogos multiplataforma não é a sua praia, não se preocupe: a Microsoft anunciou que investiu cerca de US$  bilhão com as novas IPS exclusivas, então só nos resta esperar que os produtores façam jus a tanto dinheiro aplicado em seus serviços. E por fim, o Xbox One deverá ser mais barato que o Playstation 4, então os gamers menos afortunados que não quiserem ficar de fora do jogo por muito tempo deverão recorrer a esta máquina.

É óbvio que a necessidade de acessar a Live todos os dias e a obrigação de pagar taxas por jogos usados chegam a ser abusivas. Entretanto temos de entender duas coisas que matutam na cabeça dos executivos da Microsoft: quem ainda não tem acesso à internet nos EUA? Poucos. Tão poucos que nem se deve considerar. Afinal de contas, se um rapaz tem dinheiro para comprar um Xbox, então é natural que também disponha de recursos para acessar a internet. Tem quem aposte que a Microsoft está se tornando uma gigante das telecomunicações graças ao Skype e a Xbox Live, será?

Não gostou do Playstation 4 ou do Xbox One? Tem a Nintendo, ué?

E por outro lado tem a Nintendo que aposta na tradição, inovação e suas franquias de peso. Apesar das vendas do Wii U terem sido modestas, ainda dá tempo da plataforma se recuperar antes da chegada dos concorrentes se Nintendo anunciar games que todos querem jogar na E3 2013. O Wii U não é um videogame como outro qualquer graças ao GamePad, que mescla o controle à um tablet. Do Wii U não precisamos nos alongar, afinal ele já está no mercado há algum tempo. Resta dizer que apesar das piadas reverberadas na web, a Nintendo ainda sabe das coisas. Não por acaso o Wii está alcançando a casa de 100 milhões de unidades vendidas, ficando á frente dos concorrentes PS360.

Menos reclamações e mais jogos, por favor!

O resumo deste cenário é que cada uma das três empresas bolou uma estratégia diferente. Cada uma corre em uma direção diferente. É até estranho pensar que essa é uma disputa de videogames como foi a geração 128 bits ou a disputa entre X360 e PS3. O que os jogadores querem? Ninguém pode responder pelo coletivo, mas eu sei o que eu quero e sei que uma das três empresas atende minhas necessidades, assim como tenho certeza que uma delas atende às suas necessidades e a dos seus vizinhos. No mais, tenho certeza que todas essas empresas sabem onde estão pisando e apostaram suas fichas após muitas análises de mercado.

Nesta geração temos três opções de compra, basta escolher o que melhor se enquadra na visão de nova geração de videogames. É melhor do que ficar reclamando que empresa X tem um videogame ruim, ou que empresa Y pisou na bola com uma nova plataforma. Faça sua escolha e torça pelos bons jogos, pois é isso o que nós todos esperamos, certo?

 

 

E aí, o que você quer?

Xbox One: conheça o console de nova geração da Microsoft

Xbox One

Xbox One! E por fim a nova geração de videogames ganha um rosto! Nesta terça-feira (21 de maio de 2013) a Microsoft cumpriu o prometido e revelou para todo o mundo o sucessor do Xbox 360. Ao contrário da Sony, a empresa de Redwood não se fez de rogada e decidiu mostrar o tão aguardado videogame, além disso, o evento serviu para apresentar os primeiros jogos do aparelho, especificações técnicas e os planos da companhia para agarrar os jogadores.

Xbox One é o nome do novo videogame da Microsoft, que batizou o aparelho visando torná-lo o eletrônico número “um” da sua sala. Em outras palavras, “um” aparelho para suprir todas as suas necessidades, seja assistir TV, acessar a internet, ouvir música, assistir filmes, falar com a galera e, logicamente, jogar. Resumidamente: o aparelho tudo em “um”.

A apresentação do aparelho em si, foi praticamente focada em mostrar o design e o novo controle, além do Kinect renovado. A intenção era mostrar à comunidade que a Microsoft não tem o que esconder, aspecto esse muito criticado na coletiva da Sony. Se pararmos para analisar, veremos que a apresentação da Microsoft foi inversa à da Sony: enquanto que a empresa japonesa focou suas atenções nos jogos e pouco falou do console, a Microsoft falou muito do aparelho, mas muito pouco sobre os jogos.

De acordo com a empresa americana, há 15 títulos exclusivos em produção para o console, sendo que oito são novas IPs. Onde esses títulos estão só a Microsoft pode dizer, pois o evento de revelação só mostrou três novos jogos: Forza Motorsport 5 que destilou gráficos impressionantes, Quantum Break da Remedy (famosa pelo game Alan Wake) e o Call of Duty: Ghosts da Activision que até ganhou um trailer.

Além destes, a EA também anunciou uma parceria para trazer FIFA 14, Madden 25, UFC e NBA Live. A Ubisoft não apareceu no evento, mas já divulgou para a imprensa que os títulos Assassin’s Creed IV: Black Flag e Watch Dogs farão parte da biblioteca do Xbox One, além de outros seis jogos não revelados. A Square-Enix também já afirmou que Thief também estará na plataforma, assim como Destiny da Bungie, que já havia sido confirmado para o Playstation 4.

Sobre as definições técnicas do Xbox One: Uma CPU 8-Core AMD, Memória RAM 8GB DDR3 (sendo 5GB dedicado a games), HD de 500 GB, entrada e saída HDMI e o esperado player Blu-Ray. Com estas definições, os analistas dizem que não haverá muita diferença entre o Xbox One com o rival Playstation 4. O evento da Microsoft também serviu para desfazer um rumor que vinha ganhando força nos últimos meses: não, você não precisará mantê-lo conectado 24 horas na internet para jogá-lo. Apesar do alívio, o site Eurogamer informou que a Microsoft cobrará uma taxa dos jogadores que estiverem com games usados, além disso, parece que os jogadores terão a obrigação de acessar a Xbox Live pelo menos uma vez ao dia com o aparelho. Como isso vai ocorrer ainda é um mistério.

Xbox One Kinect

Outra novidade da Microsoft ficou por conta do Kinect, que ganhou novo design e aprimoramentos. Aparentemente o sensor de movimentos está mais sensível, reconhecendo de forma mais precisa os movimentos do jogador, além disso, o uso da voz será o suficiente para escolher se você quer jogar, assistir algum filme ou ouvir música. Ah e o melhor: o Kinect estará no bundle do novo Xbox.

O design do aparelho é bem simples. Nada de curvas sinuosas como na primeira versão do Xbox 360 ou algo mais arrojado como o modelo S. O Xbox One é bem quadrado e, sendo que as aberturas de ventilação são o “charme” do aparelho. Até mesmo o logo parece meio simples demais. O Kinect mantém a linha para combinar com o aparelho. O destaque mesmo é o controle, que manteve a ergonomia do controle do 360, porém com melhorias. Agora ele vem com uma bateria embutida, gatilho com impulso e direcional em cruz para maior precisão.

O Xbox One terá capacidade para executar várias tarefas de uma vez, sem perda de desempenho, segundo a Microsoft, por causa de sua arquitetura parruda. Por falar em aprimoramentos, a Xbox Live também será melhorada: agora serão 300 mil servidores em detrimento aos 50 mil atuais. A intenção é que os usuários possam desfrutar de serviços na nuvem sem dores de cabeça.

Um fator interessante é que o Xbox One irá instalar os jogos no HD, deste modo o disco não se fará necessário, bastando o jogador instalar o game uma vez e jogar. É por este motivo que haverá a tal taxa para games usados no novo console. Um ponto negativo ficou por conta da não retrocompatibilidade com os jogos do Xbox 360. A Microsoft não comentou muito sobre o assunto.

De acordo com a Microsoft, o novo aparelho chega ao mercado no final do ano, ainda sem preço definido. A E3 servirá para mostrar os games da plataforma.

Abaixo você confere o teaser do Xbox One, o novo videogame da Microsoft: