Google Play oferece mentoria grátis para desenvolvedores de jogos

Possui uma empresa produtora de games e está em busca de parcerias? Pois bem, estão abertas até o dia 1º de julho as inscrições para o Indie Games Accelerator, programa de aceleração do Google Play para desenvolvedores de jogos independentes.

As inscrições ficam abertas para mais de 70 países, incluindo o Brasil e o objetivo é ajudar desenvolvedores autônomos, assim como pequenas e médias empresas que atuam na área, a alavancar os seus negócios. São 40 horas de mentoria, divididas ao longo de 10 semanas, em que os participantes estarão em contato direto com especialistas renomados da indústria de games, compartilharão vivências com desenvolvedores do mundo todo, e receberão orientações técnicas sobre como construir e monetizar o seu projeto de jogo eletrônico.

Para participar, o desenvolvedor – que pode ser autônomo ou representar uma empresa com até 50 funcionários – precisa ter pelo menos 18 anos, registro ativo no Google Play, ter um game já lançado ou em desenvolvimento no momento da inscrição, e enviar um título lançado ou em desenvolvimento. As candidaturas serão avaliadas por um painel de jurados, de acordo com os critérios de inovação, diversão, design, qualidade técnica e de produção (saiba mais aqui).

Os candidatos selecionados para esta edição do Indie Games Accelerator serão comunicados por e-mail no início de setembro. As sessões de mentoria acontecem virtualmente, de outubro a dezembro deste ano.

Para mais informações, acesse o blog de desenvolvedores do Android. As inscrições são feitas pelo site do Indie Games Accelerator (conteúdo em inglês).

Google Play divulga lista dos melhores jogos de 2021

Para quem gosta de lista de melhores do ano, o Google anunciou os melhores aplicativos e jogos da loja brasileira em 2021. Os títulos foram selecionados por uma equipe editorial do Google, que leva em conta critérios como qualidade e nota de avaliação do público.

Semelhante ao ano passado, seguem populares os aplicativos focados no auto-aperfeiçoamento, controle de hábitos e meditação. Nos jogos, o Play Store também viu uma onda de desenvolvedores independentes criando experiências de jogo imaginativas e pessoais.

Confira abaixo a lista dos vencedores deste ano no Brasil:

Os mais competitivos

      • Rogue Land: jogo 3D dinâmico em um mundo de fantasia e monstros;
      • MARVEL Future Revolution: primeiro RPG mobile baseado no universo da Marvel.
      • Northgard: jogo de estratégia baseado na famosa Mitologia Nórdica;
      • League of Legends: Wild Rift: versão mobile de um dos jogos mais famosos do mundo;
      • Suspects: Mystery Mansion: jogo online de até nove jogadores para resolução de mistérios.

 

Os mais inovadores

      • Inked : resolva puzzles com a identidade de um Samurai;
      • Sixit : com apenas seis ações por turno, o jogo leva seus jogadores a explorar a floresta, resolver os seus puzzles e salvar os amigos da Grande Tempestade;

 

Os melhores indies

      • Donut County: jogo de quebra-cabeça de física baseado numa história no qual você joga como um buraco no chão que está sempre crescendo;
      • My Friend Pedro: Ripe for Revenge: baseado no jogo de computador com mesmo nome, esse novo jogo traz tudo do seu antecessor para os celulares;
      • Bird Alone: jogo de superação, aventura, música e da vida;
      • 7 Billion Humans : jogo que permite o jogador a gerenciar um mundo com 7 bilhões de pessoas;

 

Os melhores casuais

      • Project Makeover : jogo que repagina os personagens por meio de escolhas de roupas, penteados, maquiagens e até móveis da moda;
      • Disney POP TOWN : jogo de fases que, resolvendo quebra-cabeças desafiadores, é possível colecionar trajes e construir cidades com temas da Disney;
      • Gatos no Tempo : o jogador deve resolver puzzles para salvar os gatinhos que viajaram por uma máquina do tempo e ficaram presos na Idade Média;
      • Switchcraft: combinar 3 mágicos : através de resoluções dos quebra-cabeças de centenas de fases, o jogador caminha para solucionar o desaparecimento de Lydia em uma trama que se desenrola em uma linda história em quadrinhos.

 

Melhor para tablets

      • League of Legends: Wild Rift: a versão mobile de um dos jogos mais famosos do mundo.

Change the Game – Evento da Google Play dá espaço para que mulheres ingressarem na indústria de games

O Dia Internacional das Mulheres passou, porém vale mencionar qualquer ação que vise empoderar nossas jogadoras, independente da data, certo? Pois bem, o desafio Change the Game, liderado pela Maia Mau, head de marketing do Google Play, conseguiu reunir mais de 3 mil inscrições de meninas que aspiram entrar no mercado de desenvolvimento profissional. O objetivo era guiar as garotas para a produção de jogos mobile e dar mais visibilidade às gamers brasileiras.

De acordo com a Google Play, muitas garotas tiveram voz para falar das dificuldades em ser uma gamer girl no Brasil. A partir daí, coletou-se e analisou-se os dados do mercado para entender como seria possível fugir de estereótipos nesse universo. Além disso, os organizadores trabalharam no sentido de incentivar jovens mulheres a entrar no universo dos games também como desenvolvedoras.

Um dado interessante é que quase 60% dos gamers brasileiros são mulheres, mas sua participação no mercado de trabalho é bastante ínfima. Apenas 18% dos estudantes do curso de engenharia ou ciências da computação são mulheres. O que justificaria essa disparidade?

No mundo dos jogadores, há uma divisão entre os casual gamers — o principal grupo, com um maior número de jogadores — e os hardcore gamers, uma turma menor, mas não menos importante para indústria. No Brasil, as mulheres são maioria entre os casual gamers. E elas não jogam pouco: em média, 3 vezes por semana, em sessões de até 3 horas. Outra curiosidade nesse perfil é que 4 em cada 10 admitem que games são sua forma preferida de entretenimento, ainda que prefiram baixar jogos gratuitos.

Primeiro país depois dos EUA a receber o programa, o Change the Game por aqui teve alta procura: foram mais de 3 mil inscrições de garotas de 15 a 21 anos, estudantes de escolas públicas ou privadas. As inscritas foram avaliadas por um grupo de dez mulheres, de dentro e de fora da área de desenvolvimento de games. Duas delas saíram vencedoras — uma de escola pública e outra de instituição privada — e ambas tiveram seus jogos lançados no Google Play em fevereiro.

O concurso também possibilitou que as duas ganhadoras passassem uma semana de colaboração na Tapps Games, empresa parceira do Google e uma das maiores desenvolvedoras de games do Brasil. O Change the Game forneceu ainda outras 800 bolsas de estudo online para garotas com desejo de mergulhar no mundo das desenvolvedoras — e ainda disponibiliza no site uma série de vídeos-tutoriais para quem tem o sonho de fazer um game do zero. Tudo para incentivar e apoiar a representatividade feminina no mundo dos jogos para celular.