SAGA Talks debate sobre os games que viraram filmes

Nem sempre os jogos de sucesso conseguem êxito em suas adaptações para as telas de cinema. Títulos como Mortal Kombat, Street Fighter, Tomb Raider, Sonic, Super Mario Bros., Resident Evil, Doom, Assassin’s Creed, Tekken e Warcraft, são alguns exemplos de que nem sempre é possível corresponder às expectativas dos fãs. No próximo domingo (16) os fãs de jogos eletrônicos poderão acompanhar essas histórias através do programa SAGA Talks, às 16h, no canal da SAGA na Twitch .

O “SAGA Talks: Dos Games Paras As Telonas” contará com a apresentação de Rafael Nogueira, coordenador de eventos da SAGA, que receberá o criador de conteúdo e streamer David Tavares, o dublador e ator Heitor Assali, e o ilustrador e quadrinista Rafael Sam, para um bate-papo sobre o desempenho dos jogos nas telonas. O público poderá participar do programa enviando perguntas pelo chat.

Mais informações sobre a SAGA, maior rede de escolas de games e arte digital do Brasil, e seus cursos estão disponíveis no site da SAGA.

FGV DAPP promove debate sobre jogos e política

Já faz alguns anos que é possível ver discussões arraigadas sobre política nos grupos e fóruns de discussões dedicados a jogos eletrônicos. Muita gente vê com maus olhos esse clima político e frases do tipo “que chato, estão politizando até grupo de videogames” se tornaram muito comuns. Entretanto debater política nesses grupos não é tão descabido assim, pelo menos é isso o que a Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) pensa. A instituição promoverá nos dias 28/01, 04/02 e 11/02 um ciclo de webinar online para debater games e política.

A ideia é embasada seguindo a linha de que os jogos, tal como outras formas de cultura, têm propósitos diversos no meio político e integram o debate público, embora, até recentemente, a relação entre jogos e política tenha sido pouco reconhecida. De acordo com os organizadores, as eleições americana e brasileira de 2020 colocaram em evidência os jogos digitais como espaço de interlocução e a necessidade de aproximação e diálogo com o público gamer. Inclusive quem esteve antenado pôde conferir jogos eletrônicos independentes cujo os personagens principais foram extraídos diretamente do ambiente político.

O Ciclo de Webinar Jogos, Comunicação e Política do Games + Digital Lab, aborda as relações entre jogos e política a partir de três perspectivas diferentes: a estratégia política em torno do público gamer, o sexismo nos ambientes de jogo e a pauta de questões sociais a partir de jogos digitais.

O foco da série de debates é compreender os jogos e as formas de interação associada e eles como parte do cenário cultural, político e social contemporâneo. Nesse contexto, pesquisadores da FGV DAPP e convidados discutem os games tanto como formas quanto como ambiente para a expressão de ideias, a partir dos jogos multiplayer e das práticas de streaming, por exemplo.

Abaixo você confere as datas e os debates específicos de cada dia. Vale lembrar que é necessário fazer a inscrição no site da FGV, sendo que o link é  único de inscrição para as três datas do ciclo.

 

Programação:

28/1 Ciclo Jogos, Comunicação e Política | Gamers e mobilização política

Na primeira mesa do evento serão debatidos as utilizações dos jogos, das práticas de jogos e da cultura gamer, como forma de estratégia política, e o engajamento desse público, a partir de mídias digitais emergentes. Dentre os temas abordados estão: a importância de novos meios de comunicação nesse cenário e do diálogo com novos públicos; o papel do streaming de jogos e dos comunicadores e influenciadores no debate político com público jovem; e a influência e mobilização da cultura gamer no cenário político.

Moderadora: Luiza Santos – Pesquisadora da FGV DAPP

Palestrantes: Thiago Falcão – Professor da UFPB e coordenador do GP em Games da Intercom; Henrique Antero – Representante do Nautilus; Marco Ruediger – Diretor da FGV DAPP; e João Varella – Fundador da editora Lote 42 e da Banca Tatuí.

 

4/2 Ciclo Jogos, Comunicação e Política | Jogando como uma garota

A mesa temática “Jogando como uma garota” propõe uma discussão sobre a discriminação de gênero no ambiente de jogos digitais a partir de três questões centrais. Os eixos a serem debatidos são: a discriminação e a violência contra jogadoras mulheres no meio online, a experiência feminina na cultura de streaming de jogos brasileira e a situação da mulher na indústria da tecnologia.

Moderadora: Luiza Santos – Pesquisadora da FGV DAPP

Palestrantes: Gabriela Kurtz – Professora da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS; e Gabi Catuzzo – Streamer e criadora de conteúdos de videogames

 

11/2 Ciclo Jogos, Comunicação e Política | Debates sociais nos games

Temas políticos são recorrentes nos jogos digitais, que apresentam temáticas de cunho social a partir de elementos como a narrativa, as mecânicas de jogo e o game design. Mas, qual o papel dos jogos digitais na proposição de temas para o debate público? Compreendendo os jogos digitais como elementos da cultura, durante essa mesa estarão em debate as possibilidades de abordagem de temas de cunho social nos jogos digitais; como a indústria de jogos se configura e se organiza em torno dessas temáticas; os desafios na abordagem de temas polêmicos com o público gamer; e o potencial de mobilização de temas contemporâneos através de jogos digitais.

Moderador: Lucas Roberto – Pesquisador da FGV DAPP

Palestrantes: Beatriz Blanco – Designer, professora e pesquisadora especializada em infografia, conteúdos educativos, games e cultura digital; e Ken Levine – Fundador e diretor criativo da Ghost Story Games

 

Serviço – Ciclo Jogos, Comunicação e Política

Datas: 28/ 1, 4/2 e 11/2

Onde: Youtube FGV

Link de inscriçãohttps://evento.fgv.br/gamesepolitica

Black Run, jogo da 99Hit Games, mostra como funciona o racismo no Brasil

A discussão referente ao racismo tomou o debate nas redes sociais logo após a trágica morte do estadunidense George Floyd no início do ano. A partir de então, muitas empresas e organizações utilizaram seu espaço para debater o racismo. Este é o caso da 99Hit Games, produtora indie brasileira de jogos eletrônicos, que acaba de  lançar o jogo Black Run para smartphones.

Black Run é do gênero infinite runner e tem o objetivo de colocar o racismo em pauta. Nele, o usuário controla um personagem de pele negra que, junto do seu colega de trabalho (de pele branca), precisa correr para não se atrasar na empresa. No caminho, ele precisa desviar de situações como discriminação no trabalho, abordagem policial, e até de casos que ficaram conhecidos na mídia – como a morte de George Floyd e a agressão ao motoboy em um condomínio em Valinhos (SP).

Um dos pontos altos do game foi a pesquisa para trazer situações corriqueiras. Isto foi possível pois o desenvolvedor do jogo, Piero Barcellos, fez um levantamento de informações e ouviu pessoas que passaram pelas situações que o jogo retrata.

“A ideia do Black Run é mostrar como é difícil ser negro em uma sociedade construída em cima do racismo estrutural. Por isso cada situação no jogo foi pensada para refletir esse cenário e colocar em xeque questões como meritocracia e preconceito velado”, diz. Além disso, Black Run também traz dados ao longo do jogo, como estatísticas sobre salários dos negros no Brasil e o telefone para denunciar casos de racismo (Disque 100).

A intenção é mostrar que jogos são muito mais que mera diversão: “Os games são uma plataforma muito eficiente para educar, contar histórias, transmitir mensagens e fazer pensar. E o objetivo da 99Hit Games está em criar jogos que façam isso e possam ir além”.

O jogo Black Run pode ser acessado na Play Store.