Lipsync Killers – Game brasileiro coloca o jogador em desafio musical de Drag Queens e Drag Kings

Quem assiste ao programa RuPaul’s Drag Race vai sentir familiaridade com o novo jogo Lipsync Killers, do estúdio de mesmo nome. Trata-se de um título para PC e Android inspirado em clássicos como Guitar Hero e Just Dance, a diferença é que aqui a disputa é protagonizada por Drag Queens e Drag Kings pelo posto de melhor performer de um show musical.

O jogo será uma competição rítmica na qual será preciso realizar movimentos de acordo com cada música para que sua drag queen ou drag king faça uma performance recheada de espacates, death drops e revelações, e consiga completar os desafios e acumular pontos.

Lipsync Killers está a poucos dias de realizar o lançamento da primeira demo do jogo, que servirá como o pontapé inicial para a campanha de financiamento coletivo a ser liberada simultaneamente. O lançamento, tanto da demo quanto da campanha, será realizado nessa quinta-feira (27), onde serão reveladas as informações relacionadas às formas de apoio, valores, além das metas especiais que, se cumpridas, liberarão diversas funcionalidades e participações dentro do jogo.

“Nós tivemos a sorte de conseguir a participação de pessoas muito especiais, e que são vozes importantes dentro da comunidade LGBTQIA+. Então estamos muito animados para que todos possam ver todos os detalhes do jogo, que estamos desenvolvendo com muito carinho e cuidado. Algumas pessoas que colaboraram com o projeto já receberam a demo em primeira mão, e o feedback tem sido super positivo.”, diz Renan Riso, criador do jogo.

Na demo será possível conhecer um pouco mais sobre a mecânica do jogo, que segue os moldes de clássicos como Guitar Hero e Just Dance, onde o jogador precisa realizar os movimentos de acordo com o ritmo da música para conseguir pontuar e completar as metas. E aqui, o jogador irá incorporar uma drag queen em uma batalha de dublagem, realizando movimentos como death drops, espacates, revelações de perucas e muito mais.

“Nesse primeiro momento será possível jogar apenas com duas das personagens já anunciadas anteriormente: Nonami e Liquor. Mas já revelamos outras três personagens jogáveis que serão lançadas posteriormente, e já temos algumas outras em desenvolvimento.”, continua Renan. E por ser um jogo rítmico musical, Lipsync Killers promete trazer boas surpresas para os fãs de música nacional.

“Nós temos algumas das drag queens mais famosas no mundo atualmente, se aventurando nas mais diversas áreas do entretenimento e levando a nossa cultura cada vez mais longe. E é claro que não poderíamos deixar de trazer para o projeto algumas dessas artistas que também somos fãs! Antes de qualquer coisa, queremos servir como uma plataforma para essas artistas independentes, que fazem trabalhos incríveis e merecem alcançar cada vez mais pessoas.”, conta o publicitário.

Além das cantoras consagradas nas noitadas das Queens e Kings no setlist, o título ainda promete a adição de uma Drag Queen bastante famosa como personagem jogável. Além disso, Lipsync Killers também trará drags conhecidas no meio digital como influencers, youtubers e podcasters como parte de algumas metas do financiamento em que elas entrarão como narradoras do jogo.

A campanha de financiamento do jogo Lipsync Killers estará disponível no Catarse, e a demo será liberada para download em smartphones com sistema operacional Android, e para PC Windows em uma forma adaptada para pessoas que utilizam o sistema iOS. O lançamento para smartphones da Apple está previsto como parte da primeira meta do jogo. Você confere mais informações sobre o título no Twitter e no Instagram oficiais.

Abaixo você confere o trailer de Lipsync Killers:

A Bandeira do Elefante e da Arara – RPG clássico lança financiamento coletivo para virar game

Quem acompanha o mercado de board games certamente já ouviu falar do RPG A Bandeira do Elefante e da Arara, game ambientado em uma versão fantástica do período colonial brasileiro e que se tornou um dos mais populares e premiados do país. Pois bem, há uma grande chance de ele migrar das mesas para os computadores, afinal há uma campanha de financiamento coletivo em voga no Catarse.

Para quem não conhece, A Bandeira do Elefante e da Arara nasceu com contos e se espalhou por diferentes formatos e mídias, como romances e HQs. A série original levou as histórias e lendas brasileiras para o mundo, sendo traduzida para sete idiomas e alcançando mais de 100 mil leitores. Tornou-se também um RPG de sucesso internacional, já com sete títulos lançados, ao adaptar o riquíssimo folclore do nosso país para a fórmula do RPG de mesa. Trata-se do único RPG nacional a receber nos EUA o prestigioso prêmio ENnie, um dos maiores do RPG.

O objetivo do game é levar toda a tradição do board game para o ambiente digital. Para isso, no gane, o jogador vai acompanhar a história de Baltasar, um jovem português em busca de aventuras e redenção nas terras inexploradas da colônia. O caminho do jovem é interrompido por um touro negro, uma tribo de guerreiras indígenas e uma entidade ancestral. Tudo isso em uma terra em eterno conflito. O jogador forma então um grupo de até quatro personagens para desbravar a região entre Olinda e São José do Maranhão.

O game está sendo desenvolvido pelo Time Galleon Studio, que foi formado para o projeto, mas que conta com experientes profissionais. Outro destaque é que o gane contará com um estilo artístico único, que retrata com esmero o Brasil colonial. As batalhas, vale dizer, serão por turno.

De acordo com os desenvolvedores, a narrativa é intrigante e convida o jogador a testar seus limites de ética e moral através de escolhas ingame. Essas escolhas, aliás, afetam o desenvolvimento e conclusão do jogo. Ao longo da aventura é possível coletar itens e habilidades que afetam as habilidades do personagem. A ideia é fazer um RPG clássico com a adição de coisas mais modernas. Mais informações na página oficial no Catarse.

Abaixo você confere o trailer de Três Reinos:

Bem Vindo ao Game Design – livro busca mostrar todas as etapas da criação de um jogo eletrônico

Quem nunca jogou um game e ficou se perguntando como se deu a sua produção? Pois é justamente sobre as etapas de um game design que se propõe a falar o livro “Bem Vindo ao Game Design”, do Prof. João Victor, fundador da escola de programação One Day e criador do canal One Day Code. A obra pleiteia mostrar como é produzido um título desde seus estágios iniciais até seu derradeiro lançamento, de modo que o leitor irá perceber o que diferencia um game de sucesso, de outro relegado ao ostracismo.

De acordo com o Prof. João, o livro “Bem Vindo ao Game Design” possui linguagem fácil para completos iniciantes, de modo que o leitor interessado em entrar de cabeça no mundo da produção de jogos possa transformar um HOBBY em uma PROFISSÃO, sejam quais forem suas habilidades.

O livro ainda não está finalizado, pois seu idealizador não conta com o apoio de uma grande editora – tudo está sendo feito pelo empenho do autor. Para finalizar o projeto e publicar o livro foi aberto uma campanha de crowdfunding a fim de arrecadar R$ 7.500,00 a fim de garantir a impressão, uma revisão esperta, diagramação etc. De acordo com João, o projeto nasceu após analisar que há muitas pessoas interessadas em produção de jogos, mas que não encontram materiais de pesquisa que tornem sua saga mais fácil.

“No mercado de jogos, existe uma grande falta de profissionais capacitados, e ao mesmo tempo um excesso de pessoas tentando criar jogos, sem saber como começar, gerenciar um projeto, organizar suas ideias e escolher o melhor meio de monetizar e progredir no mercado. O que acontece é que na maioria das vezes, as pessoas miram muito alto e ao tentar criar um “Grande MMORPG Battleroyale 3D” acabam se frustrando, nunca terminando o projeto e desistindo no meio do caminho”, diz o Prof. João Victor.

O livro “Bem Vindo ao Game Design” pode ser considerado um miniguia, ensinando passo a passo como gerenciar um projeto de jogo, quais são as áreas em que você pode se encaixar, recomendações de softwares e materiais de estudo e exercícios práticos sobre Design de Jogos. Você pode experimentar uma prévia da obra baixando o primeiro capítulo aqui.

Um dos capítulos mais interessantes é o que fala sobre as carreiras de game designer, pois é aqui que o leitor fica ciente de que pode atuar em diferentes ramos do designer de um game, tal como arte, música, programação, negócios etc. A ideia de “Bem Vindo ao Game Design” é mostrar que mais do que escrever linhas de programação, a produção de jogos abraça diferentes perfis de profissionais. Além disso, a obra fala sobre como é trabalhar em pequenos e grandes estúdios, além de pincelar um pouco como é o panorama do mercado nacional de jogos.

Você pode descobrir mais sobre o livro “Bem Vindo ao Game Design”, clicando aqui ou assistindo o vídeo abaixo: