O jogo independente Crow’s Requiem iniciou campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse. Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Ex Ignorantia, o projeto busca apoio da comunidade para ampliar o escopo de desenvolvimento e consolidar sua proposta narrativa.
Classificado como um cRPG com ambientação “pandemicpunk”, o título se passa em Nova Horizonte, cenário de atmosfera pós-apocalíptica. A obra combina elementos de RPG, narrativa em estilo de quadrinhos, construção de mundo e decisões que impactam o desenrolar da experiência.
Segundo o estúdio, o projeto nasceu como uma obra narrativa e evoluiu para um jogo interativo estruturado a partir da tradição do RPG de mesa, área na qual a equipe já possui experiência com a publicação de sistemas próprios. A proposta é integrar mecânicas e enredo de forma indissociável.
A campanha oferece diferentes faixas de apoio, com recompensas que incluem acesso ao jogo, livros digitais e físicos dos sistemas desenvolvidos pelo estúdio, trilha sonora, conteúdos exclusivos de bastidores e itens colecionáveis vinculados ao universo do título. O modelo é cumulativo, permitindo que apoiadores ampliem o conjunto de benefícios conforme o nível de contribuição.
Além da arrecadação, o jogo já conta com uma versão demonstrativa gratuita disponível na Steam, possibilitando que o público conheça previamente as mecânicas e a ambientação.
Crow’s Requiem integra o cenário de produções autorais independentes no Brasil, segmento que vem ampliando sua presença com projetos narrativos desenvolvidos fora das grandes estruturas da indústria. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.
A produção brasileira de jogos digitais ganha um novo espaço de valorização com o lançamento do projeto Indie Brasilis: Catálogo de Games Nacionais – De Aventuras na Selva [1981] à sua versão mobile [2024]. Idealizado pelo desenvolvedor Renato Degiovani, pioneiro da cena nacional, e pelo jornalista especializado em games Kao Tokio, o projeto acaba de abrir campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.
O objetivo é publicar um livro físico que reúne a história de 60 jogos criados no Brasil, abrangendo desde títulos que marcaram os primeiros passos da indústria, nos anos 1980, até produções recentes de destaque internacional. Entre os games presentes no catálogo estão clássicos como Amazônia, um dos primeiros jogos de aventura em texto do país; Horizon Chase, inspirado nos arcades de corrida e com sucesso em várias plataformas; além de obras premiadas como Pixel Ripped e Unsighted.
O livro, no entanto, não se limita aos nomes consagrados. A pesquisa dos autores também trouxe à tona produções pouco conhecidas ou quase sem registros, como Disco Laser e Aventuras na Serra Pelada, criados para computadores ZX Spectrum, além de projetos independentes das décadas seguintes, entre eles Ciber Cabra, SambaSim e Tacape. Para Degiovani, reunir esses jogos é uma forma de mostrar a diversidade e a riqueza da cena brasileira, muitas vezes invisibilizada em sites e eventos.
O projeto vai além da publicação impressa. O Indie Brasilis também conta com um site já disponível (indiebrasilis.com.br), que será constantemente atualizado com novos conteúdos sobre a produção nacional. Há ainda um canal de vídeos, que trará entrevistas com desenvolvedores, e a Galeria IndieDevs Brasilis, espaço online em que profissionais do setor podem cadastrar gratuitamente seus currículos e links de trabalhos, criando um panorama da atividade de game design no Brasil.
“O livro Indie Brasilis trará um compilado de informações de jogos clássicos das décadas de 1980 até 2020 e, pela primeira vez, detalhes de games muito pouco conhecidos ou sem quaisquer registros, a exemplo de Disco Laser e Aventuras na Serra Pelada, desenvolvidos para computadores baseados na
tecnologia ZX Spectrum, os games criados pelos jovens cearenses dos estúdios PISC/GENES, em meados da década de 1980, e projetos como Ciber Cabra, SambaSim e Tacape, entre outros”, informou Kao Tokio, um dos autores, destacando a ampla pesquisa para a elaboração da obra.
A iniciativa conta com patrocínio dos sites Tilt.net e Xuti.net, além de apoio institucional de organizações ligadas à cena gamer, como o portal Indústria de Jogos, a Game Jam Plus — maior maratona de criação de jogos do mundo —, a editora WarpZone, o evento Retrocon e o site Quebrando o Controle.
Interessados em apoiar a publicação podem contribuir pelo Catarse.
Gosta de literatura interativa e de ambientesOlha só o que acabou de entrar em financiamento coletivo no Catarse! É o livro-jogo mais esperado do momento: Mephirot – Terra da Opressão. Criado pelos brasileiros Pamella Avelar e Felipe Feldrick, esse livro-jogo é a nova sensação no mundo da literatura interativa. Desde 2022, a Mistik Studio vem lançando a série de livros-jogos, mas essa nova edição é diferente de tudo que já vimos antes. Não só é a primeira versão impressa, como também reúne os principais personagens da série em uma nova história incrível.
Agora, você deve estar se perguntando: “Mas o que é um livro-jogo, afinal?” Ah, é simples, amigo! É um livro em que você controla o personagem e toma decisões que afetam o desenrolar da história. Parece RPG SOLO, mas é um pouco diferente. Aqui, o livro é o narrador e você é o jogador, o que significa que você pode se sentir como um personagem em um jogo enquanto está sentado confortavelmente em sua poltrona favorita. Demais, não é mesmo?
E não pense que Mephirot é apenas mais um livro-jogo chato e sem graça! Não, senhor! Essa obra é ambientada em um universo de fantasia sombria, onde as raças são abandonadas em um mundo caótico e sombrio. É uma loucura! A opressão é uma força que distorce a realidade e corrompe a mente dos seres vivos. O que é isso, gente? Parece uma mistura de Dungeons & Dragons com Game of Thrones!
Mas não se preocupe, a mecânica do jogo é fácil de entender, então mesmo que você seja um iniciante, ainda pode se divertir muito. Basta um dado de seis lados para as rolagens e uma ficha do personagem para registrar tudo o que está acontecendo. E se você precisar de ajuda para gerenciar seus recursos, não se preocupe, há um aplicativo gratuito para isso!
E a melhor parte? Cada partida do livro-jogo é diferente! Com diversas realidades e vários finais possíveis, você pode jogar quantas vezes quiser sem ficar entediado. Além disso, há várias side quests e uma cartela de adesivos para interação com o livro. Sério, é tão divertido que você vai querer jogar com seus amigos, familiares, vizinhos e até mesmo com seus pets.
Então, se você quer se divertir de verdade, esqueça os jogos de tabuleiro e experimente Mephirot – Terra da Opressão. Corre lá no Catarse e dá uma olhada.
Os diferenciais dos livros-jogos do Universo Mephirot são:
Mundo conectado;
Foco narrativo;
Mecânica fácil;
Jogo em terceira pessoa (você joga com o personagem pronto domundo de Mephirot, ou seja, ao mesmo tempo que o guia, também vai conhecendo a sua história).
Atualmente, Mephirot conta com 15 livros-jogos, o que a torna a maior série independente de livros-jogos do Brasil. As edições são publicadas mensalmente através da assinatura Universo Mephirot: Livros-Jogos. Essas histórias acompanham a jornada de Gaiwan Ronai e Héris Thaliba. Por se tratar de uma produção independente, os criadores contaram que dependem do financiamento coletivo para continuar com a produção.
“Nossa equipe é pequena e não temos muitos recursos, mas isso não nos impediu de dar o primeiro passo com dedicação. Iniciamos nossa jornada com materiais digitais, até mesmo para facilitar o acesso dos usuários com preços mais acessíveis. Aliás, alguns deles conheceram o RPG através dos livros-jogos, o que nos deu mais motivos para continuar, e agora estamos tentando o financiamento do livro-jogo impresso, pois acreditamos que Mephirot merece crescer e nossos apoiadores merecem um material ainda melhor”, disse Pâmella Avelar, autora dos livros-jogos.
A campanha completa de Mephirot: Terra da Opressão você pode conhecer aqui.