Purposyum, Challengers of Justice –  jogo da ONU será lançado na “São Paulo Play Week”

Um dos games que mais devem chamar as atenções durante o evento São Paulo Play Week, a ocorrer em 28/11/2019, é o Purposyum, Challengers of Justice, um game criado pelos alunos da ETEC Parque da Juventude com a mediação de pesquisadores do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da USP. Trata-se de um jogo de cartas que coloca os jogadores em um ambiente colaborativo. A ideia é que os jogadores se unam para defender o sistema solar.

Purposyum, Challengers of Justice foi selecionado pela Organização das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) em parceria com a UNESCO entre os dez jogos da campanha “Educação para a Justiça”. O motivo para isso é que o game tem um viés social bastante social e impactante. No jogo há uma disputa colaborativa entre planetas que podem se unir para propor soluções que superem os “Desafios da Justiça” e assim evitar a destruição do sistema solar. As soluções propostas são avaliadas pelos jogadores. O macete é que se não houver a resolução de um mínimo de desafios, todos perdem.

Durante a partida, vão surgindo algumas questões como “Salvar a todos ou salvar a mim mesmo?” e “O meu planeta é mais importante que os outros?” que ajudam os participantes a refletir e trabalhar noções e problemas atuais como xenofobia, discursos de ódio, homofobia e porte ilegal de armas.

A ideia do projeto Purposyum, Challengers of Justice ganhou maturidade após Gilson Schwartz, coordenador do grupo “Cidade do Conhecimento” na USP e diretor para América Latina da rede “Games for Change”, convidar alunos da ETEC Parque da Juventude para participar ao longo de 2018 do desenvolvimento do projeto a fim de participar do concurso da ONU, que pedia jogos não-digitais que promovessem a consciência crítica sobre direitos humanos, racismo, porte de armas, guerras, violência de gênero, corrupção, crimes ambientais e respeito às leis.

A participação no São Paulo Play Week serve ao propósito de abrir o projeto à participação de escolas de todo o Brasil, criando cartas com “ícones da justiça” próprias ou até novos jogos que fortaleçam a campanha mundial de “Educação para a Justiça”. De acordo com Schwartz, o evento na USP será uma oportunidade para mobilizar a participação e também para ampliar as fontes de patrocínio e investimento no projeto, por meio de “criptomoedas criativas” (moedas digitais).

“Por meio desse estímulo, veremos que é possível aprender, brincando, sobre justiça, igualdade, diversidade, paz e reconhecimento, estado de direito e tolerância “, disse Gilson Schwartz, coordenador do projeto.

Fotos: Reprodução/TV Globo

Sobre o São Paulo Play Week

O São Paulo Play Week 2019 tem como tema a “Acessibilidade, Diversidade e Justiça” e será realizada em São Paulo, entre os dias 28 de novembro e 8 de dezembro. O evento é conhecido como  o maior evento brasileiro voltado à criação de games, jogos e brinquedos de impactos social e pessoal transformadores, de modo que ele é organizado pela rede mundial “Games for Change” na América Latina em parceria com a ETEC Parque da Juventude e coordenação do grupo de pesquisa “Cidade do Conhecimento” da Universidade de São Paulo (USP). Para saber mais, acesse o site do evento.

Projeto BeOk ajuda a prevenir o uso de drogas com recompensas

A ciência e a medicina já se ligaram que os videogames são plataformas extremamente eficazes em diversas formas de tratamento. Ainda assim, já imaginou um game que pudesse ajudar na luta contra as drogas? Pois foi exatamente essa a ideia de um professor da USP e duas psicólogas do Hospital das Clínicas de SP. O projeto chamado BeOK utiliza um GPS para alertar o usuário sobre áreas de risco, em que o acesso a substâncias psicotrópicas são facilitadas.

Basicamente o aplicativo oferece alternativas para os usuários que estiverem passando perto daquele bar ou “biqueira”, tais como um teatro, ou apresentação musical. Mas até então parece apenas um aplicativo, certo? Na verdade o caráter gamer se dá pelas recompensas emocionais que o usuário recebe ao resistir à recaída. Receber um ingresso para uma peça bacana é um claro exemplo de recompensa, mas há muitas ideias ainda em desenvolvimento.

No entanto, menos de 17% das pessoas que possuem problemas com drogas no Brasil recebem tratamento. Isso porque muitos consideram esse tema um tabu, e nem chegam a buscar ajuda. Além disso, a maioria desiste do tratamento pela dificuldade de acesso ao serviço e por imensas filas de espera. Sem contar que nem todas as cidades possuem tratamento especializado.

De acordo com os criadores, BeOk terá um botão de pânico para acessar pessoas cadastradas – caso de parentes ou amigos – em situações de emergência, como recaídas ou crises de abstinência. Vale destacar que o aplicativo vai contar com uma série de vídeos de treinamento para relaxamento e dicas de psicólogos e profissionais de saúde engajados em combater o vício em drogas.

Como se não bastasse, o BeOk um diário de consumo da droga e do estado emocional do usuário, para medir a redução do uso e da severidade da dependência. O projeto já possui uma versão demo, mas o lançamento definitivo depende de uma campanha de crowdfunding no Kickstarter.

A médio e longo prazos, o intuito do BeOk é constituir uma startup e alcançar cerca de 10 mil dos mais de 2 milhões de brasileiros em tratamento por dependência de drogas. Em paralelo, funcionaria também um meio de combate à formação de cracolândias. Para saber mais sobre o projeto e para fazer a sua contribuição, basta acessar a página do projeto no Kickante ou no Facebook.

Abaixo tem o vídeo do BeOk:

https://www.youtube.com/watch?v=1S4jO8WOYhw&feature=youtu.be

Samsung anuncia parceria com a Poli-USP e inaugura o Ocean para desenvolvedores com a Universidade

A Samsung e a Poli-USP se uniram para inaugurar um novo centro de treinamento para desenvolvedores com a universidade. O curso é aberto e seu tema é a Internet das Coisas com pesquisas relacionadas à indústria 4.0. O objetivo é aproximar o mundo corporativo das iniciativas acadêmicas. A empreitada foi concebida através de um convênio com o programa Parceiros da Poli, o novo laboratório, batizado de Ocean USP, e já conta com equipamentos de ponta e está instalado em uma área de 300 m² do Departamento de Engenharia de Produção da Poli.

De acordo com os organizadores, no Ocean USP, serão desenvolvidas atividades de ensino e pesquisa, e também de extensão, com cursos de difusão, com destaque a um dedicado à Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). No novo curso, os alunos poderão aprender desde o
desenvolvimento do hardware de um dispositivo – como um smartphone, por exemplo – até a expansão e a múltipla conexão, que transformam os dispositivos em essenciais para a vida das pessoas.

Quem fizer o curso sai do instituto bem capacitado, pois a grade de capacitação tecnológica será bem ampla, sob o formato de cursos livres e intensivos, além de outras formações relacionadas às práticas de negócios, como planejamento estratégico, gestão de projetos, marketing, empreendedorismo, entre outras, em parceria com o Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP.

“Na Samsung, acreditamos que é muito importante estarmos próximos do crescente ecossistema de empreendedores e desenvolvedores de conteúdo – público habitual em importantes universidades, como a USP. Estes jovens são muito engajados na busca de recursos inovadores para solucionar temas de suas comunidades. Não por acaso, o Ocean em dois anos de funcionamento – com unidades em Manaus e São Paulo (anteriormente, situada na Avenida Faria Lima) – já capacitou cerca de 25 mil pessoas”, comenta Gabriel Farias, diretor de Inovação da Samsung América Latina.

A importância do Ocean USP

O Ocean USP possibilitará à Universidade se aprofundar nas pesquisas sobre tecnologias relacionadas à indústria 4.0. Para quem não conhece, a indústria 4.0 é considerada a nova revolução industrial, pois ela integra a manufatura com o estado da arte da tecnologia de informação e comunicação, conectando pessoas, máquinas e processos de forma inteligente.