Halo Digital inicia operações no Brasil e procura jogos nacionais para novos negócios

Há pouco tempo a empresa de tecnologia Halo Digital abriu suas operações no Brasil. Ela é uma proeminente força na Ásia que trabalha com jogos digitais, sendo que já atua na Tailândia, Indonésia, Rússia, entre outros, com mais de 200 jogos em seu catálogo.

Agora que a empresa passou a atuar em nosso país, chegou a vez dos desenvolvedores locais terem seus projetos no portfólio da empresa chinesa pelo mundo afora. Deste modo, os produtores brasileiros podem enviar seus jogos para avaliação da Halo Digital.

A primeira coisa que os desenvolvedores precisam saber é que a Halo mantém o foco em jogos mobile e para eles é importante que os games tenham algum sistema de conquistas e monetização. Mas não se preocupe, à princípio o que eles querem são jogos, ainda que na versão beta. Seu jogo precisa estar no Android ou no iOS.

Se você vai encaminhar o game para avaliação, não esqueça de mandar um arquivo em PDF ou Power Point, em inglês, para apresentar o game (um media kit, literalmente). Se houver um vídeo no YouTube, encaminhe o link também. Caso tenha números sobre o game, encaminhe também.

Uma vez encaminhado, a Halo Digital do Brasil vai reencaminhar o material para os outros oito escritórios da companhia espalhados pelo mundo. Depois disso, basta esperar o feedback de cada um deles. De acordo com a Halo, recentemente um game do Uruguai foi adquirido pelo grupo e ainda há outros em avaliação.

Para mandar seu projeto para a empresa, o desenvolvedor deve entrar em contato através do site da empresa, pelo Facebook, ou encaminhar um email para o Moacyr Alves Jr, da Acigames, que também faz parte do projeto Halo Digital. O email para envio é moacyr.junior@halodigit.com.

Futuro da Indústria de Games está no Brasil, diz especialista técnico da Autodesk Brasil

O futuro da indústria de games está no Brasil! Pelo menos é isso o que pensa Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil. O profissional chegou a tal conclusão após estudar os resultados da pesquisa realizada pela Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos), que dizia mostrou que no país existem mais de 46 milhões de pessoas ativas na internet, das quais 76% são usuários de games. O mais impressionante é que 50% desses jogadores estão dispostos a pagar para ter acesso aos jogos.

O estudo da Abragames mostra ainda que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo, posição que coloca o país em destaque. Não é absurdo imaginar que o país possa se tornar uma das maiores referências da indústria global. De acordo com Rodrigo Assaf, existem cinco motivos para acreditar que o Brasil é o país do futuro na indústria dos games.

O primeiro motivo é que a mão de obra está cada vez mais qualificada graças ao advento de cursos voltados ao desenvolvimento, além disso, tal mão de obra tem uma gama de opções no mercado muito grande. O desenvolvedor pode criar gráfico e animações para indústrias como manufatura, publicitária, broadcast, arquitetura, etc.

O fator número dois é que o brasileiro é um gamer por natureza. O contato com games por muitos anos deram certo know how aos desenvolvedores, que ganharam expertise na hora de criar um novo produto. Além disso, o brasileiro é um povo criativo por natureza. Como terceiro ponto, Assaf aponta que produzir games está mais barato do que antigamente. Para o profissional, antigamente os processos de produção eram desenvolvidos em plataformas de alto custo, mas hoje em dia um único software pode ajudar o desenvolvedor a criar diferentes animações e efeitos em alto nível.

O quarto fator é que existem movimentos que tencionam impulsionar a indústria local, como o caso da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que lançou recentemente um edital para fomento a projetos audiovisuais que inclui cinema, TV, criação de jogos eletrônicos, etc. Tal edital foi desenvolvido com o apoio da Abragames.

E por fim, a área de jogos eletrônicos está em ascensão. Entre 2012 e 2013 o setor cresceu 76%. Deste modo, pode-se inferir que o Brasil pode se tornar autossuficiente nesta indústria em poucos anos.  “Com flexibilidade de oferta de produtos, o desenvolvedor que se aventurar por esta indústria vai conseguir ganhar qualquer jogo”, disse Assaf.

Veja também: BNDEs divulga pesquisa sobre mercado de games

Site cria games que brincam com a goleada sofrida pelo Brasil na Copa e com a mordida de Suarez

A derrota humilhante do Brasil na Copa do Mundo para a Alemanha ainda ecoa na cabeça de muitos torcedores. Também não vamos esquecer a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. As piadas não tem fim e como não poderia deixar de ser alguns desenvolvedores resolveram tirar onda com a histórica derrota. O site US vs Th3m lançou o game “The Realistic Brazil 2014 Game”, que coloca o jogador no comando do atacante André Schurrle (autor de dois gols na partida).

O desafio é chutar a bola como em uma cobrança de falta, de modo que a bola passe pela defesa canarinho e balance as redes. A piada do jogo é que o jogador faz gols até mesmo sem querer. No fator desafio o game é nota zero, mas no fator humor o game tem nota alta.

Ah sim, a goleada da Alemanha pra cima do Brasil não foi a única zoeira proporcionada pelo site. Com o mesmo tom jocoso, o site disponibiliza no ar o jogo “The Luis Suarez Bitting Game”, que faz graça com a mordida que o jogador deu em Giorgio Chiellini da Itália. Neste game o objetivo é dar o máximo de mordidas possível, como um autêntico vampiro, fugindo dos cartões amarelos e vermelhos, que deixam o Luis Suarez mais lento.

Se a Copa do mundo não terminou da forma como esperávamos, ao menos podemos dar boas risadas com esses momentos únicos.