Mulheres no Jogo – Projeto promove intercâmbio entre desenvolvedoras do Brasil e Alemanha

Olha que notícia mais bacana: a Abragames firmou uma parceria inédita com o BIG Festival e a fundação Stiftung Digitale Spielekultur para viabilizar o projeto Mulheres no Jogo. Concebido pelo Goethe-Institut de São Paulo e com patrocínio do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, o projeto tem como objetivo incentivar o contato entre mulheres desenvolvedoras de jogos, a troca de conhecimento e a internacionalização da indústria de games.

Basicamente a ideia é levar cinco desenvolvedoras alemãs de jogos para a cidade de São Paulo a fim de participar de uma residência de duas semanas, cada uma em um estúdio brasileiro de desenvolvimento de jogos. Em seguida, as desenvolvedoras de jogos brasileiras viajarão para uma residência de duas semanas na Alemanha.

A seleção das participantes foi feita em 2017 e o programa acontecerá entre março e maio de 2018. Se o projeto for um sucesso, espera-se que possa se repetir nos demais anos, dando oportunidade para outras desenvolvedoras fazer um intercâmbio na Alemanha.

O Mulheres no Jogo proporciona a mulheres do setor de jogos de ambos os países um mergulho no dia a dia de um estúdio de desenvolvimento de jogos do outro país, que terão a oportunidade de conhecer através de observação direta. Em primeiro plano, estão a troca de conhecimento e a formação de redes. Durante as residências, as participantes desenvolverão o conceito de um projeto de cooperação entre Alemanha e Brasil.

Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas em no site da Goethe. Abaixo você vê as primeiras garotas a participar do Mulheres no Jogo:

PARTICIPANTES / ESTÚDIOS

Aiami de Siqueira Garcia / Ávido, São Paulo
Bianca Antunes / Flux, São Paulo
Caroline Ferreira Amaral / Kinship Entertainment, São Paulo
Gabriela Valentin Thobias / Skullfish Studios, São Paulo
Irmak Kaya / Waza, Berlin
Kathrin Radtke / Fizbin, Ludwigsburg
Maria Urban / Daedalic, Hamburg
Sophie Herrmann / Fizbin, Ludwigsburg
Yara Grassi Gouffon / Push Start, São Paulo
Thoughtfish, Berlin

MinC, Abragames e UFRGS lançam cursos a distância de capacitação para o mercado de jogos eletrônicos

O ano começou e você não vai querer deixar passar mais uma temporada da sua vida sem investir na carreira, certo? Pois bem, o Ministério da Cultura, a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e o Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NECCULT-UFRGS), lançam, nesta quarta-feira (31), o curso “O setor de games no Brasil: panorama, carreiras e oportunidades na modalidade de educação a distância (EAD)”.

Este é o primeiro de uma série de três cursos em EAD voltados para a capacitação de futuros ou atuais profissionais do mercado de jogos eletrônicos. Os demais cursos, “Dicas e desafios para empreendedores” e “Internacionalização no setor de games”, serão lançados em fevereiro. 

Os conteúdos dos cursos foram gerados a partir do conteúdo dos debates da edição de 2017 do Brazil’s Independent Game Festival (BIG Festival) – o maior festival de jogos independentes da América Latina, cada curso tem 30 horas. Eles estarão disponíveis gratuitamente em uma plataforma educativa desenvolvida pela UFRGS, contarão com material de apoio e, ao final de cada um, os participantes receberão certificado da universidade gaúcha. Durante o BIG Festival 2018, entre os dias 27 e 29 de junho em São Paulo, haverá uma solenidade de entrega de certificado para as dez primeiras pessoas que completarem os três cursos.

O curso introdutório, Setor de games: panoramas, carreiras e oportunidades, pode ser feito tanto por iniciantes quanto por aqueles que já dispõem de informações sobre o mercado de jogos. As inscrições estarão abertas a partir de quarta-feira (31) e podem ser feitas pela internet. Este primeiro curso contará com cinco aulas, onde será feita uma análise inicial do setor, sua importância na economia criativa, nas estruturas das desenvolvedoras independentes e na articulação de comunidades que permitam um crescimento conjunto do setor. A ideia é mostrar quais são as possíveis áreas de atuação dentro do mercado de games entre as quais estão roteirista, programador e designer, entre outras.

O papel das instituições públicas no fomento do setor e no seu fortalecimento ao longo dos últimos anos também é abordado por este primeiro curso do programa. Os alunos poderão ver as orientações de especialistas do BNDES, do Sebrae, da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Spcine sobre como as pequenas desenvolvedoras de games podem obter sucesso.

 

SERVIÇO – Curso – Setor de games: panoramas, carreiras e oportunidades

Cadastro para instruções de acesso ao curso em: https://lumina.ufrgs.br/login/signup.php.

Site para inscrição:  https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=42

Estes são os 25 estúdios nacionais que mais se destacaram em 2017, segundo a Abragames

Que o mercado de games nacionais está em alta não há dúvidas: a cada ano surgem games de alta qualidade e seus produtores logram conquistar prestígio nacional e internacional com cada vez mais frequência. Para celebrar o crescimento da indústria, e revelar o que virá em 2018, a Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais) organizou nesta quinta-feira, o evento especial Abragames Apresenta: Jogos de Sucesso, em São Paulo.

Neste evento se reuniram 20 desenvolvedoras associadas à Abragames para expor os 25 maiores casos de sucesso deste ano, para um público composto por empresários, profissionais da indústria criativa, imprensa e representantes do Governo. A intenção foi destacar as grandes e pequenas empresas que fazem o Brasil ser bem visto pelas empresas de games mundial.

“Este ano foi o melhor da nossa indústria, e fruto de muito esforço de empresários que participaram dos mercados internacionais mais competitivos e especializados do mundo, com apoio da Apex-Brasil,” declarou Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers. “Em 2018, com o início da implantação de políticas públicas, como os Editais da Ancine e Finep, o talento e garra dos desenvolvedores brasileiros só dá um direcionamento claro:  nossa indústria é forte e veio para ficar.”

Em 2017 pela primeira vez a indústria de games passou a ter financiamentos públicos, somando mais de R$ 30 milhões, e esse investimento gerou os resultados mostrados no evento. Os 25 jogos apresentados foram financiados de diversas formas. A maioria deles (14) foi feita com recursos das próprias empresas, 10 deles foram feitos com financiamento público (através de investimentos e editais); 4 foram produzidos com investimento privado internacional, 2 foram feitos com ajuda de financiamento coletivo, e 1 com financiamento privado nacional.

Entre as empresas destacam-se 11 de São Paulo, 2 do Distrito Federal, 3 do Rio Grande do Sul, e 1 de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais cada. No total, estas empresas mobilizaram quase 170 pessoas na criação de seus jogos, que venceram 28 prêmios e receberam 24 outras nomeações. E um detalhe: quase metade (48,5%) deles ainda não foi lançada oficialmente.

Entre as empresas participantes do evento da Abragames, nota-se que muitas delas já tiveram seus games divulgados aqui no GameReporter e são bastante ovacionadas quando participam de eventos como o BIG Festival ou a Brasil Game Show. Confira a lista de produtores nacionais destacados pela Abragames:

Behold Studios (Distrito Federal), Cat Nigiri (Santa Catarina), Kinship Entertainment (São Paulo), Flux Game Studio (São Paulo), Fableware Narrative Design (Rio de Janeiro), Fira Soft (Distrito Federal), Skullfish Studios (São Paulo), Duaik (São Paulo), Ambize Studio (São Paulo), IMGNation Studios (Rio Grande do Sul), Pocket Trap (São Paulo), Among Giants (São Paulo), Sinergia Studios (São Paulo), Rockhead Games (Rio Grande do Sul), Webcore Games (São Paulo), Monomyto Game Studio (Mato Grosso do Sul), Mad Mimic (São Paulo), Rogue Snail (Minas Gerais), Mukutu Game Studio (São Paulo) e Aquiris Game Studio (Rio Grande do Sul).