Esta notícia é especial para quem está entusiasmado com as possibilidades de jogos com realidade aumentada: a Baofeng Nova, provedora profissional de serviço de infraestrutura baseada em cadeia de blocos, lançará o jogo The Rose (A Rosa) em todo o mundo na véspera do Dia dos Namorados como o presente perfeito para alguém dar à pessoa amada ou objeto do seu afeto. The Rose é autoproclamado o primeiro jogo de Realidade Aumentada (RA) + cadeia de blocos de ação ao vivo.
O game brinca com o hábito de presentear a pessoa amada com rosas, porém de uma maneira totalmente voltada para o digital. Depois de baixar The Rose, os jogadores receberão suas próprias sementes de rosa aleatoriamente. Eles podem criar uma coleção exclusiva de rosas para a pessoa amada após regar, manter um diário de como eles cultivaram e cuidaram das plantas, juntar cada rosa para formar um buquê único e depois guardar o buquê na cadeia de blocos como um bem perpétuo. As flores podem tanto ser vendidas como um bem valioso ou dadas para outras pessoas como prova de amor.
A hora, o local e a mensagem que acompanha o presente de flores serão armazenados para sempre na cadeia de blocos, criando memórias eternas que permanecerão por 10, 15 ou até 50 anos ou mais. As flores podem ser exibidas em 3D em celulares, através da tecnologia de Realidade Virtual (RV) ou holográfica.
Cada uma das rosas é geneticamente única. O que atrai os jogadores é o processo de cultivar as flores para a pessoa amada, as quais podem ser armazenadas para sempre na cadeia de blocos. The Rose almeja revolucionar os aplicativos de realidade virtual, ao mesmo tempo em que oferece uma nova de interação entre as pessoas. Se der certo, pode apostar que mais aplicativos do estilo surgirão em breve. Para informações, visite o site do jogo.
“Nosso objetivo é impulsionar a tecnologia de cadeia de blocos através do desenvolvimento de aplicativos excepcionalmente criativos, baseados na cadeia de blocos que proporciona a cada jogador, que deseja expressar como se sente em relação à pessoa amada, uma experiência nova e sem precedentes na forma de um jogo”, disse Cui Tianlong, CEO da Baofeng Nova.
O BIG Festival 2017 começa apenas em 24 de junho, mas as novidades já estão rolando a todo vapor. Uma das mais interessantes é que a quinta edição vai ter um line-up específico sobre realidade virtual e realidade aumentada. Esta será uma oportunidade única para quem ainda não conseguiu testar os novos óculos de realidade virtual e aumentada.
O BIG Festival convidou três dos profissionais brasileiros que mais se destacam na criação de games com essas tecnologias para ajudar na construção dessa vertical. Orlando Fonseca Jr, da IMGNATION Studios; Pedro Kayatt, da VR Monkey; e Tiago Moraes da Ovni Studios, serão os parceiros da organização do evento para trazer o que há de mais atual em VR, AR e games.
Mas não pense que o espaço dedicado a realidade virtual se limita apenas aos três produtores. Na verdade, se a sua empresa tem jogos prontos e você deseja participar do line-up de palestras do BIG Festival, você pode inscrever seu game ou caso de sucesso no site do evento. Se aprovado, você pode apresentar seu projeto no maior evento de jogos independentes da América Latina.
Mais novidades sobre o BIG Festival 2017
E as novidades do BIG Festival não param por aí: a organização do evento também procura iniciativas de empresas, escolas, fundações e outras organizações brasileiras envolvidas com jogos para aprendizagem, saúde e impacto social, para exporem e discutirem suas experiências na programação do BIG Impact.
“Buscamos dar visibilidade a casos de games aplicados na transformação positiva do mundo, seja apoiando a aprendizagem em qualquer faixa etária, fomentando a saúde, ou promovendo a cidadania e as causas sociais. É um campo que cresce rapidamente no Brasil, e acreditamos que o compartilhamento de histórias dos pioneiros desta indústria, incluindo seus fundamentos, acertos, erros e resultados serão essenciais para o amadurecimento e a expansão do setor no país, aumentando ainda o potencial de exportação e de participação da nossa indústria no mercado global”, afirma Mario Lapin, curador do BIG Impact e CEO da Virgo Games.
Se você já desenvolveu ou participou do desenvolvimento de jogos de impacto, ou se você tem algum projeto incrível em mente, não fique fora do line-up de palestras do BIG Impact. Inscreva seu jogo ou iniciativa lúdica de impacto para apresentar-se na programação do BIG Impact aqui.
Faça uma lista dos melhores games do Nintendo 64. Vai ter Conker’s Bad Fur Day, certo? Não é à toa: o game da Rare não foi apenas um marco para a plataforma, mas também para toda a indústria de games graças ao seu humor negro, violência explícita e paródias com a cultura pop. Ele era um jogo de plataforma que quebrava o estigma de que todo jogo do gênero tinha de ser fofinho e infantil.
Não por acaso, seu único game conquistou uma legião de fãs e cravou o nome da Rare como o estúdio mais engenhoso da época. Tão logo a empresa britânica foi adquirida pela Microsoft, houve um remake muito bonito para o Xbox clássico chamado Live & Reloaded e desde então o esquilo boca suja somente foi visto em participações especiais do Project Spark (que, aliás, foi cancelado).
No início de 2016 as esperanças dos fãs de Conker foram renovadas graças aos rumores que apontavam um novo game. Entretanto, após a revelação de Young Conker a comunidade se deu conta de que a Microsoft não está ouvindo seus fãs. A imprensa de games brasileira parece ter passado batida a este projeto, mas lá nos EUA a recepção foi das mais negativas possível.
Para quem não ficou sabendo, Young Conker apresenta um novo modelo do personagem em um game para os óculos de realidade aumentada Hololens, da própria Microsoft. Aqui os jogadores podem interagir com Conker, e guia-lo para cumprir missões dentro da sua sala de estar. O game está em desenvolvimento pela Asobo Studio, um estúdio francês muito pouco conhecido, mas que já trabalhou em alguns games famosos como ReCore, Toy Story 3 e Up. O trailer do Youtube já teve mais de 540 mil visualizações, sendo que apenas 1750 deram sinal positivo, enquanto que 27 mil pessoas negativaram o vídeo.
Muito desta reação negativa se deve ao redesign do personagem, que não lembra nada a versão clássica do personagem do N64, nem o “fofinho” do Xbox. Aqui temos um Conker esquelético e sem o mesmo humor ou brilho de outrora. Mais importante do que isso: a comunidade desejava uma verdadeira sequência para o mascote, ou seja, um game de plataforma em terceira pessoa com muitas piadas e level design bem produzidos. Quem sabe com paródias de games da própria Microsoft, como Halo ou Alan Wake?
O poderio gráfico do Xbox One seria capaz de gerar um game do Conker especialmente bonito, como deu para ver no natimorto Project Spark. Mas ao invés disso, os executivos preferiram utilizar o personagem para vender um acessório que nem todos poderão comprar logo no início. O problema está justamente nisso: a comunidade está à espera de um verdadeiro jogo do Conker há mais de dez anos. Mas ao invés disso, teremos uma aplicação para poucos.
Se você fizer uma rápida pesquisa no Google vai ver que já rola até abaixo assinado para que Young Conker seja totalmente cancelado e nunca mais se fale no assunto. No Youtube há centenas de “vídeos reações” de personalidades online malhando a ideia. De outro lado, os maiores sites de games do mundo escreveram artigos negativos. Para se ter ideia, o site The Verge disse que “(…)Conker parece um vilão da Hannah Barbera em recuperação de uma overdose de cocaína”.
Claro que o jogo em si pode ser um killer app divertido e que cale a boca dos críticos, mas a verdade é que este não é o Conker que a comunidade espera e se pudéssemos adivinhar qual o desejo que a comunidade gostaria que a Microsoft atendesse seria “dê-nos um game do Conker verdadeiro”. As boas vendas do Rare Replay são um bom sinal de que a comunidade ainda gosta do Conker e quer vê-lo em seus dias de glória.
E afinal, será que a Microsoft tem algum problema pessoal com a Rare? Porquê não deixar a criadora do personagem criar um novo game? Tudo bem que os funcionários da antiga Rare não estão mais lá, contudo seria importante para a marca e para o público ver que o novo pessoal que está tocando o barco pode fazer tão bem (ou até melhor) que o time de Chris e Tim Stamper. Bastaria um voto de confiança.
A nova Rare, aliás, não têm tido muita oportunidade de colocar a mão em suas franquias desde que veio para o lado verde da força, certo? A última vez foi com Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, que não lembra nada as duas aventuras do N64. Killer Instinct para Xbox One é excelente, mas foi produzido pela Double Helix. Rumores sugerem que um novo Perfect Dark está em desenvolvimento, mas visto que a Rare está nos preparativos finais para o lançamento de Sea of Thieves, é praticamente impensável que a produção do novo game de Joana Dark esteja a cargo da produtora.
Muita gente acredita que um dos capítulos mais negros da história dos videogames foi a compra da Rare. Pessoalmente acredito que o estúdio ainda tem bastante potencial. Basta ver o que eles fizeram com Viva Piñata e Kameo: Elements of Power. Quem sabe colocar o Conker de volta na mão deles fosse melhor escolha do que uma aplicação estranha para o Hololens?
Afinal de contas, qualquer personagem poderia substituir o Conker neste jogo, se a intenção é apenas criar um personagem para interagir com a casa do jogador. Para a comunidade só resta uma esperança: se a Microsoft teve coragem para cancelar um game tão aguardado quanto Scalebound, que tomem a mesma decisão com Young Conker.
Confere o vídeo abaixo e nos diga se você é capaz de amar Young Conker: