Anunnaki – game indie faz crítica social e política do Brasil 2020

O destaque do dia vai para um jogo de RPG por turno com uma pegada retrô, uma trama envolvente e muitas referências ao Brasil de 2020. Trata-se de Anunnaki, um game indie em fase de desenvolvimento pelo desenvolvedor Luiz Rasielson e que está em campanha de crowdfunding pelo site Vakinha.

Basicamente você conhece uma realidade alternativa em que uma religião surge com base nos deuses sumérios e esse culto envolve-se com a política, ditando as regras de toda uma sociedade. De acordo com o desenvolvedor, há uma clara crítica social à mentalidade e ideologia retrógrada das pessoas que governam o nosso país. Anunnaki conta com aproximadamente 25 à 30 horas de “gameplay” e 4 finais diferentes. 

O game está em fase de polimento, e estima-se que em menos de 2 meses esteja concluído. O trailer disponível mostra que a inspiração veio de clássicos da geração 16 bits, considerada por muitos como a era de ouro dos RPGs de turno. Os gráficos são bastante oitentistas, porém a trilha sonora não segue o estilo chiptune, o que pode destoar do resto do projeto.

A campanha de Anunnaki pretende arrecadar R$ 4 mil, valor para cobrir custos do desenvolvimento e de publicação na Steam. Uma boa notícia: toda contribuição a partir de R$ 5,00 dará direito a uma cópia do jogo quando ele for publicado. Por fim, vale dizer que o projeto busca conscientizar as pessoas ao passo que as diverte!

Abaixo você confere o trailer de Anunnaki:

https://youtu.be/qNiQWPuG8ms

Voyager adiciona ao seu catálogo “A Linha”, experiência de realidade virtual premiada no Festival de Veneza

Os visitantes do Voyager, maior centro de experiências de VR da atualidade, acaba de trazer a seu catálogo uma grande produção brasileira: A Linha. Desenvolvido pelo estúdio ARVORE, o novo título venceu o prêmio de Melhor Experiência em Realidade Virtual do 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza e agora estará nas unidades do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo – SP, e do Pátio Batel, em Curitiba – PR.

A Linha conta a história de amor entre um entregador de jornal, Pedro, e uma florista, Rosa na cidade de São Paulo nos idos de 1940. O título é dirigido por Ricardo Laganaro, cineasta e sócio do estúdio ARVORE. O game, que conta com 15 minutos, pode ser experimentado em inglês, com narração de Rodrigo Santoro, e em português.

“A Linha” é uma experiência imersiva extremamente sensível, que vale para todos que gostam de boas histórias. Não é preciso ser fã de games, de tecnologia ou de realidade virtual para interagir com o filme.”, explica Ricardo Justus, CEO do Voyager e do ARVORE. “Estamos felizes em apresentar um projeto criado ‘em casa’ e que teve sua qualidade reconhecida internacionalmente. Tenho certeza de que os visitantes ficarão impressionados com as possibilidades oferecidas pela realidade virtual e com o nível dos conteúdos produzidos no Brasil”, completa.

Além do “A Linha”, o Voyager conta com cerca de 30 experiências, entre elas sucessos de realidade virtual, licenciados de grandes estúdios, como o jogo de ritmo e música Beat Saber e Superhot VR, jogos de luta, simuladores de corrida e experiências de escape room com realidade virtual baseadas no universo de Assassin’s Creed.

Os visitantes das unidades do Shopping JK, em São Paulo, e do Pátio Batel, em Curitiba, podem testar as experiências disponíveis no Voyager por preços a partir de R$ 19,90, que dá direito a 15 minutos de experimentação (exceto jogos de escape room em VR) de segunda a quinta. Os valores variam de acordo com o dia da semana, do tipo de experiência e do tempo de permanência na unidade. Para mais informações sobre o Voyager, acesse o site.

Serviço: Voyager – A Linha

Voyager JK Iguatemi

Dias e horários: De segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 11h às 22h

Onde: Av. Pres. Juscelino Kubitscheck, 2041 – 3º piso – Vila Olímpia

Idade: acima de 10 anos

 

Voyager Pátio Batel:

Dias e horários: De segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 11h às 22h

Onde: Shopping Patio Batel – Loja 415 – Piso L4 (Av. do Batel, 1868 – Batel – Curitiba/PR – 80420-090)

Idade: acima de 10 anos

Residencial Club de São Paulo aposta nos jogos eletrônicos em fisioterapia

Já imaginou que os videogames poderia ser utilizados em tratamentos fisioterápicos de idosos? Pois é justamente essa a nova aposta do Residencial Club Leger de São Paulo. O uso da gameterapia já começa a ser mais aceita na sociedade, pois os profissionais de fisioterapia enxergam as possibilidades que os jogos digitais têm em trabalhar o equilíbrio, o condicionamento físico e a estimulação cognitiva. A ideia é tornar os tratamentos mais efetivos e relaxantes.

De acordo com Vanessa Frakas, fisioterapeuta do Residencial Club Leger, “(…) os jogos produzem movimentos semelhantes ao que fazemos dentro da fisioterapia convencional e abrange pacientes que fazem fisioterapia ortopédica, neurológica entre outras”. Os estudos realizados pelos profissionais apontaram que a utilização do videogame na reabilitação faz com que os idosos tenham mais motivação.

Ainda der acordo com os profissionais, cada ponto conquistado ou fase superada, o idoso consegue visualizar de forma muito interativa e rápida, fazendo com que as terapias se tornem mais lúdicas e leves.

“Isso ajuda a humanizar o tratamento, muitas vezes doloroso e exaustivo, além de possibilitar acessibilidade para pacientes com deficiência. Muitos movimentos que o paciente, às vezes, não consegue mais realizar, através do jogo consegue vivenciar novamente aquela atividade ou movimento há muito tempo não executado”, afirma Vanessa.

Alguns estudos científicos já haviam demonstrado que os games ajudam, tanto em adultos quanto em idosos, no aumento das atividades do hipocampo (responsável pela memória), córtex pré-frontal dorsolateral (que controla o planejamento, a tomada de decisões e a inibição) e cerebelo (responsável por atuar no controle e no equilíbrio motor). O uso de sensores de movimento são o ponto principal no uso do tratamento no Residencial Club.

“Os principais consoles utilizados e mais acessíveis são Wii e o XBox, porém temos outros tipos e há também a possibilidade de desenvolvimento de jogos para programas específicos de reabilitação, porém o custo é mais elevado”, explica Vanessa.

Apesar das facilidades, resultados apresentados e a facilidade de acesso a videogames, o time de fisioterapeutas alertam que o tratamento com videogames não dispensa a necessidade de acompanhamento profissional. Pois o uso dos jogos tem de ser colocado dentro de um planejamento visando os objetivos traçados e observando os bons resultados que possam gerar.

“Mesmo divertidos, os movimentos, quando mal executados, podem até agravar a situação. Além disso é muito importante ressaltar que a os jogos não substituem a fisioterapia convencional, mas complementa o tratamento”, finaliza Vanessa.