A Bandeira do Elefante e da Arara – RPG clássico lança financiamento coletivo para virar game

Quem acompanha o mercado de board games certamente já ouviu falar do RPG A Bandeira do Elefante e da Arara, game ambientado em uma versão fantástica do período colonial brasileiro e que se tornou um dos mais populares e premiados do país. Pois bem, há uma grande chance de ele migrar das mesas para os computadores, afinal há uma campanha de financiamento coletivo em voga no Catarse.

Para quem não conhece, A Bandeira do Elefante e da Arara nasceu com contos e se espalhou por diferentes formatos e mídias, como romances e HQs. A série original levou as histórias e lendas brasileiras para o mundo, sendo traduzida para sete idiomas e alcançando mais de 100 mil leitores. Tornou-se também um RPG de sucesso internacional, já com sete títulos lançados, ao adaptar o riquíssimo folclore do nosso país para a fórmula do RPG de mesa. Trata-se do único RPG nacional a receber nos EUA o prestigioso prêmio ENnie, um dos maiores do RPG.

O objetivo do game é levar toda a tradição do board game para o ambiente digital. Para isso, no gane, o jogador vai acompanhar a história de Baltasar, um jovem português em busca de aventuras e redenção nas terras inexploradas da colônia. O caminho do jovem é interrompido por um touro negro, uma tribo de guerreiras indígenas e uma entidade ancestral. Tudo isso em uma terra em eterno conflito. O jogador forma então um grupo de até quatro personagens para desbravar a região entre Olinda e São José do Maranhão.

O game está sendo desenvolvido pelo Time Galleon Studio, que foi formado para o projeto, mas que conta com experientes profissionais. Outro destaque é que o gane contará com um estilo artístico único, que retrata com esmero o Brasil colonial. As batalhas, vale dizer, serão por turno.

De acordo com os desenvolvedores, a narrativa é intrigante e convida o jogador a testar seus limites de ética e moral através de escolhas ingame. Essas escolhas, aliás, afetam o desenvolvimento e conclusão do jogo. Ao longo da aventura é possível coletar itens e habilidades que afetam as habilidades do personagem. A ideia é fazer um RPG clássico com a adição de coisas mais modernas. Mais informações na página oficial no Catarse.

Abaixo você confere o trailer de Três Reinos:

Jogos de tabuleiro ajudam no desenvolvimento de crianças e adolescentes

Que os jogos analógicos podem ser divertidos, disso você já sabe. Mas já imaginou que jogos de tabuleiro também podem impulsionar o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes? Pois é essa a conclusão que Renato Simões, CEO da editora Geek N’ Orcs, chegou ao longo de seu trabalho neste meio. De acordo com Simões, durante a atividade, os jogadores são estimulados a exercitar habilidades como a atenção, memória e raciocínio lógico.

De acordo com o executivo, ao lidarem com regras, vitórias e derrotas, os participantes aprendem a colocar em prática importantes conceitos como a estratégia, concentração, paciência, liderança e comunicação. Além disso, o jogo é capaz de promover a interação, convívio e estreitamento de laços entre as crianças ou adolescentes, aponta.

Renato Simões do Geeks N’ Orcs. Foto: Arquivo pessoal.

Não é por acaso que bares e restaurantes de Belo Horizonte estão adotando jogos digitais e analógicos em seus ambientes para agradar os visitantes. O próximo passo parece ser envolver as escolas. “Vejo com muito entusiasmo, a adoção dos jogos como uma atividade didática nas salas de aula, pois ao longo das partidas, as crianças entram em contato com uma série de ensinamentos e princípios que não só são essenciais para a dinâmica do jogo, mas também para o desenvolvimento intelectual e estabelecimento de uma boa conivência em comunidade”, comenta.

Segundo Renato, atitudes como a de respeitar a vez do colega, saber lidar com a vitória ou derrota e compreender o êxito ou o insucesso como consequências comuns aos jogos, são alguns dos principais preceitos e valores que a prática pode fornecer a uma criança. O game designer aponta que além de estar nas escolas e casas, os jogos de tabuleiro vêm se fazendo presentes em estabelecimentos comerciais e também em diversos outros locais e contextos.

Board e Card Games integram os cardápios de bares, restaurantes e cafés de BH

Já pensou ir a um bar com os amigos e entre uma rodada e outra começar uma partida de War? Pois é justamente essa a nova tendência em Belo Horizonte, MG. Diversos bares, restaurantes e cafés começaram a aderir a moda, oferecendo board games, card games e jogos digitais. A ideia é oferecer aos frequentadores um ambiente aconchegante e divertido.

Entre as casas que já aderiram aos jogos estão a Funtasy, BHescape, LudoCafé, e Joker Bar e Luderia. A ideia é importada de bares e restaurantes da Europa e Estados Unidos.  Atualmente, os jogos de maior destaque nestes lugares são os de tabuleiro, como por exemplo, o Monopoly, Banco Imobiliário, Jogo da vida, Ludo, Uno, War e dentre outros mais modernos, os intitulados boardgames.

Segundo o Renato Simões, game designer e CEO da Geeks N’ Orcs (editora especializada em jogos de tabuleiro e cartas), os jogos de tabuleiro podem não só promover a interação social e uma maior aproximação entre amigos e familiares, como também ajuda no desenvolvimento da cognição e raciocínio. Assim, faz sentido incluir estes jogos em ambientes que surgiram justamente como espaços de socialização.

Renato Simões do Geeks N’ Orcs. Foto: Arquivo pessoal.

“Os board games demandam uma troca de experiências e conhecimentos entre as pessoas, que há muito tinha se perdido com o surgimento dos smartphones. Esta variação de jogo ainda contribui para a conservação da saúde cerebral e o rejuvenescimento de suas funções”, comenta.

Outras vantagens oferecidas pelos jogos de tabuleiro são o alívio do estresse cotidiano, estímulo da criatividade e imaginação, e o incentivo da colaboração entre os participantes da brincadeira. “Ao simular cenários, se submeter a novas regras, procurar compreender a estratégia do adversário, tentar manipulá-lo e descobrir qual será o seu comportamento em rodadas futuras, o jogador ativa diversas áreas do cérebro e acaba propiciando o nascimento de novas habilidades”, destaca.