Jogos de tabuleiro ajudam no desenvolvimento de crianças e adolescentes

Que os jogos analógicos podem ser divertidos, disso você já sabe. Mas já imaginou que jogos de tabuleiro também podem impulsionar o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes? Pois é essa a conclusão que Renato Simões, CEO da editora Geek N’ Orcs, chegou ao longo de seu trabalho neste meio. De acordo com Simões, durante a atividade, os jogadores são estimulados a exercitar habilidades como a atenção, memória e raciocínio lógico.

De acordo com o executivo, ao lidarem com regras, vitórias e derrotas, os participantes aprendem a colocar em prática importantes conceitos como a estratégia, concentração, paciência, liderança e comunicação. Além disso, o jogo é capaz de promover a interação, convívio e estreitamento de laços entre as crianças ou adolescentes, aponta.

Renato Simões do Geeks N’ Orcs. Foto: Arquivo pessoal.

Não é por acaso que bares e restaurantes de Belo Horizonte estão adotando jogos digitais e analógicos em seus ambientes para agradar os visitantes. O próximo passo parece ser envolver as escolas. “Vejo com muito entusiasmo, a adoção dos jogos como uma atividade didática nas salas de aula, pois ao longo das partidas, as crianças entram em contato com uma série de ensinamentos e princípios que não só são essenciais para a dinâmica do jogo, mas também para o desenvolvimento intelectual e estabelecimento de uma boa conivência em comunidade”, comenta.

Segundo Renato, atitudes como a de respeitar a vez do colega, saber lidar com a vitória ou derrota e compreender o êxito ou o insucesso como consequências comuns aos jogos, são alguns dos principais preceitos e valores que a prática pode fornecer a uma criança. O game designer aponta que além de estar nas escolas e casas, os jogos de tabuleiro vêm se fazendo presentes em estabelecimentos comerciais e também em diversos outros locais e contextos.

Livro “Gamificação em Debate” apresenta revisão crítica sobre o tema realizada por especialistas

A Gamificação tem o poder de mudar a dinâmica das empresas e o aprendizado nas instituições de ensino. Esta é uma das premissas do livro Gamificação em Debate, da editora Blucher. Organizado pelos professores Lucia SantaellaSérgio NesteriukFabricio Fava e com colaboração de grandes nomes como Delmar Domingues, Alan da Luz e David Lemes, a obra trata de diferentes aspectos da gamificação como os benefícios psicológicos, usabilidade na educação etc.

O livro Gamificação em Debate apresenta uma visão crítica realizada por especialistas em gamificação oriundos dos campos de design, artes, tecnologia, comunicação, semiótica, educação e games. Essa diversidade de áreas serviu para revelar um fenômeno complexo, metamórfico e absolutamente interdisciplinar, mas também mostra a importância que a gamificação assumiu na contemporaneidade, assim como características expressivas do mundo em que vivemos.

A ideia foi mostrar que muitas das discussões e das práticas atuais da gamificação limitam a própria noção de jogo a uma abordagem behaviorista: uma mera estratégia para motivar pessoas e aumentar a produtividade. Com a contribuição de diversos especialistas, foi possível montar um panorama amplo de como surgiu a gamificação e como ela vem transformando as relações corporativas e educacionais.

Além disso, pode-se dizer que Gamificação em Debate expande significativamente essa noção por meio de investigações sobre conceitos, críticas, práticas, ferramentas e métodos atinentes ao jogo, a fim de promover novas discussões e conceitos que explorem, em extensão e profundidade, as singularidades e as potencialidades da gamificação. Há inclusive estudos de casos e analogias do dia-a-dia. Apesar do tema teórico e complexo, o livro possui linguagem fácil e acessível.

O livro é leitura obrigatória para pesquisadores, profissionais, professores e estudantes de diversos campos interessados nas dimensões teóricas e práticas da gamificação. Até mesmo empresários podem usar os conceitos do livro em ações motivacionais a fim de extrair melhores resultados de sua equipe. O título está disponível em versão física pelo site da Blucher, que disponibiliza amostras de páginas para os leitores que querem ter uma prévia do que esperar da obra. O livro completo conta com 212 páginas.

Senac abre curso de Técnico em Programação de Jogos Digitais visando o crescimento do setor no Brasil

Investir numa carreira de sucesso eo que perturbar muitos jovens na hora de escolher uma profissão, afinal a idealização maior é trabalhar em algo que você gosta e que dê retorno financeiro no futuro. Mas você sabia que é possível unir seu hobby em videogames com uma carreira bem sucedida. Motivado por isto, o Senac EAD criou um novo curso voltado a quem quer trabalhar com produção de jogos.

E sim, é possível viver de jogos eletrônicos no Brasil. Segundo a NewZoo, uma das principais empresas de pesquisa sobre a indústria do setor, o Brasil possui o 13º maior mercado de games no mundo, com um total de 66,3 milhões de jogadores. Estes números revelam um mercado de oportunidades para quem quer investir na carreira e nos negócios envolvendo games. Não é por acaso que as principais editoras do mundo voltam seus olhos ao nosso país.

Esse potencial se torna ainda mais expressivo ao analisarmos outros dados, tais como os levantados pela consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC), que apontou que em 2016 o gasto com games no país foi de US$ 644 milhões. Para 2021, a expectativa é que este valor alcance US$ 1,4 bilhão, com crescimento médio de 17% ao ano. Muito desse dinheiro veio direto dos jogos mobile, deixando os mais céticos atônitos pela força de jogos como Pokémon Go ou Candy Crush Saga. Do total de gastos com jogos em 2016, a consultoria retromencionada informa que nada menos que US$ 220 milhões vieram de jogos mobile e este número deve chegar a US$ 712 milhões até 2021. E estamos falando apenas do Brasil!

Fonte: PriceWaterhouseCoopers

Com todo esse potencial de expansão, a tendência é que as empresas do segmento invistam cada vez mais em suas equipes, a fim de contar com profissionais preparados e atentos às inovações, além de atender com sucesso às exigências do seu público consumidor. Para André Ricardo Theodoro, coordenador dos cursos técnicos de informática e jogos digitais do Senac EAD, ainda há muito espaço para a expansão nesse mercado e as oportunidades para os profissionais são bem variadas.

O desenvolvedor de games pode atuar no segmento de jogos educacionais, jogos para treinamento ou, ainda, advergames que são utilizados para a divulgação de uma marca. Algumas empresas começaram por meio desse nicho de mercado, mas ainda há muito a ser explorado”, destaca André. O coordenador ressalta que o interessado em ingressar nesse setor deve ser curioso, gostar de desafios e estar sempre disposto a aprender.

Temos um guia bem interessante de instituições de ensino que oferecem o curso de jogos digitais. Há diferentes módulos, tais como Técnico em Programação de Jogos Digitais e Game Design Sênior. Ainda que pareça apenas um texto publicitário, aqui mesmo no GameReporter a gente posta vagas de emprego para quem é profissional do ramo. Uma das instituições que oferecem o curso é o Senac EAD, que, aliás, está com inscrições abertas até o dia 21 de setembro.

Ao fim do curso, ele terá uma produção própria, que poderá ser utilizada como portfólio em busca de oportunidades no mundo do trabalho”, diz André Theodoro.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 300 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação emais de 260 para graduação.

Serviço: Técnico em Programação de Jogos Digitais – Senac EAD

Carga horária: 1.000 horas (15 meses)
Descontos: 20% para comerciário mediante autodeclaração no ato da inscrição; 5% para pagamento à vista (módulo).
Inscrições: até o dia 21/9/2018