Goethe-Institut São Paulo receberá 50 desenvolvedores de games para criarem jogos inspirados na vida em Berlim

Muita gente não sabe, mas 2014 é o Ano da Alemanha no Brasil. Para comemorar tal acontecimento, o Goethe-Institut São Paulo receberá o GameJam, evento que reunirá 50 desenvolvedores de games para encarar o desafio de criar jogos virtuais ao vivo que retratem a vida em Berlim.

O desafio ocorrerá no dia 13 de março às 16 horas, com um prazo estipulado de 48 horas para que os desenvolvedores criem seus jogos. A ideia é que os jogos despertem a vontade de conhecer a capital alemã e em aprender a falar o idioma.

O evento contará com a presença da alemã Lea Schönfelder, a criadora do game Perfect Woman. Além de Lea, o evento terá participação de Ricardo Palmieri, artista, produtor multimida e pesquisador de ferramentas livres para a produção artística. Ricardo é artista residente do programa DIGIBAP do AMI Centre (Marseille-França) e a Aliança Francesa do Brasil.

Quem participar da Jam terá o direito de dormir no local, bem como de consumir alimentos e bebidas. Os games desenvolvidos serão apresentados pelas equipes, disponibilizados para o público e avaliado por um júri especializado. Os três melhores games participarão do festival A Maze.Berlin 2014 e no evento ComKids Inovação 2014.

Para participar do evento o interessado deve ter mais de 16 anos e realizar inscrição pelo site do evento.

GameJam: “sobre”viver em Berlim

Data: 13.03.2014 (qui), 16h, até 15.03.2014 (sáb), 18h
Local: Auditório do Goethe-Institut São Paulo
Endereço: Rua Lisboa, 974 – Pinheiros – 05413-001 | São Paulo – SP
Inscrições: http://sao-paulo.gamejam.a-maze.net/

I Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais

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O censo da indústria brasileira de jogos digitais busca mapear os desenvolvedores e faz parte do projeto FEPGames, coordenado pela USP e financiado pelo BNDES.

Os objetivos do censo são: (a) traçar um perfil das empresas e o tamanho da indústria brasileira e (b) compreender melhor seus pontos fortes e fracos, para (c) criar subsídios para a formulação de políticas públicas adequadas ao setor, considerando as diferentes necessidades das organizações.

O questionário é formado por três partes: (i) dados cadastrais, (ii) desenvolvimento de jogos e (iii) negócios e mercado; e demanda aproximadamente 12 minutos para ser respondido.

Será criado um diretório brasileiro de desenvolvedores de jogos digitais com os dados cadastrais daqueles que concordarem com este uso das informações, o qual será anexado ao relatório final. Todos os demais dados são confidenciais, e só serão divulgados de forma agregada ou anônima.

Àquelas empresas já foram contatadas em outras fases da pesquisa FEPGames, agradecemos novamente a participação. Sabemos que o tempo de cada um é muito precioso, e acreditamos que este esforço conjunto está sendo fundamental para a construção de uma nova fase para a indústria.

Clique aqui para responder ao I Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais.

Pedimos que o questionário seja respondido até dia 15 de janeiro de 2014.

Afonso Fleury, Davi Nakano, Luiz Ojima Sakuda e José Henrique Cordeiro
Equipe de coordenação do FEPGames

Pesquisa entre os jogadores brasileiros: mulheres representam 41% dos gamers

brasil-games No final de outubro foi divulgada pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Negócios em Marketing Digital da ESPM, SIOUX e pela BLEND NEW RESEARCH para traçar o perfil dos jogadores brasileiros. O resultado mostrou que as mulheres já representam 41% dos gamers do país e que elas têm idade média de 32 anos.

Já os jogadores masculinos representam 59% com média de 35 anos de idade. Ou seja, concluiu-se que os jogadores masculinos começaram a jogar muito antes das mulheres. Provavelmente isso tem relação com o estigma do passado de que videogame é coisa de menino, mas a pesquisa nada fala a esse respeito. Ao todo foram entrevistadas 823 pessoas, das quais 34% eram de SP; 11% no RJ, 9% em Minas e outros 9% no Pará.

A pesquisa também mostrou que em média os gamers brasileiros são multiplataforma, pois costumam jogar em mais de uma estação de jogos. A plataforma mais utilizada são os PCs, com 85%, já os jogos de celulares são acessados por 73% dos respondentes. Os consoles de mesa são utilizados por 66% e, por fim, o tablet com 31%. O interessante é notar que PCs e celulares estão a frente dos videogames, certamente impulsionados pelo fato de o Brasil ser o país que mais tempo fica na internet, ou seja, daí explica-se o boom de jogos sociais.

A utilização dos celulares para jogos se faz em 52% dos casos nas salas de espera e 43% no caminho de casa. Apesar de ser a terceira plataforma em popularidade, os videogames são os mais utilizados por quem joga em casa: 95%.

“Esta pesquisa nos possibilita compreender os hábitos do gamer brasileiro, informações que pesquisávamos e não encontrávamos disponíveis no Brasil”, explica Pedro Waengertner, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios em Marketing Digital da ESPM-SP.

O gênero preferido entre os entrevistados é o de ação e aventura com 22% da preferência tanto de homens quanto de mulheres. Entretanto o gênero favorito entre os homens é o de tiro com 20%, enquanto que a parte predominante das mulheres (22%) escolhem jogos de estratégia como seus favoritos.

A pesquisa ainda fez outras descobertas acerca de quem joga games em celulares, atestando que as pessoas preferem jogos gratuitos, mas que uma boa parcela já pagou por esse tipo de conteúdo e não se arrependeu. O resumo dessa pesquisa é que aos poucos a gente consegue traçar um panorama do mercado como não havia igual e com ele fica mais claro o motivo de as desenvolvedoras apostarem tanto em jogos de tiro ou em jogos para celulares, ou ainda no modelo freemium. Eles dão aquilo que nós queremos.