BGS 2018 – Resident Evil 2 rouba o show e se mostra um prato cheio para fãs de terror

Um dos jogos mais esperados na Brasil Game Show foi Resident Evil 2 da Capcom, um remake muito esperado e que já deu mostras de revitalizar a série na próxima temporada. O título estava com demo jogável no evento paulista e o GameReporter teve a chance de testá-lo durante uma fase e trouxemos agora as nossas impressões.

A primeira coisa que você precisa saber: esqueça todas as horas de jogo que você teve no PS1 e no Nintendo 64, elas não valerão de nada! O game está bem diferente do original e muito mais difícil. A Capcom está fazendo questão de mudar praticamente tudo que você conhece em prol de um desafio maior. Então, não importa quantas vezes você já zerou o Resident Evil 2 original, aqui a experiência é bem diferente.

Desde o visual realista dos corredores e salas até o modo como a câmera, a impressão que você tem é de que Resident Evil 2 está totalmente revigorado. O sentimento é tão intenso que dificilmente você vai reconhecer este jogo, mesmo que tenha passado centenas de horas no PS1. Mas não se deixe enganar: muito da essência do original permanece inalterada. Leon e Claire estão ali, bem como a delegacia e os temíveis zumbis.

São duas demos distintas que servem para mostrar como será o gameplay, uma com Leon e outra com a Claire. Ambas as demos mostram toda a capacidade que o jogo possui em levar o jogador para atmosferas arrepiantes e atestam que os puzzles estão mais complexos e os inimigos estão mais brutais. A ambientação de  Resident Evil 2 é aterrorizante e as mecânicas são bem funcionais, apesar de achar a mira um pouco leve demais.

A primeira demo que testamos é a de Leon, que é a mais conhecida. Basicamente você deve ajudar Marvin o policial em estado grave. Para isso, você deve resolver o puzzle da estátua realizando três combinações em estátuas espalhadas pelo cenário. O objetivo é chegar nos andares inferiores. Já a segunda demo é com Clare Redfield, na demonstração você deve enfrentar William Birkin em sua primeira forma.

O título chega ao mercado em janeiro do próximo ano, e ao que tudo indica parece ser uma compra certa. Se você curtiu o remake do primeiro jogo, já deve ter uma ideia do que esperar aqui, certo?

Abaixo tem um trailer de Resident Evil 2:

Texto por Victor Cândido

Isaac e o Enigma do Explorador é jogo indie de terror ambientado na região de SC

A dica é para quem procurar um jogo aterrador e repleto de mistério: o Laboratório de Tecnologias Computacionais – LabTeC – da Universidade Federal de Santa Catarina – acaba de lançar o jogo Isaac e o Enigma do Explorador, um título que coloca o jogador no papel de um jovem garoto em uma missão para resolver o mistério por trás do desaparecimento de seu avô. O game é repleto de momentos de tensão e muitos puzzles.

A trama começa após Isaac descobrir um cofre misterioso do Museu Histórico de Araranguá que contém pedaços de pergaminhos. Esse documento é parte de uma pista que o direciona até a Mina de Visitação Octávio Fontana em Criciúma. Dentro desse ambiente, o menino explora com uma lanterna que pode ser a luz que orienta o seu caminho, além de proteger dos perigos que somente a escuridão esconde.

O jogo se passa na cidade de Araranguá, que é a localização do LabTeC. Ou seja, além de transmitir uma sensação de pura tensão, o game permite ao jogador viajar pela história das cidades de Araranguá e Criciúma. A ideia é que o jogador tenha a sensação de estar em um ambiente mais realista. Perigosos desafios surgem a todo o instante e Isaac precisa ser cauteloso para que consiga ir até o fim em sua aventura.

Um dos pontos altos de Isaac e o Enigma do Explorador é a exploração das minas de Criciúma, pois ali a sensação de horror psicológico se torna mais denso. Aqui o jogador vai adentrar por subterrâneos lúgubres e frios, andar por um cofre misterioso, recolher lanternas e itens para se proteger de monstros horrendos. Os sustos são bem frequentes.

Como se não bastasse, Isaac deve resolver diversos puzzles e enigmas sobre as cidades de Araranguá e Criciúma, pertencentes ao sul de Santa Catarina. A intenção dos desenvolvedores foi de que os jogadores apreendessem sobre a história da região e seus pontos turísticos se divertindo. Durante o jogo pode-se recolher itens para montar um altar mágico e uma profecia misteriosa.

Apesar do clima pesado, Isaac não chega a afastar jogadores acostumados a jogos como Slender the Eight Pages ou Silent Hill, pois o enfoque é mais didático, o jogador vai aprender mais sobre os pontos turísticos de Araranguá e Criciúma de maneira prática e divertida. Para download gratuito do jogo, além de mais informações sobre o projeto, você pode acessar o site oficial do jogo.

Abaixo tem o trailer de Isaac e o Enigma do Explorador:

Editora Intrínseca lança o livro Five Night at Freddy’s Olhos Prateados no Brasil

Nenhum outro game de terror causou impacto tão imediato e sensível aos jogadores nos últimos anos quanto a franquia Five Nights at Freddy’s. Não por acaso, desde o lançamento do original em 2014 já existem cinco jogos principais e dois spins-off. Pois bem, a série de terror não vai se limitar aos jogos eletrônicos: no fim do ano passado, o universo da série se expandiu com o lançamento do primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados.

Gostou? Compre o livro Five Night at Freddy’s Olhos Prateados no Brasil agora

O lançamento foi tão bem sucedido que o livro está há mais de quinze semanas na lista de mais vendidos do New York Times. Os fãs brasileiros poderão colocar as mãos na obra literária em breve, pois a editora Intrínseca está trazendo este lançamento em nosso país. Olhos Prateados foi escrito pelo próprio Scott Cawthon, o criador da série Five Nights at Freddy’s, ou seja, é uma obra canône e com bastante detalhes sobre a trama.

olhos-prateadosO mais interessante é que o lançamento de Olhos Prateados pode responder muitos mistérios que permeiam a obra de Cawthon. E já não era sem tempo: a própria comunidade criou centenas de teorias sobre os acontecimentos vivenciados ao longo dos cinco games. Na série de jogos, o gamer assume o papel de um vigia noturno, contratado para cuidar de uma pizzaria que abriga grandes bonecos eletrônicos. Estes, porém, não só ganharam vida como passam a perseguir o vigia.

O horror em Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados

Já o livro Olhos Perdidos leva o leitor ao mundo de Charlie, uma adolescente que volta para sua cidade natal quando é convidada para participar de uma homenagem a um de seus amigos de infância, morto misteriosamente na pizzaria que pertencia ao pai da garota.

Dez anos depois, ela está de volta à cidade do assassinato e, com os amigos, decide revisitar o lugar que marcou a todos de forma tão pesada: a Pizzaria Freddy Fazbear’s. O local, cujas principais atrações eram os animatrônicos, ainda está de pé, mas, abandonado, se assemelha agora a um cenário de filme de terror.

7847a4fbd3ff176718821de6afa4d7f3

A atmosfera angustiante está presente tanto no jogo eletrônico quanto no livro. Se, no computador, os sustos causados pela aproximação dos bonecos são o grande ápice, no livro, o mistério que ameaça os jovens e as reviravoltas do enredo dão o tom de tensão, que se tornou marca registrada de Five Nights at Freddy’s.

Ao longo das 368 páginas o leitor vai mergulhar em um mundo de terror psicológico recheado de detalhes. A tradução ficou a cargo da Glenda D’Oliveira e o leitor encontrará o livro em formato impresso e em eBook pelos preços de R$ 39,90 e R$ 24,90, respectivamente.