Sonic ganha primeiro audiodrama oficial com estreia marcada para janeiro de 2026

A SEGA anunciou a estreia do primeiro audiodrama oficial do universo Sonic the Hedgehog. Intitulada Sonic the Hedgehog Presents: The Chaotix Casefiles, a produção chega às plataformas de podcast em 27 de janeiro de 2026 e marca a entrada da franquia no formato narrativo em áudio.

A série acompanha os integrantes da Agência de Detetives Chaotix — Vector, Espio e Charmy — envolvidos em uma investigação inédita, apresentada como o maior mistério já enfrentado pelo grupo. A narrativa aposta na estrutura clássica de dramas policiais em áudio, combinando elementos de histórias investigativas com o ritmo e o humor característicos da franquia Sonic.

O audiodrama conta com o elenco oficial de dubladores da série de jogos. Entre os nomes confirmados estão Roger Craig Smith como Sonic, Keith Silverstein no papel de Vector, Matthew Mercer como Espio e Colleen O’Shaughnessey interpretando Charmy, além de outras participações ao longo da temporada.

Sonic the Hedgehog Presents: The Chaotix Casefiles

A direção é de Ian Jones-Quartey, conhecido por trabalhos em animação, enquanto o roteiro principal fica a cargo de Dan Jolley, com colaboração de Ian Flynn e Evan Stanley, ambos veteranos da franquia Sonic. A trilha sonora original foi composta por Charlie Rosen, músico premiado e líder da 8-Bit Big Band. O projeto também reúne profissionais com décadas de experiência no desenvolvimento dos jogos da série, buscando preservar a identidade do universo criado pela SEGA.

Sonic the Hedgehog Presents: The Chaotix Casefiles é um incrível marco para a franquia Sonic, permitindo que a SEGA expanda o universo de Sonic a uma mídia completamente nova”, comenta Ryan Hamlyn, diretor sênior de estratégia Lore & Creative da SEGA. “Combinamos o apelo por dramas de detetive noir com o estilo divertido e cheio de ação do Sonic, criando uma nova história que é fiel à franquia Sonic e inédita aos fãs. Graças à colaboração com a Realm, os ouvintes podem esperar uma imersiva aventura de mistério onde quer que ouçam os podcasts.”

A distribuição global e a produção de áudio são responsabilidade da Realm, empresa especializada em podcasts narrativos baseados em grandes franquias do entretenimento. A companhia já esteve à frente de produções de destaque inspiradas em universos como DC Comics e Star Trek.

Sonic the Hedgehog Presents: The Chaotix Casefiles estará disponível mundialmente em todas as principais plataformas de podcast a partir de 27 de janeiro de 2026.

Abaixo tem o trailer de Sonic the Hedgehog Presents: The Chaotix Casefiles:

Demissões no NerdBunker refletem crise no jornalismo cultural e reestruturação do Jovem Nerd

Na última terça-feira (27), o NerdBunker, divisão de jornalismo do universo Jovem Nerd, passou por uma reformulação significativa com o desligamento de cinco profissionais da equipe de redação. A informação foi confirmada por fontes internas e posteriormente oficializada pela empresa, que justificou a medida como parte de um processo de reestruturação da marca.

“Essa decisão foi tomada com base em uma análise cuidadosa do cenário atual e dos objetivos estratégicos da marca”, informou o Jovem Nerd em nota. A empresa destacou que o portal segue ativo e que pretende continuar cobrindo o universo da cultura pop com “entusiasmo e criatividade”, ao mesmo tempo em que promove ajustes em seu modelo de produção de conteúdo para atender às novas demandas do mercado e da audiência.

A redação do NerdBunker, que chegou a ter sede física em São Paulo e realizou coberturas internacionais, era responsável por pautas jornalísticas sobre entretenimento, tecnologia e games. O canal no YouTube reúne mais de 158 mil inscritos e o Instagram acumula 300 mil seguidores — em contraste com os números mais expressivos do Jovem Nerd, com 2,5 milhões de inscritos no YouTube e 600 mil no Instagram.

A decisão está inserida em um contexto maior de desafios enfrentados pelo jornalismo cultural e especializado. De acordo com a jornalista Maria Eduarda Cury, o fechamento de mais uma redação formada por profissionais experientes reflete um mercado cada vez mais restrito para a atuação jornalística tradicional, especialmente no segmento de jogos eletrônicos.

“Nas redes sociais, a desinformação e o consumo rápido de conteúdos superficiais são valorizados, dificultando a sobrevivência de trabalhos jornalísticos que demandam análise e tempo”, afirma Cury. “Muitos profissionais, em busca de sustentabilidade, acabam migrando para formatos de vídeo e atuação como influenciadores, o que representa uma transformação profunda na prática do jornalismo”.

A reestruturação também deve ser compreendida no contexto empresarial. Em 2021, o Jovem Nerd foi adquirido pela Magazine Luiza, durante um período de forte expansão da varejista. Desde então, no entanto, a Magalu viu seu valor de mercado despencar de R$ 35 bilhões para R$ 4 bilhões, enfrentando dificuldades financeiras e promovendo cortes em operações não diretamente ligadas ao varejo. A empresa também é responsável pelo Canaltech, outro veículo impactado por reestruturações.

Apesar dos cortes, o Jovem Nerd reafirma seu compromisso com a produção de conteúdos de qualidade e anunciou que seguirá investindo em projetos especiais, como a produção de audiodramas e o desenvolvimento do primeiro longa-metragem da marca, A Própria Carne. Esses movimentos fazem parte de uma tentativa de ampliar o alcance e diversificar as formas de engajamento com o público.

O site Drops de Jogos, responsável por revelar os desligamentos, defende que é importante dar visibilidade a essas movimentações para que os profissionais impactados possam ser rapidamente reconhecidos pelo mercado. Entre os jornalistas desligados estão Camila Sousa, Tayná Garcia, Jessica P., Gabriel Avila e Paloma Pinheiro — nomes que contribuíram de forma significativa para a cobertura de cultura pop e devem ser lembrados por futuros empregadores.

A crise no NerdBunker evidencia um momento delicado para o jornalismo cultural no Brasil, pressionado por mudanças tecnológicas, transformações no consumo de mídia e instabilidades econômicas. Resta saber quais caminhos o setor encontrará para garantir a continuidade da produção crítica e informativa em um cenário dominado por algoritmos, superficialidade e desinformação.