Breaking Machine relembra clássicos da geração 32 bits

Quem não se lembra dos clássicos do Playstation, Twisted Metal e Vigilante 8, aqueles combates de veículos altamente armados? Pois bem, esses jogos parecem ter sido relegados ao ostracismo, deixando uma legião de fãs espalhados pelo mundo. Felizmente para os órfãos desses títulos, o estúdio indie Xplow buscou referências neles para criar o jogo Breaking Machine.

Basicamente é um duelo de veículos armados até os dentes para decidir quem tem a supremacia das diversas arenas espalhadas pelo mundo. Breaking Machine tem foco no multiplayer (com suporte para 4 jogadores), com diversos modos de jogo. O título estava disponível para teste durante a Brasil Game Show 2016, no pavilhão indie, o que serviu para colocar a Xplow no mapa e chamar as atenções para seu promissor game.

A demo da BGS tinha apenas o modo Deathmatch, mas os desenvolvedores garantem que haverá outros modos como corrida, capture the flag, team deathmatch, entre outros. A ideia do estúdio é apelar para a nostalgia para agarrar os jogadores, inclusive tem todo aquele clima de co-op local. De acordo com os desenvolvedores, a intenção é reunir os amigos em frente a TV para uma partida descontraída. Mais ou menos como era na época do PS1.

Já na demo era possível ver uma variação interessante de veículos e a Xplow promete que haverão ainda mais carros na versão final. Toda a jogabilidade é claramente inspirada nos clássicos retro mencionados, ou seja, espere por explosões insanas, bombas, armas laser, skins alternativos etc. O único problema é que os desenvolvedores ainda não definiram uma data de lançamento para Breaking Machine.

Um fato interessante é que o estúdio adicionou uma mecânica que permite aos jogadores sair dos veículos para plantar armadilhas e pegar os adversários. A princípio a ideia não parece das melhores, pois pode desacelerar o gameplay, porém se bem executada a jogabilidade vai se distanciar um pouco de Vigilante 8 e seus contemporâneos da geração 16 bits. A Xplow ainda está terminando o projeto, então as novidades devem sair em breve.

Abaixo tem o vídeo de Breaking Machine:

Hue Defense: novo jogo da BraveWolf é um defense tower que faz paródia com a política brasileira

O destaque de hoje é outro título indie que fez bastante barulho durante a Brasil Game Show: Hue Defense. Trata-se de um defense tower com uma crítica política singela, porém mordaz. A cortesia é do estúdio indie BraveWolf, que surgiu em 2015 coma intenção de trazer inovação nos jogos eletrônicos.  Estamos na pequena ilha de Hue (sacou a referência?), que está sendo invadida por duas espécies danosas e especialmente perigosas: os azuis e os vermelhos. Cabe ao jogador construir poderosas torres munidas com armamentos pesados para eliminar essas terríveis ameaças.

A jogabilidade lembra bastante o famoso Defense Grid, do Xbox 360, ou seja, os inimigos começam a andar em fila indiana e o jogador deve montar suas torres em pontos estratégicos para deter o avanço dos inimigos e impedir que eles tomem os diversos pontos de interesse da ilha. Para tanto, você tem à sua disposição sete diferentes tipos de torres, cada uma com um tipo de poder de fogo. O desafio vai aumentando à medida que os inimigos surgem em maior número e se tornam mais resistentes.

O grande macete de Hue Defense é que cada torre possui seus próprios poderes e servem a diferentes propósitos. Assim, o jogador deve montar uma estratégia para destruir todos os invasores, não sendo suficiente apenas montar estruturas de defesa a esmo. Você pode montar torres de coxinha, mandioca, entre outras. São mais de 30 habilidades únicas. Inclusive há um sistema de níveis bem estruturado para que o jogador melhore suas defesas ao passo que derrota os inimigos.

Hue Defense faz uma paródia do atual cenário político do Brasil com bastante bom humor e sátiras. Ao longo das 20 fases que compõe o game você vai se deparar com situações facilmente reconhecíveis da política brasileira. Durante a semana da BGS 2016 o estúdio BraveWolf chegou a dar uma amenizada no tema político na página da Steam, porém as características dele permanecem as mesmas. A ideia é fazer os jogadores se divertir, porém sem deixar de lado uma reflexão sobre a política nacional.

Abaixo tem um trailer de Hue Defense:

https://www.youtube.com/watch?v=oh0IHucxqAI&feature=youtu.be

Opus Castle leva o jogador para Castelinho assombrado da rua Apa, em São Paulo

A realidade virtual foi uma das atrações mais alardeadas durante a Brasil Game Show 2016. Um dos jogos mais notáveis a utilizar essa tecnologia foi o Opus Castle, único título para o HTC Vive e um dos melhores destaques da área indie do evento. A Messier Game & Animations fez uma parceria com a FIAP e  um grupo de alunos do curso de Jogos Digitais trabalhou no desenvolvimento do jogo bem como na apresentação do game em um estande bem bacana. Basicamente trata-se de um jogo de terror em primeira pessoa que tem como pano de fundo uma das histórias mais assombrosas da capital paulista.

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O grande macete é que além dos óculos de realidade virtual, Opus Castle também conta com capacidades gestuais, graças à tecnologia envolvida no HTC Vive. A ação se passa no Castelinho da rua Apa, localizada no centro de São Paulo, onde contam que nos anos 30 uma família inteira foi assassinada sem que a polícia chegasse ao responsável pelos crimes de forma conclusiva. Após muitos anos o tal Castelo ainda existe e é considerado um dos lugares mais assombrados do Brasil.

unnamedNo game, o jogador deve explorar as salas e ambientes secretos do Castelinho, deparando-se com as famosas aparições sobrenaturais, barulhos vindos de lugar algum e lamentos de espíritos do passado. Nesse ínterim, você acorda em um dos cômodos ao lado de um corpo crivado de balas. Suicídio ou assassinato? Você deve resolver este mistério ou fugir por sua vida.

Quem visitou o estande da Messier na BGS experimentou uma imersão sensorial sem precedentes, com uma arma na mão e uma lanterna em outra, o jogador podia caminhar pelo cenário e interagir com vários itens realmente assustadores. Inclusive o pessoal do Tecmundo levou um susto homérico jogando Opus Castle (no vídeo abaixo). A intenção parece ter sido se distanciar do que a maioria dos desenvolvedores brasileiros estão fazendo. O detalhe é que apesar de ter foco na realidade virtual, os responsáveis pelo projeto não descartam uma versão tradicional, sem o uso do HTC Vive.

Opus Castle ainda não tem data de lançamento definida, mas já fica a dica: fique de olho neste projeto se você é fã de games de terror, pois ele promete ser um dos melhores para as próximas temporadas. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do jogo.

Abaixo tem o gameplay de Opus Castle: