The Hedgehog: curta metragem em homenagem ao Sonic faz sucesso em festival de Londres

Hoje em dia Sonic não tem o mesmo prestígio conquistado nos anos 90. As razões para tal foram as sucessivas tentativas da Sega de reavivar o mascote com jogos medianos. Ainda assim, o ouriço azul ainda tem muitos fãs pelo mundo todo. A história de Sonic pode estar em baixa, mas ainda assim podemos citar pelo menos uma história mais triste envolvendo o mascote.

Trata-se do curta metragem “The Hedgehog”, um drama em live action dirigido pela dupla Chris Lee e Paul Storrie. O curta foi lançado neste ano e chegou a ser nomeado como o melhor curta metragem no London Short Film Festival 2015. O filme mostra um garoto solitário que em um dia veste-se como seu herói favorito dos games (o Sonic), em busca de aventuras num ambiente suburbano.

“Quando jogamos videogames, o tempo pára. Temos a oportunidade de explorar mundos virtuais onde tudo é estruturado. Se você morrer no jogo, você pode começar de novo. Essas idéias deram forma ao nosso personagem, um garoto perdido que quer ser como o Sonic e viver em um mundo em que você pode ser jovem para sempre”, disse Chris Lee.

A coisa começa a ficar mais depressiva ao passo em que o filme avança, mostrando uma aventura solitária, silenciosa e sem muita diversão até que ele encontra um velho senhor que lembra o antagonista dos videogames e decide segui-lo. O resto vamos deixar para vocês verem abaixo.

The Hedgehog:

Documentário nacional vai mostrar a chegada dos videogames no Brasil

Lembra do livro chamado 1983: O Ano dos Videogames no Brasil, escrito pelo gamer Marcus Chiado? Pois bem, o autor escreveuescreveu posteriormente outro livro abrangendo o ano de 1984, pois esses dois anos foram importantes para a indústria nacional de jogos eletrônicos. Mas isso você já sabia, certo?

O que você talvez não soubesse é que Marcus uniu-se a outros gamers para levar este trabalho documental para outra mídia, a saber: o cinema. Trata-se do primeiro documentário brasileiro que visa contar como os videogames chegaram ao país.

O projeto está em desenvolvimento, mas para sair do papel, os criadores precisam da contribuição dos próprios jogadores. Por isso, o documentário está arrecadando fundos no site de crowdfunding Kickante. A meta a ser atingida é de vinte mil e com tal valor o filme conseguirá contar os primórdios do mercado, passando pela era do Game&Watch, o Pong etc.

Vale lembrar que os consoles clássicos NES, Master System, SNES e outros, não fazem parte desta parte do trabalho. Mas os autores sinalizam que eles são temas para produções vindouras.  A grande sacada é que o documentário é um verdadeiro resgate da nossa indústria de jogos eletrônicos.

Qualquer um poder contribuir, para isso basta acessar a página da campanha.

1983: o ano dos videogames no Brasil

Review: Detona Ralph e 5 dicas de filmes sobre games

Detona Ralph

Já falamos sobre a animação mais recente da Disney, Detona Ralph no Game Reporter nesse post e no final de novembro estive na pré-estreia desse filme que achei fenomenal por ser uma ótima história sobre auto-conhecimento além de exibir diversas piadas e elementos referenciando o universo dos games.

Sinopse: um vilão de videogame quer ser herói e se prepara para realizar seu sonho, mas sua busca traz confusão para todo o flipper onde ele vive.

Um dos motivos que me deixou interessado neste filme, além do universo de games presente na história, é o time de vozes originais: John C. Reilly como Ralph, Jack McBrayer como Fix-It Felix Jr. (o “arquinimigo” de Ralph), Jane Lynch como Sergeant Calhoun e Sarah Silverman como Vanellope von Schweetz.

Portanto, quando anunciaram os dubladores para as cópias dubladas: Tiago Abravanel (que teve uma performance elogiada pela crítica no musical sobre Tim Maia) como Ralph, Rafael Cortez como Felix Jr. e Mari Moon como Vanellope confesso que fiquei com um pé atrás dado o histórico de animações com vozes de pessoas famosas não ser dos melhores. Entretanto, após assistir ao filme, sou obrigado a dizer que a dublagem está muito bem adaptada, em especial as vozes de Cortez e de Moon tornando até difícil identificá-las.

O universo em que a história se passa é extremamente rico e interessante, por seu um “flipper”, o ambiente que nos é apresentado possui um enorme potencial de expansão, muitos elementos adicionais podem ser explorados em filmes futuros. Sinceramente espero ter uma continuação pois o potencial de novas histórias é gigantesco!

Os elementos visuais, como por exemplo a forma dos moradores de Pleasent Ville se movimentarem com alguns quadros a menos, sem tanta movimentação, simulando gráficos mais antigos como até uma simples sujeira ser mostrada em pixel art foi um toque de gênio.

A quantidade de “easter-eggs” é realmente impressionante. É um verdadeiro festival de referência para gamers, principalmente quem jogava consoles antigos. Recomendo que você preste muita atenção nas cenas que se passam na Game Central pra talvez conseguir pegar todas as referências da primeira vez que assistir o filme. Pra mim a exibição na cabine não foi suficiente e estou decidido a assitir novamente, pra tentar achar todas as piadas internas presentes.

O filme me supreendeu positivamente e conta com boas piadas “abrasileiradas” que rendem boas risadas. E a mensagem de Detona Ralph é sincera e verdadeira e eu interpretei como sendo: aceite quem você é pois só assim será feliz de verdade.

E já que estamos falando sobre filmes aqui no Game Reporter, dê uma conferida no vídeo abaixo para ver cinco recomendações de filmes sobre games: