Conheça a lista de 100 melhores jogos de todos os tempos

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Há alguns dias a revista americana de games Edge publicou uma lista de 100 melhores jogos de todos os tempos. Apesar do gancho “melhores jogos para jogar hoje”, a lista contém algumas raridades que só poderiam ser rodadas em emuladores.

Cada um dos jogos cita a plataforma, desenvolvedora e traz uma mini-resenha com tela. Apesar de estar em inglês, a maior parte dos games são conhecidos dos jogadores mais assíduos. Sendo assim, vale dar uma corrida para olhar se seu game preferido entrou no bolo.

Para os mais curiosos, o primeiro item da lista é The Legend Of Zelda:? ?Ocarina Of Time, seguido de Super Mario 64, ambos de Nintendo 64. O top 3 é fechado com Half-Life 2, de PC.

:: Veja a lista completa

O lado bom do desrespeito

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É fato que o videogame ainda é uma mídia “desrespeitada”. Se comparada a outras como televisão e cinema, por exemplo, poderíamos até dizer que é “marginalizado”. Não precisa ir longe para sentir os efeitos: advogados e promotores adoram apontar o dedo nos perigos dos jogos violentos e em como games, mesmo que destinados ao público adulto, podem acabar com a inocência de crianças.

Mas, para Dan Houser, da Rockstar Games, isso tem um lado positivo. A falta de respeito significa aos desenvolvedores uma maior liberdade. Algo como “deixe que falem, pelo menos fazemos o que queremos”, já que de lado existe menos fórmula, não há “nenhuma maneira aceitável de fazer algo”.

O executivo vai além, respondendo que espera que demore até que os games sejam tão respeitados como o cinema. “É muito divertido no momento porque não estamos em nenhuma Academia e a mídia não é sistemática”, afirmou, criticando a estrutura vista em filmes, TV e livros, que força autores a abordarem temas de maneira mais engessada.

Você concorda?

[Via GamesIndustry.biz]

Gameemcasa: locadora em roupa nova

Game em Casa

Se você foi uma criança gamer na década de 80, ou até mesmo 90, em que os jogos de videogame não vinham em CDs, mas sim nos cartuchos (ou se você é mais velho “fitas”), deve se lembrar de que a maior parte do dinheiro da mesada era destinada a um tipo de negócio: as locadoras de videogames.

O que mais recentemente acontecia nas lan houses e muito antes podia ser visto nas casas de fliperama, se repetia nestas lojas que colocavam em suas prateleiras alguns dos jogos mais cobiçados que custariam uma fortuna se não fossem alugados. Hoje, a pirataria está aí e se consegue um game por uns míseros trocados, é claro, mas não é a mesma coisa.

Aproveitar um jogo alugado tinha um quê de “preciso levar isto até o fim, seja bom ou ruim”. E assim jogamos clássicos como Golden Axe e Phantasy Star, e também tremendas bombas, como por exemplo o jogo do Karatê Kid ou do De Volta para o Futuro. Mas, romantismos a parte, as locadoras tinham seus problemas: algumas vezes mantidas por garotos um pouco mais velhos, tinham fila na porta aos sábados de manhã, não tinham horário certo para abrir e, quando muito, possuíam apenas uma cópia do jogo. Isto quer dizer que, para determinados lançamentos que eram amplamente divulgados em revistas (é… não tínhamos YouTube, GameTrailers ou GameSpot), devia se chegar bem cedo, antes do dono, e torcer para que aquele gordinho de óculos na sua frente na fila estivesse procurando algum jogo da Barbie ou alguma podreira velha que você não tinha interesse, o que quase nunca acontecia.

Falamos tudo isso por um motivo: saudade… não, não foi bem por isso. Foi porque enquanto as locadoras de videogames que restaram são mais mambembes que aquelas mantidas por “garotos mais velhos” há duas décadas, existem empresas tentando fazer com que a moda da locação volte com força total. E pode ser que dê certo. Piratear um Blu-ray, por exemplo, vai ser algo caro. A Microsoft possui maneira de identificar jogos ilegais na Xbox Live, seu recurso mais bacana, e ninguém quer ser banido por 10 mil anos, como aconteceu com alguns jogadores que colocaram as mãos em uma cópia pirata de Halo 3 antes de seu lançamento. E com toda a conectividade online dos consoles, vai ficar muito mais fácil para as fabricantes de identificar cópias ilegais de títulos.

Porém, como sair de casa é uma coisa perigosa e quanto mais tempo passa menos gente vai fazendo, a nova locadora Gameemcasa oferece jogos para as principais plataformas hoje no mercado (PlayStation 2, PlayStation 3, PSP, Xbox, Xbox 360, Game Boy Advance, Nintendo DS, Game Cube e Nintendo Wii) em um sistema de locação semelhante ao de lojas de DVD do exterior (ou ao que a Blockbuster tenta fazer no Brasil com o Movie Pass): você paga uma mensalidade (que varia de R$ 34,90 a R$ 149,90) e pode alugar jogos o quanto quiser, pelo tempo que quiser, apenas precisando devolver um título antes de pegar outro (a locadora coleta o título em casa).

A vantagem é óbvia: você não precisará ficar na fila, poderá ver online o que existe na prateleira e recebe o jogo em casa, no dia seguinte à solicitação (desde que esta seja feita até as 17h). Outra vantagem: R$ 34,90 (preço de duas locações no mês com serviço de entrega e coleta, os planos ilimitados começam a partir de R$ 69) no fim das contas sai menos que comprar 4 jogos piratas, sendo que um deles provavelmente não funcionará (ou travará numa parte lá no fim, depois do prazo de troca) e outro será uma verdadeira porcaria. A desvantagem básica é que a locadora funciona apenas em algumas regiões, por enquanto limitadas a bairros da Grande São Paulo. O site pretende, em breve, abranger outras capitais e grandes cidades, como Rio de Janeiro e Campinas.

Fica a dica. E nós aqui do GR ficamos na torcida para que esta nova tendência ganhe força. Alugar pode ser um pouco mais caro, mas não é injusto com o desenvolvedor e, convenhamos, possibilita conhecer melhor novos jogos.