
A alemã Gamigo anunciou que investirá 10 milhões de euros (cerca de US$ 13 milhões) no desenvolvimento de seu próximo game Black Prophecy, um game que será distribuído gratuitamente e caso seja bem sucedido deve encorajar novas empresas. Durante o evento espanhol Gamelab, o diretor de parcerias de mídia Ralph Frefat, afirmou que optando por lançar um título que seja gratuito para jogar, a empresa se livra da pressão pela recuperação do investimento, algo que acontece no mercado tradicional.
Segundo o executivo, o sucesso de um jogo nos moldes “free-to-play” depende na longevidade e na média de faturamento por usuários, “em quantos jogadores você pode trazer ao jogo que estão jogando ativamente e comprando”. Nada novo até aqui, a renda destes jogos está em itens e conteúdo “premium” vendido aos jogadores mais vorazes.
O interessante é a comparação que Frefat faz com o mercado tradicional. “Se você tem um jogo grande [no modelo tradicional], você tem uma janela de, digamos, 8 a 10 semanas enquanto o game ainda é quente, até que caia. O ciclo de vida de um jogo online ‘free-to-play’ é de 3 a 5 anos, então você não se preocupa se ele não for bem sucedido nos seis primeiros meses – pode ser nos outros quatro”.
Um jogo destes com faturamento modesto de 130 mil dólares por mês, somados por 3 ou 5 anos, faz mais que muitos jogos lançados no formato tradicional. O problema, Frefat reconhece, é que muitos jogos free-to-play (inclusive os lançados anteriormente pela própria Gamigo) acabam não tendo a mesma qualidade.
Algo que esperam mudar com um investimento alto, é claro. Se o dinheiro será recuperado, ainda não é possível descobrir, mas a empresa conta com a publicidade gerada pela qualidade do game que será lançado no fim do ano. Será? Quais são as suas apostas?
[Via GamesIndustry]