BGS 2013 – Primeiras impressões do Nvidia Shield

1383141_10200463399180203_52539657_n

Quando a Nvidia anunciou o Shield muita gente torceu o nariz, afinal este seria o primeiro portátil lançado pela empresa. Além disso, muitas outras empresas investiram no mercado portátil antes da Nvidia e se deram muito mal, como a Nokia, a Sega, a Atari, entre outras. O consenso geral é de que se a NVidia quisesse fazer sucesso no mercado de portáteis seria necessário lançar um produto muito bom no mercado e sem pretensões de encarar de frente a Nintendo, que domina o setor há anos.

Durante a BGS a NVidia montou um estande cheio de pompa para apresentar suas principais placas de vídeo, como de costume. As novidades no estande da empresa ficaram por conta do tablet Tegra Note e do portátil Nvidia Shield, exibidos pela primeira vez na América Latina. O Shield foi de longe a grande sensação da empresa, chamando as atenções dos muitos visitantes do estande.

À primeira vista o Shield parece desengonçado e grande demais para ser considerado um portátil (dificilmente ele poderá ser carregado no bolso do jogador tal qual o 3DS e o PS Vita). Como se não bastasse, ele é pesado em comparação com outros dispositivos móveis. A melhor forma de descrevê-lo é dizendo que ele é a fusão do controle do Xbox 360 com um Nintendo DS. Porém toda esta robustez e peso tem um motivo: o Shield guarda em seu interior um hardware muito poderoso. Em seu interior está guardado um processador Tegra 4 de quatro núcleos de clock 1,9 GHz, 2GB de RAM e Android versão 4.2.1. É uma combinação e tanto.

NV_Shield_Front_Open

Os jogos que estavam instalados no aparelho e que testamos na feira foram GTA III, Borderlands II e Sonic. Todos eles rodaram sem engasgos ou problemas e estavam otimizados. Além disso, a resolução dos games é digno de nota. Sim, a resolução de imagem do Shield deixa muito tablet no chinelo: ela é brilhante e tem resolução de 720p (mais do que se espera para um portátil). Os controles ao melhor estilo X360 garantem o conforto e a precisão que todo gamer espera: provavelmente o Shield é o portátil mais confortável que já surgiu. O áudio também não é nada mal: as caixas de som são bem potentes e definidas: dava para ouvir bem os sons dos games apesar do barulho incessante da feira.

Mais importante que o design vale mencionar que o Shield é rápido na hora de se alternar entre uma tarefa e outra. Experimente trocar de game no meio de uma partida para ver que não há irritantes segundos de loading – cortesia do Tegra 4 que coloca os jogos em stand-by sem miséria.

Outra função bem legal é o streaming direto de PCs para a telinha do Shield que funciona melhor do que se espera. Em outras palavras, você poderá continuar os seus games de PC no conforto da cama, do sofá ou no banheiro. Mas o melhor mesmo é a conexão HDMI do Shield que possibilita jogar seus games favoritos do Android, PCs e Tegra Zone direto na TV em alta resolução. Com isto, você acaba ganhando um console tradicional.

Mas o Shield não é só pontos positivos. Por ser um portátil dedicado a um nicho muito específico (hardcore gamers de PC), ele será caro. Ainda que a empresa não tenha divulgado preço e data de lançamento no Brasil, podemos levar em consideração que o preço será alto visto que nos EUA ele custa US$ 300.

Colaboração: Victor Cândido

Flávia Gasi lança livro sobre relação entre games e mitologia

Games e Mitologia

Uma boa dica de leitura envolvendo os videogames é o livro Videogames e Mitologia: a poética do imaginário e dos mitos gregos nos jogos eletrônicos da Marsupial Editora. A obra sai do forno no dia 24 de outubro e tem como autora a jornalista de games Flávia Gasi, que fez carreira trabalhando em veículos de fama como a revista EGW, Nintendo World, Scrap MTV, Revista Oficial do Xbox, Rolling Stone, Omelete, entre outros.

O livro estuda o processo de criação das narrativas e mecânicas dos games e como tal processo se relaciona com a Mitologia, em especial a mitologia grega. Além disso, o livro aborda as bases teóricas, que apresentam o conceito de “Imaginário” no universo dos games. Alguns dos games que fizeram parte do estudo estão God of war, Bioshock e Eternal Sonata que, segundo Flávia Gasi, apresentam diferentes características ligadas ao estudo do imaginário.

De acordo com Gasi, esta é a primeira vez que é publicada uma obra dedicada a pesquisa deste tema, não havendo nada parecido em qualquer outro país. Quem já leu qualquer texto ou assistiu palestras da Flávia já sabe o que esperar: o Imaginário e Mitologia aplicados aos videogames e como as referências podem ser das mais sutis às mais descaradas possíveis. É um tema bastante interessante, afinal de contas.

O lançamento de Videogames e Mitologia ocorre no dia 24 de outubro, em São Paulo, na Livraria Geek e depois no dia 12 de novembro no Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa do Barra Shopping. O livro possui 128 páginas e tem preço definido em R$ 35,00.

 

Ficha técnica:

Videogames e Mitologia: a poética do imaginário e dos mitos gregos nos jogos eletrônicos

Autora: Flávia Gasi

Marsupial Editora

128 páginas

R$ 35,00

Jovens brasileiros podem aprender física brincando com educativo Ludwig

ludwig03

Física é provavelmente uma das disciplinas mais difíceis de estudar desde os tempos de colégio, porém há uma maneira bem interativa e simples de se aprender: basta jogar o novo game do estúdio Ovos chamado Ludwig.

Para explicar como você vai aprender qualquer coisa com este jogo, vamos ao princípio; você controla um robô de pesquisa chamado Ludwig que veio de outro planeta e chega à Terra para descobrir sobre tecnologias humanas, leis da física e como encontrar fontes de energia renováveis para voltar ao seu planeta de origem. Em outras palavras, durante a pesquisa, o simpático robô acaba aprendendo muito sobre as ciências deste planeta.

Ludwig acaba mostrando de maneira educativa um pouco de ciência, física e tecnologia para os jogadores mais jovens. E não é por menos: a produtora Ovos é uma companhia europeia empenhada na criação de Serious Games. O lançamento no Brasil é cortesia do Uol Boa Compra, que providenciou a monetização do produto.

Para ensinar com efetividade, o time de criação resolveu fazer diferente do que se vê em outros jogos educativos por aí, ou seja, a jogabilidade educativa foi incorporada diretamente na trama do game, sem diferenciar o ato de brincar, aprender ou elementos de avaliação para manter os jogadores envolvidos em todo o processo.

Ludwig é mais um progresso na rota de discussões na relação entre educação, cultura e novas mídias”, disse Schwartz, diretor da Games for Change da América Latina e Professor na Universidade de São Paulo.

A ideia é que Ludwig torne-se uma ferramenta nas salas de aula, maximizando a experiência de estudo. Afinal de contas, Ludwig é um dos jogos que detém o apoio da organização Games for Change. O game chega ao Brasil credenciado como um dos mais relevantes Serious Games já criados graças a prêmios que conquistou ao longo de dois anos para sua categoria, tais qual o German Developer Award, o World Didac Award 2012, o World Summit Award 2013, entre outros.

Estamos orgulhosos em entrar para esse novo mercado de jogos educacionais com um produto tão premiado na Europa”, comemorou Christian Ribeiro, CEO e Fundador do UOL BoaCompra. De acordo com o executivo, a parceira do Uol BoaCompra com a Universidade de São Paulo vai permitir que  Ludwig possa ser distribuído do jogo nas salas de aula de todo o país. Então só resta esperar.

Abaixo o vídeo do game: