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GRDL: Choke on my Groundhog, YOU BASTARD ROBOTS

Sexta-feira é sempre um dia legal, mas devo confessar que estas duas últimas sextas-feiras estão bem mais divertidas, tendo uma desculpa para matar muito mais trabalho jogando.

Com a nova iniciativa do GRDL, muito bem recebida na sexta passada (valeu, pessoal!), tem sido um prazer garimpar a internet atrás de jogos divertidos e, principalmente porque parece que os games independentes nunca estiveram tão divertidos e inteligentes.

Assim como o game para download da semana passada, o de hoje é extremamente simples em conceito, embora tenha um mecanismo um pouco mais elaborado. Choke on my Groundhog, YOU BASTARD ROBOTS, como deve ter sido possível perceber pelo nome, é um game em que a missão do jogador é destruir qualquer robô que apareça na tela.

A premissa de que os robôs são “bastardos” que, depois de serem criados por nós, resolvem dizimar a humanidade, não é nova. Nem o combate aos robôs, mas o que é divertido é o jeito que Groundhog leva a história.

O jogo é da Kloonigames. Quem tem memória um pouco melhor, lembrará de um outro jogo sugerido em uma antiga sexta-feira junto com um webgame, em que era preciso desenhar formas geométricas, o Crayon Physics.

Pois bem, a idéia da desenvolvadora de criar games sobre o que parecem folhas amassadas de caderno com desenhos à mão livre, foi mantida em Groundhog, desta vez sobre uma folha quadriculada.

Você começa como o último humano na face da Terra e com ajuda das teclas W A S D se movimentará pelo mapa. A mira, como em outros jogos de tiro, é feita pelo mouse e o tiro está no botão esquerdo. Mas, o divertido deste jogo está quando você morre: em vez de um simples “continue”, você continua com seu “antigo-eu” como aliado, realizando os mesmos movimentos e disparando contra os inimigos. Mais uma motivação para durar por toda a missão, mas que em pouco tempo causará uma confusão danada (Quem sou eu?!) e acabará o levando a mais uma morte e a mais um rabisco se mexendo pelo cenário.

Além do executável, o jogo vem com dois arquivos bat (caramba, há quanto tempo não viamos um jogo legal com um destes!), para jogar em 800×600 ou 1024×768, mas é possível rodar em tela cheia adicionando um arquivo bat com o parâmetro -full ou rodando o jogo a partir do prompt do comando com esta opção.

Para rodar, também pode ser necessário os drivers do DirectX 9.0c e o .NET Framework 2.0 instalados, mas para a maioria dos jogadores isto não será problema.

:: Acesse o site de Choke on my Groundhog, YOU BASTARD ROBOTS e baixe o game

GRDL: iniciando uma nova tradição

Os leitores do GR já sabem que, ao entrar aqui numa sexta-feira encontrarão um webgame. Pode demorar às vezes, é claro. A gente tarda, mas não falha.

Agora, tentaremos estabelecer uma nova tradição: toda sexta-feira, no fim da tarde, começo da noite, por volta das seis horas (que é quando todo mundo está se preparando para ir embora do trabalho), colocaremos a sugestão de um game para download no ar.

Não esperem que demos apareçam com freqüência. Também pedimos para que não esperem jogos de encher os olhos, porque o que vale aqui é qualidade e não quantidade de recursos gráficos. Tentaremos primar por jogos gratuitos e que acrescentem algo no quesito conceito, algo que a comunidade independente dá show.

Se você for programador e tiver criado um game conceitual nos envie o link para download que divulgaremos neste espaço. Mande, mesmo que seja em versão demo, porque só de ser brasileiro já merece algum tipo de destaque no GR.

Para estrear esta seção selecionamos um jogo com nome incomum, mas que ilustra bem a nossa intenção com este espaço. O “a game about bouncing” é um joguinho que à primeira vista não parece ser digno de atenção, mas que engana o jogador preconceituoso.

Abstrato, “a game about bouncing” ganhou o prêmio de primeiro lugar do 3rd Annual Toronto Game Jam.

Sua missão é conduzir uma esfera, com auxílio das teclas, de encontro a outras esferas. Ao bater, você será rebatido e rapidamente terá que se direcionar a outra peça, que aos poucos transformará sua pecinha em branco. Não demorará até que o cenário mude de cor, indicativo de que você foi bem sucedido e passou de fase.

Aos poucos, o desafio será maior e mísseis surgirão, criando rastros destrutivos. É exatamente aí que o jogo fica legal e viciante, mais uma prova de algo que todo leitor do GR sabe, simplicidade == diversão.

:: Visite o site oficial de a game about bouncing e Baixe o jogo

Jogos independentes à venda na Live

Desenvolvedores independentes contarão com mais um canal de vendas para seus jogos: a rede Xbox Live.

Dois anos depois de anunciar a abertura do desenvolvimento de games para Xbox 360, a MS anuncia a criação de um novo canal de vendas chamado Community Games.

O canal de games comunitários permitirá que desenvolvedores coloquem seus trabalhos a venda por valores entre US$ 2,50 e US$ 10 (em Microsoft Points – 200, 400 ou 800 pontos), colocando em seu bolso 70% do lucro obtido com as vendas.

Os jogos abaixo de 50 MB terão valor estabelecido em 200 pontos. Jogos maiores receberão preços entre 400 e 800 pontos. Para participar do Community Games há uma pegadinha, o desenvolvedor deverá ser membro do Creators Club, um grupo que exige inscrição paga.

O sistema ainda está em testes beta, mas será aberto oficialmente ainda em 2008, e exigirá que todo conteúdo enviado seja analisado previamente e tenham qualidade comprovada.

[Via Kotaku]

MMO brasileiro procura colaboradores

O Projeto Mundo dos Dragões (MDD) está buscando novos colaboradores para participarem de sua nova etapa de desenvolvimento.

Qualquer interessado em participar do desenvolvimento de um jogo MMORPG totalmente brasileiro, de código aberto em estilo medieval e gráficos tipo anime podem se candidatar à vaga.

São necessários programadores que se dediquem a criação de mapas, scripts e gráficos em Photoshop para o cliente 2D, bem como programadores C++, modeladores e animadores 3D (Blender) e artistas gráficos para o cliente em versão 3D.

A colaboração inicialmente é sem compromisso ou filiação, e cada um dos candidatos será analisado individualmente para ver se podem ou não ser integrados à equipe.

Mais informações do projeto podem ser lidas em www.mundodosdragoes.com.

Magic Pen: é jogar e viciar

Há algum tempo havia um preconceito entre a comunidade gamer quanto aos jogos casuais, talvez pela indefinição do termo e pela vontade de cada indíviduo em se separar e se mostrar como um “jogador hardcore”. Mas, hoje, atire a primeira pedra quem nunca se viciou em um desses jogos em flash.

Zuma e Bejeweled são dois exemplos bem sucedidos da lista, mas algumas vezes os programadores surpreendem e um destes casos é o Magic Pen. Uma verdadeira coqueluche em ambientes acadêmicos, o jogo está tomando comunidades de assalto e isto tem um motivo: sua intuitividade e inovação.

Magic Pen

Nele você é o desenhista do jogo, que tem como objetivo criar formas com o seu mouse a fim de impulsionar uma bolinha até a bandeirinha de chegada. Bem, parece simples, não? Sim, parece, de fato, contudo a partir do primeiro “nível” a bolinha deverá enfrentar obstáculos como escadas e abismos.

A originalidade de Magic Pen é questionável. Ele é praticamente idêntico (exceto por alguns recursos) ao game Crayon Physics, um game simples da Kloonigames, fundada em setembro de 2006.

Crayon Physics

A diferença entre os dois, além de um ser um arquivo flash e outro ser um download de 5,6 MB (vale a pena, é freeware!), está em sutilezas do game. Algumas fases são completamente inspiradas (ou copiadas), mas no caso achamos que a jogabilidade do game via download é superior.

O Flash ainda tem algumas “ferramentas” extras, que deverão ser utilizadas para concluir alguns objetivos, porém que podem confundir a cabeça do usuário e adicionar mais dificuldade ao jogo. O problema? O baixo número de níveis: apenas cinco no Flash e oito no download, algo que deve ser resolvido em 22 dias, quando o Crayon Physics Deluxe chega ao mercado, desta vez em forma de game comercial. Para jogar o Magic-Pen, clique aqui.

MSG brasileiro entra em beta teste

O Taikodom, o primeiro jogo MSG (Massive Social Game) completamente desenvolvido no Brasil, entrou em fase de beta teste após quatro anos de desenvolvimento na catarinense Hoplon Infotainment.

O game completo será composto de quatro módulos, um de ação, um tático, um estratégico e outro metaverso, entretanto a versão beta disponibilizada para download aborda o de ação.

Para criar a ambientação futurista de Taikodom foi chamado o escritor de ficção científica Gerson Lodi-Ribeiro, que teve contos e compilações publicadas no Brasil e no exterior. O jogador encarna um piloto com uma determinada habilidade escolhida a partir de diversas opções e enfrentará dezenas de desafios nos muitos sistemas estelares.

Além do game de ação, de tiro em primeira pessoa, está em pré-produção o módulo tático estilo estratégia em tempo real, e o conceito das partes estratégica e metaverso está sendo estudado.

O site em taikodom.com.br traz mais informações.

Understanding Games

Uma hipótese recorrente entre pessoas que estudam games é que quando alguém conseguir fazer um videogame sobre videogames, este poderá ser considerado um meio de comunicação completo.

E é mais ou menos isso o que o alemão Andreas Zecher está tentando fazer.

À imagem de Scott McCloud, que conseguiu com Desvendando os Quadrinhos (Understanding Comics) criar uma história em quadrinhos sobre histórias em quadrinhos, Zecher criou o Understanding Games, uma série que aborda de forma interativa conceitos básicos dos videogames.

Até o momento existem apenas três episódios, e apesar de o esforço de Zecher ser muito bem-vindo, o resultado não é muito satisfatório.

As simulações passam conceitos muito elementares e alguns até mesmo questionáveis, e em certos momentos os personagens, o tom ultra-didático e os joguinhos repetitivos se tornam cansativos.

A referência à McCloud no nome portanto é exagerada, Understanding Games não é o videogame metalinguístico definitivo, vale mesmo pela intenção do autor. Confira nos links:

:: Leia mais no Hipergame.